quinta-feira, 30 de julho de 2009

É gajo para ser uma alegia ou coiso

Tenho tido a ideia que, sem que perceba porquê e sem que faça nada de particular para o provocar, irrito uma ou outra pessoa que comigo se vai cruzando... Tenho-me esforçado, acreditem, por perceber os porquês de tal facto, até porque não gosto da sensação. Não tenho chegado a conclusão nenhuma... Mas quando perceber, logo vejo o que farei. É que descodificar este segredo pode vir a ser muito divertido. Para mim, claro.

Prós e contras de viver na Terceira # 4

Um dos contras que me chateia mais é o facto de as pessoas de quem gosto irem muitas vezes embora, é o facto de a ilha, ou se calhar todas as ilhas, funcionarem como plataformas de passagem para tantos e tantas.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Sai um petardo da Mariana!

Hoje deu para perceber que a Mariana está para os pontapés na barriga como o Barroso* estava para os golos de fora da área...



* Futebolista que passou por dois dos clubes grandes do futebol português: Académica e Porto.

sábado, 25 de julho de 2009

A casa da Mariana*

* Este vosso escriba, e a respectiva consorte, agradece os contributos fornecidos por V. Ex.as, alguns posts atrás, mas, comvenhamos que Azarias, Melani, Branda, Morgana, Abraona, Giovenália ou Agenora (?!)...

terça-feira, 21 de julho de 2009

E o programa das festas tem sido...

Lê-se: "Pavilhão dos Cancerosos" de Alexandre Soljienitsine, pela terceira ou quarta vez;
Ouve-se: Arcade Fire, Johny Cash, Damien Rice, Rita Redshoes (nota mental: levar CDs para o carro... já chega desta senhora. Eu até gosto, mas...), Nina Simone, Joy Division,...;
Vê-se: Rudo y Cursi (graças aos dotes de pirataria do P.P.);
Admira-se: a barriga da C. várias vezes ao dia.

E o dilema de hoje de psilipe é...

Não é bem um dilema... É mais a incapacidade de dar resposta, de forma clara e inequívoca, a uma questão que me foi colocada hoje pela C....

C: "Então, tu não queres voltar para Coimbra?..."
psilipe (em pensamento): "Pois...coiso..."
Pois.

Prós e contras de viver na Terceira # 3

Ser um apaixonado por jornais é uma grande desvantagem na Terceira. Por um lado, os jornais nacionais só surgem depois do almoço ou, por vezes, ao final da tarde (o que acontece ao Sábado, por exemplo), sempre dependentes das contingências das ligações aéreas; por outro, os jornais locais estão pejados de gente que os utiliza como um megafone fácil para fazer eco de futilidades, verborreias partidárias ou, simplesmente, para ter um prolongamento do ego que passe por uma rotativa... Fosse como no Astérix e o problema estaria resolvido. É que no fim das histórias o irritante bardo, Assurancetourix, era devidamente neutralizado para descanso da comunidade... Digamos que na Terceira, os bardos são tantos, com canais de expressão tão facilitados que competem pelo som de harpa mais sonante, numa lógica diária...

Gosto destes senhores *



* Só para provar que não me estou a tornar num burguês de Angra do Heroísmo**...

** Epíteto muito comum na Terceira para designar as pessoas que, sendo de Angra, da "cidade", olham com desprezo para as pessoas das outras "freguesias" da Terceira, mesmo que estas distem dois ou três quilómetros da "cidiade"...

Prós e contras de viver na Terceira # 2

Costumo dizer, quando me perguntam como é estar na Terceira (o que acontece tantas vezes quantas as vezes que o Alberto João Jardim imagina como será a bandeira da República da Madeira, quando esta for independente), que é tudo uma questão de ponderação de prós e contras, que há aspectos negativos, mas que, também há inúmeras vantagens. Eu sei que o que vou dizer a seguir é estupidamente burguês, mas o que é certo é que no Domingo joguei duas horas de golfe e vi um concerto fantástico por menos de dez euros. Sim, tem água por todos os lados, é claustrofóbico, mas...

