terça-feira, 30 de setembro de 2008

Questão fundamentais para a Humanidade - I : o ponto negro

Ter calcorreado os trilhos do mundo durante vinte e sete anos tem sido manifestamente insuficiente para resolver, de uma forma minimamente satisfatória, algumas questões... Uma delas, que encerra em si mesma uma míriade de mistérios insondáveis, prende-se com o carácter magnético que tem para a mulher toda e qualquer imprecisão epidérmica que um espécimen do género masculino possua... Para mal dos nossos pecados (e a utilização da primeira pessoa do plural pressupõe uma quasi-certeza que não estarei sozinho...), o conceito de imprecisão epidérmica é entendida de forma lata, incluindo a borbulha, a "pelezinha", a espinha e o ponto negro, a "besta negra" de qualquer ser humano do género masculino... Aqui impõe-se uma questão: mas, afinal, o que é um ponto negro? Allways know your enemies… Eu sinto-me desprotegido porque continuo sem saber o que é um ponto negro, nem quais as estratégias adequadas à sua neutralização. Conheço muito poucos homens que o sabem… Efectivamente, existem diferenças insuperáveis entre os dois géneros. No entanto, devo reconhecer que existe um perfeccionismo estóico, um espírito de missão, nesta cruzada feminina de mudança do mundo através da homogeneização epidérmica. O que é meritório, desde que aplicado a outras áreas e a outras imperfeições… Passo a explicar: anseio, desejo ardentemente o dia em que esta motivação reverta a favor da eliminação dos buracos rodoviários ou das inconsistências do orçamento de estado. Não seria óptimo se as cadeiras dos ministérios correspondentes fossem ocupadas por senhoras? Sim, mas tal não é possível porque, com tanto tempo que isso ocuparia, como haveria tempo para melhorar a pele masculina?... Que interessa um Estado eficaz, sem uma pele perfeita? Como poderia funcionar a ordem das coisas sem experimentar recorrentemente a sensação de realização, de accomplishment quando se mostra ostensivamente, vitoriosamente, aquilo-branco-que-sai-dos-pontos-negros? Como se não bastasse, a idoneidade do ponto negro extingue-se na falácia presente na sua própria designação… Meus amigos, por aquilo que me tenho vindo a aperceber ao longo da minha convivência com o sexo oposto, o ponto negro nem sequer é negro, é branco, ou lá o que é. O que só prova que o seu nome foi criado pelo primeiro homem a quem foi espremido um qualquer ponto epidérmico... É que a constatação da sua presença implica tempos negros para qualquer homem que se preze... Implica a aproximação inevitável de um conflito intrapsíquico negativo-negativo: se cedemos ao avanço do sexo oposto, a dor é inevitável, acompanhada por comentários depreciativos sobre a nossa capacidade de lidar com a dor e sofrimento; se fincamos pé, buscando forças num entendimento pavloviano do conceito de virilidade e na certeza das nossas convicções, somos confrontados com uma arma de culpabilização massiva que desencadeia uma visão em túnel capaz de vislumbrar, unicamente, as vantagens de uma pele perfeita e imaculada… Definitivamente, é nas implicações do ponto negro que deveriam residir toda e qualquer teoria feminista. É no ponto negro que emerge a descontrução da ideia enraizada do sexo forte… Para mal dos nossos pecados…

Pensando bem...

Serei o único a acreditar que o Genuíno Madruga está a escrever o seu blog directamente de uma adega no Pico, onde permanecerá durante os próximos tempos?...

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Nota mental...

Não esquecer de fazer, o quanto antes, uma estátua ao Jorge Ribeiro... Como diria Jorge Jesus "o futebol é muit'à lindo".

Sugestão para o DSM-V

Acho que ando com um distúrbio na assimilação-acomodação...

Separados à nascença...

Eureka! Finalmente percebi com quem é que o Maxi Pereira, futebolista do Benfica, é parecido... O homem é a cara chapada de um actor que costuma aparecer nos filmes do Emir Kusturica, nomeadamente no Underground, em que fazia de Ivan, o funcionário do zoo...

domingo, 21 de setembro de 2008

Académica! Académica! Académica!

