sexta-feira, 30 de julho de 2010

Rai's parta a desejabilidade social...

Psilipe está a resistir a fazer um post pseudo-humorístico sobre o internamento do vocalista dos UHF (o self proclaimed Jim Morrison português...) com um problema no intestino grosso...

Isobel Campbell and Mark Lanegan - Salvation



Boa malha... Um agradecimento ao colega aprendiz de feiticeiro do gabinete do lado.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Para quando um Oscar?*

* Para o meu Carocha...

A Selecção de Todos Nós*

Na sequência de mais uma polémica a envolver Carlos Queiroz, o GV destaca uma das frases do dia: "Todos os que trabalham comigo sabem que não sou um atrasado mental, nem demente, nem alcoólico, nem esquizofrénico", alvitrada pelo próprio.

Como sou pouco dado a diagnósticos a metro**, atrevo-me a dizer que tais termos poderão ser, efectivamente, alvo de uma utilização abusiva, atendendo a que, pelo menos que se saiba, nunca houve lugar a uma avaliação psicométrica ao paciente em questão. No entanto, se acrescentarmos a esta caracterização a expressão "treinador fraquinho, arrogante e pago a peso de ouro" já não digo nada... É que esse diagnóstico está mais que feito.


* Nunca uma expressão fez tão pouco sentido.

** Assim como a pessoas que pensam que fazer "psicoterapia" é dar "duas de paleio muit'á frente" com garotos.

karma *

É impressão minha ou a forma obstinada como toda e qualquer pessoa da estrutura dirigente do Benfas surge a defender o rapaz espanhol da baliza podia ser ilustrada com a imagem de alguém a debater-se desalmadamente contra areias movediças, enquanto dá tiros consecutivos nos dois pés?... Mais ou menos oito milhões e meio de tiros.

* A lesão do Quim num dos primeiros treinos do Braga é a prova que as tretas do karma são mesmo isso... tretas.

Uma das companhias das tardes de trabalho*

* em que se aguardam, ansiosamente, uns míseros dias de férias em Agosto**.

** Ouvido, normalmente, perto de uma "estufa"...

quarta-feira, 28 de julho de 2010

A/C Sr. Tony Ramos

Ex.mo Senhor Tony Ramos,

espero que esteja tudo bem consigo.

Estranhará, concerteza, a recepção desta missiva, uma vez que o meu nome não lhe dirá rigorosamente nada; já a história que lhe relatarei abaixo, julgo que merecerá a sua melhor atenção e compreensão e justificará o envio da presente comunicação. Chamo-me Psilipe e sou um feliz pai de uma criança com perto de oito meses. A paternidade tem sido uma experiência óptima, incólume até ao passado Sábado, pelas razões que passarei a expor. Temos tentado habituar a Mariana, a nossa filha, a frequentar diversos ambientes, o mais cedo possível. Já a levámos à praia duas vezes e a coisa correu bastante bem, à excepção de um pequeno pormenor que passarei a explicar adiante e que implica um pequeno enquadramento. A Mariana gosta muito da nossa gata, perdendo uma parte relevante do seu dia a arrancar mãos cheias de pêlos ao pobre animal que, indefeso, aceita, placidamente, o seu triste destino de acabar careca dentro de alguns meses. As pessoas quando vão à praia, tendem a levar pouca roupa e eu não sou a excepção à regra, pelo que costumo estar em tronco nu. No Sábado passado apercebi-me que a Mariana tende a confundir as pilosidades que possuo no peito e nas axilas, com o casaco de pêlo da Siena, pelo que passa grande parte do tempo a tentar realizar uma depilação forçada à minha pessoa... o que não é agradável, principalmente quando ela me arranca pêlos em alturas em que não estou à espera. Assim sendo, e apelando aos seus instintos mais misericordiosos, venho por este meio solicitar a sua ajuda para as alturas em que me dirigir à praia. O Sr. Tony Ramos é conhecido pela pouca percentagem de pele que não se encontra embelezada por uma farta pilosidade que, aliás, diga-se, lhe dá um charme muito especial. Assim sendo, venho por este meio solicitar a sua solidariedade para o meu problema resultante da existência concomitante da Mariana e da praia em geral. Pedia-lhe que sempre que eu tivesse que ir à praia, na companhia da minha herdeira, o Sr. Tony Ramos me acompanhasse. Se tal acontecesse, penso que a Mariana se distraíria com outras coisas e me deixaria aproveitar a praia, principalmente numa altura como esta em que ando com imensas preocupações na cabeça. Prometo que o aviso com um ou dois dias de antecedência para que possa organizar tudo e para que este apoio misericordioso que lhe solicito não lhe complique a vida.

Aguardo resposta, esperando a sua máxima compreensão.

Cumprimentos,

psilipe

terça-feira, 27 de julho de 2010

It´s the final countdown...

E chegou a altura de afrontar a questão que tem intrigado a sociedade ocidental... Para além do término do seu hiato, a que local misterioso da blogosfera nos conduziria a contagem decrescente do GV?... O Mundial de futebol da África do Sul terminou há já algum tempo, gerando um ruído de fundo imenso sobre as decisões (ou falta delas) de Queiroz, da instabilidade adolescente do Ronaldite ou da habitual tendência para o acicatar das feridas narcísicas do nosso burgo com as oscilações de onze caramelos de calções (sem serem escuteiros... ainda a expressão seria onze caramelos de calções e meias com berloques). Meus amigos... esqueçam a carapinha de Rui Santos ou a cacofonia organizada de Luís Freitas Lobo. Convosco, as opiniões que faltavam, a chave que permitirá descodificar todas as dúvidas resultantes da participação portuguesa no maior certame do futebol mundial.

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Mai'nada.

sábado, 24 de julho de 2010

Hiato

Pois... pois... este pasquim cibernérico começou com a palavra hiato, respeitando a minha peculiar admiração por algumas palavras que o linguajar português votará ao abandono*. E, como acontece em 99,9999% dos blogues, chegou a um período crítico: um hiato no seu percurso. Lá diz a sabedoria popular, "do hiato viémos, ao hiato regressaremos". Sim... sei que não é bem isto. Mas o que é certo é que esta expressão, totalmente inventada, se poderia aplicar aqui ao tasco, pensando nos últimos meses, o que não é nada, nada interessante. Até porque sempre foi um objectivo meu não deixar que o GV tivesse o mesmo destino do saudoso TerceiraParte.

Os últimos meses têm sido esquisitos, esquisitos ao ponto de ser difícil vir aqui discorrer coisas de interesse, naturalmente, incomensurável. Têm significado, efectivamente, um hiato numa série de aspectos, sendo de assinalar uma clara as ssimetria na forma como as coisas evoluem (ou involuem) nas diferentes áreas em que se compartimenta a minha humilde existência. Sem que haja, sempre, a melhor capacidade de estancar alguns vasos comunicantes entre coisas que, por vezes, são uma merda e outras que são sempre excepcionais. Mesmo que o enviesamento esquemático derreta a acuidade das interpretações.

Nos últimos meses deve ficar, acima de tudo, uma palavra: Mariana, Mariana, Mariana... E mais não digo. A não ser realizar uma forte recomendação a todos os que me lêem (sim, a ambos as duas pessoas que chegaram aqui por engano, como diria a minha avó...) para que contribuam para os índices de natalidade e que atenuem as desigualdades da pirâmide demográfica.

Fim do hiato do GV. Que seja o início do fim de outros hiatos.

* A não ser que a passemos a escrever na forma de "yato" numa qualquer futura revisão da Língua Portuguesa (seja lá isso o que for...).