É a cultura, estúpido!

No passado Domingo, fui ver um concerto deste senhor, Philippe Jaroussky, um contra-tenor francês, no âmbito de um Festival de Música que ocorre todos os anos pelas nove ilhas dos Açores. Não sou, nem nada que se pareça, um apreciador de música erudita mas, atendendo ao valor do senhor e a uma recomendação do D.R., lá fui. O facto de ser grátis, sinceramente, também ajudou... E digo-vos que foram duas horas que só podem fazer bem aos sentidos.

Acompanhamento vs fazer companhia: descubra as diferenças (se conseguir)

É impressionante a quantidade de pessoas que confundem empatia com simpatia, ou seja, que não percebem a diferença entre acompanhamento técnico e, simplesmente, fazer companhia seja lá a quem for. É que não é a mesma coisa, senhores.

Empatite ou o desejo de aprender a arte da Carpintaria

Funciono mal com períodos consecutivos de trabalho. Preciso de, de quando em vez, recarregar as baterias. Não consigo compreender aquelas pessoas que optam por realizar um período único de férias, no lugar de pequenas paragens terapêuticas ao longo do ano. Há uns tempos a esta parte, comecei a constatar que as minhas baterias, como nos velhos telemóveis, estão, concerteza, viciadas e com uma facilidade de recuperação bem menor... Talvez por isso, ou por outra coisa qualquer, nos últimos tempos, tenho sido acometido por surtos intensos daquilo que designo por "empatite". Ou seja, uma incapacidade marcada de me desligar dos problemas, sofrimento, desconforto, questões e questiúnculas que outras pessoas, sejam lá quem forem, apresentem. Ter empatite, posso-vos garantir, é desconfortável e conduz a uma excessiva sensibilização do paciente empático ao sofrimento e desconforto alheios em prejuízo do seu bem-estar, tranquilidade e paz de espírito... É minha crença que a empatite é mais prevalente em psicólogos que tentam trabalhar seriamente... É minha crença que se, numa súbita inflexão do percurso profissional, o paciente empático trocar a Alquimia Psicológica pela arte da Carpintaria, ou similares, ocorrerá uma regularização dos seus índices empáticos para níveis menos tóxicos... É na Carpintaria Psilipe* que está a cura para a empatite que me afecta...

* Brincadeirinha... eu gosto mesmo muito do que faço. Mesmo que, por vezes, seja muito desgastante, pelo menos tentar, fazê-lo bem.

** Já não bastava a Ronaldite... Gaita.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Pai, o que significa "autofagia"?

É mais ou menos isto:

"Todos os regimes totalitários deviam ser proibidos pela Constituição!" - Alberto João Jardim, El-Rei da Madeira...


Percebido?...

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Mistérios insondáveis

Há uma música dos Mão Morta, chamada "Tu disseste", que contém uma expressão que, recorrentemente, me vem à memória... Diz algo como:

Tu disseste "quero saborear o infinito"
Eu disse "a frescura das maçãs matinais revela-nos segredos insondáveis"

Hoje, mais uma vez, constatei que, ao contrário do que seria de supor, as maçãs matinais e a psicoterapia têm muito, muito em comum.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Para o Major Tom que há dentro de nós...



A música chama-se Space Oddity, de David Bowie, e é do longínquo ano de 1969; terá daqui a quatro dias direito a uma edição especial de comemoração das quatro décadas. Chamem-lhe piegas, chamem-lhe um "mini-melodrama", chamem-lhe o que quiserem... É uma música do caraças.

Sei anni fa

"Ddadda curtzette*"... Ecco un po' si sardo, spcecialmente, per la piccola sorella francese.


* Queste due parole significanno piccola sorella nell dialetto sardo, stilo lugodorese... :)

E o dilema de hoje de psilipe é...