O Rio Ave empatou com o Benfica... O Rio Ave empatou com o Porto... A Académica ganhou ao Rio Ave! Isso significa que...

Há coisas que não se fazem a ninguém...

Como parar de rir com a verbalização do ti Alberto João: "Falta de liberdade é coisa que não acontece aqui na Madeira!..." ?

PS: caríssimos leitores, aqui fica um anti-depressivo completamente grátis. Sempre que o quotidiano vos pregar uma partida leiam este post...

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Luís Amado

Numa futura actualização do dicionário ilustrado da língua portuguesa (ou será brasileira?...), o termo eufemismo terá à sua frente o Ministro Luís Amado... Conseguir, após as declarações vernáculas de Hugo Chávez, descrevê-las como um exercício de "exotismo na forma como o Presidente Chavéz expressa as suas ideias" (ou algo do género) é um eufemismo de primeira... Diria mesmo um eufemismo do carajo! Melhor, um eufemismo que vale um carajo cién veces...

domingo, 14 de setembro de 2008

Psilipe's OST I

A lei da reciprocidade

Considero-me uma daquelas pessoas para quem a lógica da reciprocidade representa bastante. Acho que a conceptualização das interacções quando é pontuada por uns pozinhos de raciocínio empático é, potencialmente, muito mais justa e apaziguadora. Há dias não deixei de ficar revoltado quando o Estado deste nosso cantinho nos escreveu uma carta a dizer que, no âmbito do processo de devolução do IRS, não receberíamos os 11 euros e pouco a que normalmente teríamos direito, uma vez que tal valor não ultrapassa um limiar qualquer definido vá-se lá saber por quem… Associando uma leitura baseada no rigor à óptica da reciprocidade, aceitam-se sugestões sobre o que é que podemos exigir ao Estado ou o que é que podemos danificar que perfaça o valor que não nos foi devolvido…

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Ai que dói...

A recente divulgação da mudança de intensidade do furacão IKE tem levado a alterações na organização demográfica dos países afectados... A alteração da categoria 4 para a categoria Tina Turner conduziu à fuga massiva de mulheres de Cuba, Haiti, Republica Dominicana e afins...

domingo, 7 de setembro de 2008

De pé, ó vítimas da fome!

"És tão boa! És tão boa!...", gritavam hoje dezenas de jovens, na Festa do Avante, plenos de fervor ideológico, numa evidente manifestação de identificação com a matriz comunista... Ainda bem que nada foi filmado no Parque de Campismo...

Rabo de P...

Hoje, no decorrer do Jornal da Noite, a SIC entendeu colocar legendas numa reportagem realizada com jovens de Rabo de Peixe, zona complicada da ilha de São Miguel. É certo que tal opção permite ao espectador mais galhofeiro a realização automática de piadas fáceis sobre o propalado "sotaque" açoriano (que, na verdade, se resume à referida ilha...). No entanto, se formos além da piada fácil, é uma grande estupidez que se coloquem legendas, como se de um idioma indecifrável se tratasse, quando aquilo que é proferido pelas pessoas é perfeitamente compreensível. Como se não bastasse, a estupidez é exponencial, quando uma reportagem que pretende retratar uma experiência de combate à exclusão social é a primeira a reforçar o rótulo de uma pretensa diferença que, no fundo, não existe...

PS: isto custou a escrever... um pseudo-terceirense a defender uma causa micalense. É quase uma heresia...

