terça-feira, 2 de setembro de 2008

Chinesices, vermelhices e afins...

Nos últimos tempos, o meu imaginário, e as minhas horas de sono, têm sido invadidas pelos Jogos Olímpicos. Os JO sempre despertaram em mim um fascínio imenso, pela mensagem que professam, apesar da forma como vão sendo progressivamente desvirtuados. O expoente máximo deste processo foram os últimos JO. Como fã incondicional do fenómeno desportivo que sou, a constatação do aproveitamento político do desporto deixa-me tão satisfeito como a ideia de urtigas em partes privadas. Terei sido só eu que fez uma identificação entre a China e um daqueles casais disfuncionais em que a relação aparenta ser funcional apenas na companhia de outros? Terei sido o único a identificar a China com aquelas famílias que apenas arrumam e limpam a casa quanto têm visitas? Terei sido o único a não conseguir apreciar a beleza siliconada da cerimóia de abertura? Terei sido o único a estar atento?...

2 comentários:

MDA disse...

Não foste único. Também tive a constante sensação de lixo varrido para debaixo do tapete. E se eles têm lixo para varrer...

P.S. - Boa decisão a de recomear a escrever. Temos sentido a tua falta.

Filipe Fernandes disse...

Não há tapete que lhes valha... Nem mesmo um tapete vermelho! É que ainda por cima o exercício teatral não foi à prova de uma obervação obsessiva... Havia imensos pormenores a soar a "fajuto"... Bastava estar atento e não ficar encadeado com as "luzes vermelhas"!