...como conseguir convencer um rebento do sexo feminino do carácter fulcral, na vida de qualquer ser humano completo, da importância de acreditarmos em algo superior a nós, em algo que nos suplanta e em algo que confere (mais) significado à nossa existência terrena. Ou seja, como vou conseguir que uma miúda seja da Académica e que dê sentido à proposta de novo sócio que tenho colada no frigorífico...

Prós e contras de viver na Terceira # 1

Contra # 1 * - Sendo o espaço geográfico mais pequeno é muito mais difícil evitar chocar com todas as lesmas, nativas e não nativas, que se arrastam pelas ruas, jornais e programas de televisão indígenas em busca de protagonismo estéril e de uma qualquer ascensão rápida a seja lá o que for... E como complica, nesse arrastar lento e viscoso, o sentido (verdadeiramente) crítico e a expressão de opiniões (verdadeiramente) próprias.

* Não necessariamente a mais importante, mas aquela que mais me está a irritar hoje...

Summer time

Um pedaço do Verão, versão 2009, na Ilha Terceira.


segunda-feira, 13 de julho de 2009

Passatempo "Quero ser eu a dar o nome ao feijão*"

Pois é... A interactividade chega às Geometrias Variáveis com um passatempo** nunca antes visto. Com apenas um comentário neste post poderão contribuir para a escolha do nome do futuro membro do meu clã.

A forma de participação é simples e o regulamento também... O regulamento, pura e simplesmente, não existe; a forma de participação resume-se à realização de um comentário em que deverão colocar dois números: o primeiro entre 6 e 96; o segundo entre 1 e 24.

Através do mítico "Grande Almanaque dos Nomes de Bébé"***, conseguirei identificar o nome correspondente à cada sugestão, bastando para tal consultar a página (entre 6 e 96) onde se encontram os nomes e contar entre 1 e 24 os nomes que se encontram ordenados na página.

Posteriormente colocarei em comentário as sugestões de V. as Ex.as.

A título de exemplo: 13; 10 --> obtemos a bela graça de Albertine. Sim, senhor!

* Ou feijoa.
** Quanto aos prémios, falaremos um dia, ok?...
*** Publicação brasileira ("100 páginas por 2 reais e 90") onde podemos encontrar sugestões de nomes como Cibele, Dalmácio ou Ocator.

sábado, 11 de julho de 2009

Pelo menos posso tentar ser caddy...

"Temos que inventar um torneio de golfe sem bola para o Filipe"...

Ora aí está uma frase do sr. E., profissional de golfe, que traduz a minha evolução na prática do golfe e ilustra o óptimo treino de resistência à frustração que o golfe permite.

Feel the azorean spirit *

Correr o risco de ter um voo cancelado por condições meteorológicas a meio de Julho...

* Slogan da SATA **

** A SATA está para os açorianos como a Moisés Correia de Oliveira ou a mítica AVIC para os conimbricenses...

sexta-feira, 10 de julho de 2009

psilipe's system near overload



Where is my mind, Pixies

O Juízo Final...

Acabei de ser cumprimentado por um senhores, no aeroporto de São Miguel, de bata e com uma máscara na face, que me qustionaram, igualmente, sobre as minhas dúvidas sobre a gripe A... Não fiquei assim muito assustado. O som das suas vozes, pelo efeito da máscara, é o mesmo se colocarmos uma mão à frente da boca e começarmos a emitir sons... E é isso que me está a irritar. Será que, daqui a uns tempos e até ao Juízo Final, nos vamos ouvir a todos dessa maneira abafada... Não gosto.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Esta camisola lembra-me qualquer coisa...* **


* O que só prova que há profissionais de marketing com óptimo gosto!
** Pela cor da camisola alternativa, quer-me parecer que o SLB vai lutar para não descer...

Para quando um lugar na Forbes?...

Parte do encanto da quasi-paternidade passa por uma parafernália de assuntos que têm que ser acautelados, para que a vida do rebento seja o melhor possível e para que a culpa, que a cultura judaico-cristã nos inculcou, não nos persiga até ao final dos nossos dias...

