quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

O Elo Mais Forte

Há uns tempos um dos inevitáveis concursos de cultura geral** da hora de jantar chamava-se O Elo Mais Fraco*; nos últimos dias tenho concorrido, sem que o consiga evitar, a algo que poderia ser chamado O Elo Mais Forte ou O Elo que Faz Mais Falta. Dois mil quilómetros de distância e uma paternidade feliz não combinam puto.


Foto captada pelo vosso escriba na Ilha do Faial, perto do Monte da Guia.

*Cuja versão inglesa é muito, muito mais interessante.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

domingo, 10 de janeiro de 2010

Portugal, meu amor

Tenho procurado apanhar na SIC Radical as reposições dos dodumentários "Portugal, Meu Amor" realizados pelo jornalista Hugo Gonçalves*. O documentário é um estilo que aprecio e que, na minha visão, está amplamente subaproveitado em Portugal, pelo menos no que concerne a uma abordagem mais crítica, irreverente e descomprometida ao documentário, enquanto intrumento que actua criticamente sobre a realidade de uma dada sociedade, que estimula a reflexão sobre tudo o que nos acontece e que potencia uma participação activa e a construção de uma verdadeira cidadania. Hoje apanhei um documentário sobre a conjuntura política portuguesa, particularizando a realidade das Jotas e dos Jotinhas**. Ficou-me no ouvido uma frase dita pelo Hugo Gonçalves:

"Um amigo uma vez disse-me que queria comprar uma casa na fronteira com Espanha para, quando Portugal for ao fundo, poder ter uma bela vista para o mar".

E, tal como o jornalista, também que parece que "já estamos com água pela cintura".


* Aconselho, também, os documentários de um senhor chamado Louis Theroux que, por vezes, passam nalguns canais do cabo.
** Deixo-vos apenas duas palavras sobre isto: assus tador.***
*** Imagino o que seria se fosse feito um exercício semelhante sobre os jotinhas dos Açores. Seria, concerteza, assus tador ao cubo.

Toda uma década com a duração do "lusco fusco"*

A Newsweek realizou um resumo da década em apenas sete minutos; muito embora aborde, unicamente, a realidade americana, está muito interessante



* "São cinco, sete minutos"...

Vá lá... Chamem-me uma menina.

Aqui há dias, naturalmente por mero acaso* (...), dei de caras com este vídeo. Se calhar esta coisa da paternidade tornou-me uma menina, emocionalmente falando, mas acho que é verdadeiramente emocionante e bonito. Sem brincadeira e sem emoções fast-food à mistura.



* Sim... eu também vejo, de quando em vez, a Oprah. Acho que se apanham testemunhos interessantes, que se consegue ter uma ideia melhor daquilo que são os EUA (além dos estereótipos e preconceitos), muito embora não simpatize puto com a senhora.

sábado, 9 de janeiro de 2010

E a questão do dia é...

... quem é que vai avaliar, e sob que parâmetros, o trabalho desenvolvido por Maria de Lurdes Rodrigues na FLAD?

E o Óscar de Carreira vai para...

...Maria de Lurdes Rodrigues *.

Amor à primeira vista?... *

"Bem...há aqui alguma coisa estranha..."

"Não tem bigodes, não tem pêlo e tem uma cabeça esquisita... não é um gato... não é um cão...de certezinha!"
"É uma coisa pequenina, que dorme muito... e que não me está a ligar nenhuma..."
"Alô... eu sou a Siena! HEY!!! Chiça... tem um sono mais pesado que o meu... o que não é fácil... pelo menos não ressona, coisa que a mim me acontece por vezes..."

"Ah! É a isto que chamam bébé! Esquisito, mas até que é giro... E, não percebo porquê, já estou a gostar dela. Tenho que ir ver isto... Estou a ficar sentimental como um cão! Não pode ser coisa boa..."

* Esperemos que sim...

"Chiça?! Tu és só da Académica?!... "

Ao longo da minha história de vida, sempre me irritou * um determinado emparelhamento automático de questões... É que a minha resposta à questão "Qual é o teu clube?" tem levado, inapelavelmente, à questão "bónus" "Sim, está bem... Mas dos clubes a sério, de qual és?"... Nunca percebi porque é que é estranho que goste de um clube que não ganha nada há perto de 71 anos **, que goste de um clube singular, pleno de valores e que tem uma relação umbilical com a cidade que amo. Sempre me irritou que não se perceba que a verdadeira vivência do desporto tem uma forte dimensão irracional que, quando substituída por um certo calculismo instigado nalgumas opções, prostitui a real componente emocional do desporto a uma obtenção regular, quiçá sensaborona, de pequenos prazeres imediatos com as vitórias de uma coisa qualquer que nos permite obtê-las. Sempre me irritou que os miúdos sejam tão condicionados nas identificações que realizam (quase obrigatoriamente com uma de três camisolas) e que a aprendizagem que deviam fazer dos valores inerentes ao desporto sejam tão precocemente pervertida... O que me remete para o contentamento que senti quando descobri um jogo de matraquilhos em que consta um conjunto de onze bonecos de chumbo trajados de negro... Lindo!


* Quase tanto quando as pessoas utilizam a expressão "és do Académica"...
** Normalmente a terceira pergunta é "como é que és de um clube que não ganha nada?!"...

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

"Com tantas guerras que travei..."



Inquietação

A contas com o bem que tu me fazes
A contas com o mal por que passei
Com tantas guerras que travei
Já não sei fazer as pazes *

São flores aos milhões entre ruínas
Meu peito feito campo de batalha
Cada alvorada que me ensinas
Oiro em pó que o vento espalha

Cá dentro inquietação, inquietação
É só inquietação, inquietação
Porquê, não sei
Porquê, não sei
Porquê, não sei ainda

Há sempre qualquer coisa que está pra acontecer
Qualquer coisa que eu devia perceber
Porquê, não sei
Porquê, não sei
Porquê, não sei ainda

Ensinas-me fazer tantas perguntas
Na volta das respostas que eu trazia
Quantas promessas eu faria
Se as cumprisse todas juntas

Não largues esta mão no torvelinho
Pois falta sempre pouco para chegar
Eu não meti o barco ao mar
Pra ficar pelo caminho

Cá dentro inqueitação, inquietação
É só inquietação, inquietação
Porquê, não sei
Porquê, não sei
Porquê, não sei ainda

Há sempre qualquer coisa que está pra acontecer
Qualquer coisa que eu devia perceber
Porquê, não sei
Porquê, não sei
Porquê, não sei ainda



Cá dentro inqueitação, inquietação
É só inquietação, inquietação
Porquê, não sei
Mas sei
É que não sei ainda

Há sempre qualquer coisa que eu tenho que fazer
Qualquer coisa que eu devia resolver
Porquê, não sei
Mas sei
Que essa coisa é que é linda

* Esta quadra tem feito muito sentido...