quinta-feira, 4 de setembro de 2008

A eterna linha entre o normal e o patológico...

Às vezes gostava imenso de não ter traços obsessivo-compulsivos... Às vezes adorava, mais ainda, não ter conhecimentos sobre psicopatologia que me permitem identificá-los... Às vezes adorava não me sentir obrigado a procurar uma pseudo-perfeição para os meus comportamentos e accções e, obsessivamente, sentir-me obrigado a flexibilizar muitos pensamentos automáticos que tenho. Às vezes adorava não ficar perdido ao esquematizar os meus próprios esquemas quasi-patológicos. É que, às vezes, perco muitas hipóteses de agir espontaneamente e de privilegiar aquilo que entendo ser mais adequado. Às vezes apetece-me mesmo ser rígido, perfeccionista e exigente comigo e com os outros e sublinhar com traço grosso a minha visão das coisas. Quase sempre acho que faz falta, no retrato-robot de muitas pessoas que conheço, uns tracitos daquilo que o DSM caracteriza como patológico...

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