Segunda à tarde foi dia de visitas a creches... Transmito-vos um breve diálogo, que me augura um lugar na próxima lista de milionários da Forbes, relacionado com a definição do valor da mensalidade.

senhor administrativo de um local chamado "O Baloiço" - Trouxe a sua declaração de IRS?
jovem futuro pai - Sim, claro.

senhor administrativo de um local chamado "O Baloiço" - Já fiz as contas...
jovem futuro pai - E então?

senhor administrativo de um local chamado "O Baloiço" - Pois... pelas minhas contas os senhores estão no escalão máximo...
futuro pai - Mas nós não ganhamos assim tanto...

(Não gostei desta parte...)

futuro progenitor carregado de dúvidas e receios em relação a futuro - Então, se eu ganhasse dez mil euros por mês, pagaria a mesma mensalidade, certo?
senhor administrativo de um local chamado "O Baloiço" - Certo...

(Gostei ainda menos desta última parte)

música que começou a ecoar na cabeça do futuro pai: De pé, ó vítimas da fome!...

Os opostos atraem-se... *

Tal pressuposto é confirmado, quase numa lógica diária, num certo lar de Angra do Heroísmo, em que apenas existe um aparelho de televisão... Vá... Não interessa esclarecer qual.

Segunda-feira à noite... Quasi-disputa conjugal uma vez que uma certa pessoa queria seguir o Prós e Contras ** e outra uma série designada "Sobrenatural". Ou seja, alguém queria seguir um surto de verborreia entre o Santos bulldog socialista Silva, Nuno um-dia-hei-de-conseguir-ser-mais-irritante-que-Paulo-Portas Melo, Carlos marxissssta-leninissssta Carvalhas, Luís o-que-diria-o-Louçã-se-estivesse-aqui-no-meu-lugar Fazenda e Nuno Morais se-calhar-se-mergulhasse-menos-em-São-Tomé-já-era-líder-do-PSD-por-esta-altura-porra Sarmento, enquanto alguém queria ver uma série policial em que os crimes são cometidos por seres sobrenaturais e cruéis diversos do comum dos mortais...

Mais atracção é impossível, ou seja, um casamento à prova de bala.

* E ainda bem que a sabedoria popular acerta de quando em vez.
** Ok... Há uma certa dose de masoquismo numa determinada pessoa.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

O terror, o drama, a tragédia...

Aceitam-se apostas sobre que ser seria originado se o Ronaldite e a Paris Hilton se reproduzissem?... Na minha visão, saíria a Floribella.

And the gold medal goes to...

Como não há duas, sem três, aqui fica a última das minhas gaffes que completa o pódio dos meus momentos de mais profunda vergonha e que significa, igualmente, a derradeira machadada na pouca dignidade que me resta após vinte e oito anos de existência.

Como uma das coisas que faço no meu trabalho é fazer o acompanhamento aos processos de formação em contexto de trabalho dos miúdos que acompanhamos, acabo por estabelecer alguma relação com os trabalhadores e responsáveis das empresas, o que, por vezes, gera diálogos imprevistos e imprevisíveis. O cenário é uma oficina de electromecânica de electrodomésticos onde se encontra a estagiar um dos miúdos que a minha instituição acompanha.

Após algum tempo de conversa, de discussão do percurso do miúdo, analisando assuntos tão estimulantes como a sua pontualidade e assiduidade na empresa, estabelece-se uma interacção diferente, em que o senhor da empresa partilha comigo que, uma vez que é pastor de uma igreja evangélica, se interessa muito pela evolução do miúdo, aproveitando o período de estágio para lhe transmitir muitos ensinamentos para a sua vida futura que lhe iluminarão o caminho.

