sábado, 6 de setembro de 2008

Delírios racionais

Bem sei que a paranóia é um dos combustíveis da teoria da conspiração, enquanto construção alternativa e fantasiosa da realidade que se nos apresenta. No entanto, dou como adquirido que a realidade que nos é apresentada só adquire um significado genuíno após ser sujeita a um raciocínio verdadeiramente crítico. E aí, por vezes, percebemos que aquilo que é a definição daquilo que é tido como paranóico pode corresponder a uma leitura conveniente e extremamente útil por parte de algumas facções estratégicas da sociedade ("não... isso é demasiado perverso para ser verdade, senhor cidadão..."). A forma como as relações entre a Rússia e os Estados Unidos têm evoluído nos últimos tempos pode ser alvo de diversas leituras e análises. No meio da bruma dos fantasmas da Guerra Fria e da discussão do domínio das fontes de produção energética, apetece-me pensar ser paranóico, ou seja, basear o meu raciocínio num leitura irracional e disfuncional dos fenómenos. Numa altura em que a derrota republicana se afigura como provável (apesar de McCain se assemelhar a uma figura do Madame Tussaud, não foi possível moldá-lo à semelhança de um candidato à presidência...), este aumento (demasiado) progressivo do tom beligerante do discurso, soa, demasiadamente, a um presente envenenado para Obama, baseado na criação de condições muito adversas à sua entrada na Casa Branca e à preparação antecipada dos primeiros argumento republicanos pós-eleições... Espera aí... Analisando isto, isto de paranóico não tem nada...

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