O silêncio da inocente

Dão-se alvíssaras a quem puder ceder um qualquer registo das declarações que Manuela Ferreira Leite fará na Universidade de Verão do PSD... As raridades sempre foram um óptimo negócio...

sábado, 6 de setembro de 2008

Delírios racionais

Bem sei que a paranóia é um dos combustíveis da teoria da conspiração, enquanto construção alternativa e fantasiosa da realidade que se nos apresenta. No entanto, dou como adquirido que a realidade que nos é apresentada só adquire um significado genuíno após ser sujeita a um raciocínio verdadeiramente crítico. E aí, por vezes, percebemos que aquilo que é a definição daquilo que é tido como paranóico pode corresponder a uma leitura conveniente e extremamente útil por parte de algumas facções estratégicas da sociedade ("não... isso é demasiado perverso para ser verdade, senhor cidadão..."). A forma como as relações entre a Rússia e os Estados Unidos têm evoluído nos últimos tempos pode ser alvo de diversas leituras e análises. No meio da bruma dos fantasmas da Guerra Fria e da discussão do domínio das fontes de produção energética, apetece-me pensar ser paranóico, ou seja, basear o meu raciocínio num leitura irracional e disfuncional dos fenómenos. Numa altura em que a derrota republicana se afigura como provável (apesar de McCain se assemelhar a uma figura do Madame Tussaud, não foi possível moldá-lo à semelhança de um candidato à presidência...), este aumento (demasiado) progressivo do tom beligerante do discurso, soa, demasiadamente, a um presente envenenado para Obama, baseado na criação de condições muito adversas à sua entrada na Casa Branca e à preparação antecipada dos primeiros argumento republicanos pós-eleições... Espera aí... Analisando isto, isto de paranóico não tem nada...

À bolonhesa...

Será que a Universidade de Verão do PSD já está adaptada ao Processo de Bolonha ou a certificação como Jotinha não dará direito a qualquer crédito ECTS?...

GALP ou GOLPE?

Numa altura em que tudo o que soe a fenómeno criminal assume a "pole position" dos nossos noticiários, consubstanciando uma onda de crime ou um tsunami criminal (consoante o quadrante ideológico de onde emana a opinião..), parece-me obrigatório, e de vital importância, que este pasquim informático assuma um papel nessa matéria... Deixo para os outros o carjacking ou o homejacking e dedico-me ao pocketjacking que é muitas mais frequente e cujas consequências financeiras são beyond imagination... É que se pensarmos no número incontável de pessoas que abastecem os seus veículos todos os dias, temos o números de pocketjacking que acontecem neste país... Para quando uma intervenção do SuperPolícia português?...

Não há festa como esta (ou não)...

Leio no rodapé de um qualquer noticiário de uma qualquer televisão que a entrada no parque de campismo da Festa do Avante foi vetado a jornalistas... Pensando num post do companheiro MDA, dá vontade de questionar se a noção demoníaca da propriedade privada se começa a consolidar no insconscente colectivo do militante comunista; ou, por outro lado, se se pretende evitar a demonstração inequívoca de obtusidade adolescente que surgiria das imagens que seriam captadas, distantes do fervor ideológico de tempos idos...

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Cromos da bola: Nicolau

Não há como ressuscitar os velhos clássicos... Este cromo será desconhecido para quase toda a gente, mas corresponde a uma figura presente no anedotário de qualquer bom adepto da Académica (mesmo daqueles que não guardam as notícias de jornal que saem sobre ela). Passo a explicar, Nicolau foi um ponta-de-lança guineense que passou pela Académica na década de 80, e que ficou conhecido por uma habilidade única: não ganhar uma única bola de cabeça, apesar da estampa física que a foto demonstra, pelo facto de nunca conseguir saltar sem encolher o próprio pescoço. No entanto, o seu maior feito, muito embora não o saiba, foi o facto de ter sido responsável pelo baptismo do meu primeiro cão, dada a evidente semelhança entre a tonalidade cromaticamente dissonante do guineense e a pelagem do bicho, o saudoso Nicolau...

PS: Rasztec, parto do pressuposto que nunca deixaste o Nicolau da bola à beira do KO como fizeste ao Nicolau cão...

Definitivamente...

Há coisas que só acontecem aqui (na Ilha Terceira)... o que nem sempre é, necessariamente, bom...

Estatística psicológica...

Será que aquilo que é, ou tem de ser tomado como, normal tem (mesmo) que ser equivalente àquilo que é a moda, ou seja, àquilo que num cálculo estatístico é o fenómeno mais frequente?... Estou um bocado cansado de permanentemente ser confrontado com um rotundo sim a esta pergunta.