Atendendo à evolução da conversa, e ao facto de o meu ateísmo me começar a causar alguns pruridos, achei por bem começar, subtilmente, a trilhar o caminho de saída da oficina... E na forma como o fiz, reside o busílis da questão, ou seja, a gaffe:

psilipe: Pois é, sr. X... Até queria ficar aqui a falar mais tempo consigo, mas vou ter que ir pregar para outra freguesia!...
psilipe (em pensamento, enquanto coloca um sorriso de tal forma amarelo que concorreria com os dentes do siso do Cyssokho): Então o homem é pastor evangélico e tu utilizas o verbo pregar...

E está o pódio concluído... A ordem das medalhas deixo à consideração das vossas excelsas e iluminadas mentes.

Sempre podia colocar uma placa...

Digam lá que não tinha sido giro se tivessem detectado um problema nos dentes do siso do Ronaldite?...

domingo, 5 de julho de 2009

A gaffe dos botões de punho

A pedido da Manela, partilho outra gaffe **, que concorre com a do guarda-redes desprovido de uma das mãos para o Óscar de melhor gaffe de psilipe, que está cravada na minha memória.

Quando me casei, naturalmente, fui obrigado a comprar uma farpela decente para o enlace, pelo que, a contragosto *, me dirigi a uma loja da especialidade onde trabalha um amigo de família que, vá, não partilha das mesmas opções sexuais que este escriba.

A páginas tantas, e quando escolhíamos a camisa, surgiu uma das questões sacramentais: usar ou não usar botões de punho, eis a questão!... A seguinte breve troca de palavras consubstancia a gaffe:

Senhor vendedor que professa uma opção sexual dissonante da maioria - Nesta camisa ficavam muito bem uns botões de punho...

Psilipe na versão noivo - Isso não... Não gosto dessas mariquices!

(Para completar o cenário há que referir a cara da mãe de psilipe que, mais coisa, menos coisa, traduzia uma mensagem clara: tu não disseste isso!...)

Et voilá.

* Quem me conhece sabe da minha aversão visceral à aquisição de qualquer peça de vestuário (pressupondo que camisolas da Académica não contam para esta equação...).
** Para outra altura fica a gaffe do pastor evangélico...

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Um teste de personalidade instantâneo by Geometrias Variáveis

As Geometrias Variáveis, com o forte apoio do Mestre P. G., partilham convosco um breve, democrático e económico teste de personalidade que poderão utilizar amiúde (palavra que muito aprecio)... Pode ser utilizado aquando de um primeiro contacto com um possível parceiro conjugal, por exemplo. Para os mais corajosos pode ser usado em entrevistas de emprego... O material é apenas um gelado Feast (mítico gelado das nossas infãncias) e observar a forma como a pessoa preserva ou não a placa de chocolate até final... Basta isto! Uma míriade de conclusões podem ser retiradas...

quinta-feira, 2 de julho de 2009

E o Óscar para a melhor gaffe* do ano vai para...

... moi même. Tentarei descrever a cena fielmente, como se tal fosse possível.

Na sequência do torneio da Ilha Terceira de Futebol de Rua, temos treinado os miúdos para apresentarmos duas equipas. Há miúdos que conheço, outros que vão aparecendo. No treino de hoje, surgem três ou quatro moços que fizeram o primeiro treino.

Um deles aventura-se na baliza, realizando três ou quatro defesas temerárias, dignas de um reforço positivo a rigor pela minha parte, enquanto pseudo-co-treinador. No final do jogo, acerco-me do miúdo congratulando-o pelo seu esforço e pela qualidade futebolística.

Pseudo-treinador: Muito bem, meu! Fizeste grandes defesas... temos guarda-redes!
(aqui o pseudo-treinador, ou seja eu, repara que o jovem só tinha utilizado uma luva)

Pseudo-treinador: Então tu só usaste uma luva, pá?... Tiraste-a agora ou fizeste o treino todo sem a usar?!
Jovem: Mas eu não preciso...

Pseudo-treinador: Então vais lá defender só com luva!
Jovem: Mas eu não tenho a outra mão...

