segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Um país politraumarizado?

É impressão minha ou o País pode não sobreviver ao politraumatismo que se avizinha?... É que são tantas, e de vária ordem, as causas fracturantes que o poderão acometer nos próximos tempos que temo pela sua integridade física… Será que já não há respeito pelos mais fracos?...*


* Obviamente que este post é uma tentativa fraquinha de gerir com humor a conjuntura política actual do nosso cantinho português. No entanto, se quisesse falar mais a sério, apetecer-me-ia discorrer sobre a forma como os últimos tempos têm demonstrado, cabalmente, a qualidade dos actores políticos portugueses. O facto de na conjuntura sócio-económica corrente, tão dolorosa a tantos portugueses, os partidos se envolverem em tantas querelas que canibalizam o ideal democrático, explorando e, até, reanimando um número de causas fracturantes inversamente proporcional ao número de neurónios que habitam no cérebro do Fábio Coentrão, torna evidente uma inversão perversa de prioridades. Que já não surpreende, nem chateia, nem incomoda ninguém. E é nesta indiferença (cada vez mais) instalada, neste distanciamento que reside o principal perigo para o nosso edifício social… E a pergunta que me invade é esta, qual bota-de-elástico saudoso dos tempos idos, onde é que isto vai parar, meus senhores? Onde é que isto vai parar?... E tenho medo da resposta.

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