A eterna linha entre o normal e o patológico...

Às vezes gostava imenso de não ter traços obsessivo-compulsivos... Às vezes adorava, mais ainda, não ter conhecimentos sobre psicopatologia que me permitem identificá-los... Às vezes adorava não me sentir obrigado a procurar uma pseudo-perfeição para os meus comportamentos e accções e, obsessivamente, sentir-me obrigado a flexibilizar muitos pensamentos automáticos que tenho. Às vezes adorava não ficar perdido ao esquematizar os meus próprios esquemas quasi-patológicos. É que, às vezes, perco muitas hipóteses de agir espontaneamente e de privilegiar aquilo que entendo ser mais adequado. Às vezes apetece-me mesmo ser rígido, perfeccionista e exigente comigo e com os outros e sublinhar com traço grosso a minha visão das coisas. Quase sempre acho que faz falta, no retrato-robot de muitas pessoas que conheço, uns tracitos daquilo que o DSM caracteriza como patológico...

Basic instinct...

É impressionante a sensação que me fica que a aproximação das eleições regionais açorianas é mais activadora dos instintos mais básicos de sobrevivência de algumas pessoas do que a aproximação de um qualquer fenómeno cataclísmico... Operacionalizando, a velocidade atingida por alguns açorianos na corrida a um lugar nas listas eleitorais (quando mais não seja para obter mais uns dias de férias, fruto da condição de pseudo-político) é exponencialmente superior àquela atingida na fuga desenfread de um fenómeno vulvânico qualquer...

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Post número C4-02-GVSJ do procedimento D06-FG...

Há medida que o meu historial profissional se vai consolidando, vou acumulando uma total irritação contra a busca incessante do politicamente correcto e contra o investimento desmesurado na manutenção daquilo que é aparente... Um dos expoentes desses processos é a parafernália de coisas que têm que ser feitas "para constar", ou seja, que não têm interesse prático rigorosamente nenhum e que não contribuem what so ever para o avanço do trabalho, mas que têm de acontecer em nome da ditadura da organização rígida que a burocracia e as mentes obsessivo-compulsivas instaura Por isso, e para que conste, caso seja necessário daqui a 34256 anos quando houver uma eventual inspecção a este blog ou caso um superior hierárquico com uma personalidade obsessivo-compulsiva do tamanho de um prédio de 21 andares se lembre de proceder a uma análise rigorosa dos procedimentos administrativos existentes, aqui fica a minha manifestação de indignação... E o pedido que não me façam perder tempo com exercícios masturbatório-administrativos e que me permitam que eu queime neurónios com coisas muito mais interessantes determinadas por mim...

Sinais de alarme

Quando quase se torna necessário apontar os locais onde apontamos as coisas que temos para fazer nos próximos tempos, algo de mal se passa com o nosso quotidiano e com a nossa capacidade de organização...

Medicina (alternativa)...

Alguém consegue arranjar uma receita infalível para a procrastinação?... Eu até já tirei uns textos e artigos para o computador mas, escusado será dizer, ainda não me consegui obrigar a lê-los...

Recorde olímpico...

Meus amigos, 12 posts numa hora e 48 minutos! Usain Bolt, prepara-te! Be afraid...

Nocturnos (sem ser de Chopin...) III







Roma, l'a città eterna, pela noite.



terça-feira, 2 de setembro de 2008

Nocturnos (sem ser de Chopin...) II


Vista das festas na Praia da Vitória, a partir do Monte do Facho.

Nocturnos (sem ser de Chopin...)


Praça Central de Santa Cruz da Graciosa, na Ilha Graciosa.

Acho que o meu relógio biológico anda estranho...


J.O.T.