Pseudo-treinador (com uma das maiores caras-de-pau alguma vez vistas por terras terceirenses): Sim! Claro! Era só para não se perder uma das luvas, pá!

* Poderiam aqui constar muitas outras, dada a minha tendência para falar antes de pensar nalgumas situações, nomeadamente com cidadãos assumidamente homossexuais, com pastores evangélicos e outros... Mas chega de vergonhas por hoje...

É impressão minha ou...

... desde que detectaram um caso positivo de Gripe A, na Terceira, passaram a ter menos graça as piadas e comentários sobre a palavra pandemia?...

2009 menos 1981 = 28...

(A nossa personagem, Filipe Fernandes aka psilipe, encontra-se a passar a ferro, no seu castelo, enquanto vê a SIC Notícias na televisão)

Locutor: "O Walkman faz hoje 30 anos! Foi em 1 de Julho de 1979 que a Sony apresentou, pela primeira vez, o Walkman..."


(Filipe Fernandes aka psilipe interrompe a marcha triunfal do ferro a vapor que, por acaso, foi uma prenda de casamento*, e sente-se estranho, velho** quando recorda que, com a sua irmã, juntou notas de 100 escudos para comprar um tecnologicamente avançado Walkman, corria o ano de 198 e troca o passo...)

(O cenário televisivo avança para a tradicional entrevista de rua, sendo que os entrevistados são petizes de dez, doze, treze anos que serão confrontados com o referido leitor de cassetes)

Jornalista, empunhando um Walkman e uma cassete: Sabes o que isto? Sabes como funciona?
Jovens petizes, aflitos com a presença de tais artefactos arqueológicos: Serve para ouvir música... Deve ter um botão qualquer para abrir, não?

(Filipe Fernandes aka psilipe sente-se um pouco mais velho quando percebe que, por um lado, entre o Walkman e o IPod/MP3/MPt36338 ainda participou activamente na febre do Diskman, e, por outro, que os petizes dominam com dificuldade o funcionamento do dinossáurico Walkman)

Jornalista: Então e tu sabes o que isto é?
Jovem petiz: Sei... É um Walkman!

(Filipe Fernandes aka psilipe sente-se revigorado! Afinal a distância que o separa das gerações mais jovens, aquelas que o ultrapassaram como esperança e futuro da nação, é uma mera miragem... Quasi-vinte e oito anos não são nada. E experiencia uma estranha sensação de alívio e tranquilidade)

Jovem petiz (a mesma do diálogo anterior): Já vi uma coisa desta em casa da minha avó...

(Filipe Fernandes aka psilipe sente o mundo a desabar e tem a tentação de correr para um espelho e repetir a verificação diária do número de cabelos brancos que começam a irromper do lado direito da sua cabeça. Não o faz, sentindo que nem tudo está perdido... Afinal a avó e a mãe da jovem podem ter sido mães solteiras sexualmente muito precoces... Há famílias assim! É uma pena... Pobre criança...)

Jovem petiz (ainda a mesma): É onde ela ouve as cassetes da lambada...

(Filipe Fernandes aka psilipe recorda-se da dança brasileira, recorda-se que se lembra do nome da banda que internacionalizou a lambada e que consegue trautear a melodia e letra... Contempla seriamente a possibilidade de frequentar um ginásio, enquanto admira a sua constituição abdominal... Amanhã será o dia da mudança para ele! Nada será como dantes... Afinal ele ainda é um jovem!...)


* Tecnicamente não foi uma prenda de casamento, uma vez que foi comprada por nós de uma lista de casamento que não foi totalmente adquirida... Mas penso que conta como prenda na mesma...

** Se calhar isto é efeito de estar à beirinha dos vinte e oito anos...

quarta-feira, 1 de julho de 2009

A União faz a força...

Uma foto captada por moi même saíu da edição de hoje d'A União, jornal de referência (a partir de hoje) do burgo terceirense...

Podem encontrá-la aqui.