Dado que, ao longo da história dos Jogos Olímpicos, a inclusão de algumas modalidades sempre foi realizada atendendo a critérios pouco claros, proponho, como forma de protesto, a criação dos Jogos Olímpicos Terceirenses, que incluam modalidades adequadas à matriz cultural e à tendência antropomórfica do homus terceirensis... Várias hipóteses, com medalhas garantidas para os prezados desportistas da Ilha de Jesus:
- voyeurismo na Praínha e Silveira;
- número de carros lavados nas manhãs domingueiras, em plena via pública;
- total ausência de utilização do pisca-pisca;
- ocupação da via pública para realização de chamadas telefónicas;
- maior número de acessórios esteticamente discutíveis num mesmo veículo automóvel (categoria reservada aos desportistas de São Mateus e Porto Judeu);
- luta greco-romana com o gargalo da mini;
- dimensão da vermelhidão no corpo em resultado de inúmeros "chapas" após mergulhos inconscientes;
- and so on...

Para que conste...

Para as pessoas que, recorrentemente, me dizem que eu ando a ficar "muito Gato Fedorento" venho por este meio declarar que antes de tal clã de criativos aparecerem, eu já dizia, e me divertia com, coisas estapafúrdias, já apreciava pequenos acontecimentos fortuitos, já me ria sozinho e reparava em coisas que mais ninguém liga, já ligava a pequenas particularidades da Língua Portuguesa… Era só para constar… Vá… Quero ver alguém dizer ao RAP “Meu, estás mesmo Filipe Fernandes!...”

Novo lema olímpico

Novo lema olímpico:

sitius, altius, fortis, foguius (Vanessa Fernandes, 2008).

Ou, em português:

mais longe, mais alto, mais forte, fogo pá!... (Vanessa Fernandes, 2008).

Empreendedorismo português...

Falando em bombeiros, fiquei chocado com a prisão de um soldado da paz em Marvão, Alentejo. Numa altura de crise económica, em que o emprego é um bem precioso, em que António Borges nos recomenda inovação e imaginação na actividade económica, prende-se um homem que criou o seu próprio emprego e que contribuiu para o número de postos de trabalho que o nosso Primeiro-Ministro prometeu criar até ao final do ciclo legislativo. Ok... O homem era bombeiro e ateava fogos, mas não deixou de ser mais empreendedor que muitos...

Chamem os bombeiros...

Voltando aos Jogos Olímpicos, ocorreu-me uma maneira de garantir uma medalha de ouro para a participação portuguesa em Londres 2012... Há que criar condições para que Vanessa Fernandes chegue à medalha mais desejada. O treino é importante, segundo a jovem, o Nestum com mel mais ainda, mas há que alterar a dinâmica da modalidade em que concorre. Há que criar o Tetratlo, ou seja, natação, ciclismo, atletismo e o cálculo do número de vezes em que é dita a expressão "fogo pá!" em declarações à imprensa. Medalha garantida...

Chinesices, vermelhices e afins...

Nos últimos tempos, o meu imaginário, e as minhas horas de sono, têm sido invadidas pelos Jogos Olímpicos. Os JO sempre despertaram em mim um fascínio imenso, pela mensagem que professam, apesar da forma como vão sendo progressivamente desvirtuados. O expoente máximo deste processo foram os últimos JO. Como fã incondicional do fenómeno desportivo que sou, a constatação do aproveitamento político do desporto deixa-me tão satisfeito como a ideia de urtigas em partes privadas. Terei sido só eu que fez uma identificação entre a China e um daqueles casais disfuncionais em que a relação aparenta ser funcional apenas na companhia de outros? Terei sido o único a identificar a China com aquelas famílias que apenas arrumam e limpam a casa quanto têm visitas? Terei sido o único a não conseguir apreciar a beleza siliconada da cerimóia de abertura? Terei sido o único a estar atento?...

Hiato...

Hiato... fiz um hiato na escrita sistemática em blogs em nome próprio... Em respeito pela minha cruzada pessoal de utilização massiva e despropositada de palavras incomuns da Língua Portuguesa (gosto de palavras como profícuo... e agora?!), esta minha criação só poderia começar com algo como "hiato"! E como todo e qualquer hiato que se preze, tem que ter um fim. Este termina com a escrita destas linhas, que começam a traçar as arestas das minhas geometrias variáveis...