sábado, 21 de agosto de 2010

Polvo à Queiroz...

Diz o povo que existem mil e uma maneiras de cozinhar o fiel amigo*. Não faço ideia se tal se aplica ao seu vizinho marítimo polvo, mas no dia em que surgir um livro gastronómico sobre como cozinhar o dito cefalópode acredito que seja escrito por Carlos Queiroz.

Passo a explicar... não bastava o condutor de homens** campeão do mundo em 1989 e 1991*** ter sido condenado por ter aludido à realização de análises anti-doping nas zonas recônditas da progenitora da pessoa que superintende o combate ao doping em Portugal, agora será alvo de mais um processo disciplinar devido a ter realizado uma observação sobre um dos milhentos directores da Federação Portuguesa de Futebol.

Queiroz referiu, numa entrevista ao Expresso, que o tal director, Amândio de Carvalho, era a cabeça de um polvo. Está mais do que visto que não nutro especial simpatia por Carlos Queiroz, ou seja, a prova provada que tenho um mínimo de bom senso e que percebo uma ou duas coisas sobre bola. Mas, neste caso particular, há que defender o senhor... Basta ver as seguintes imagens...



O homem limitou-se a constatar um facto. Afinal o nosso seleccionador percebe da coisa! De polvos, claro.


* Expressão que aliás nunca percebi e que, se pensarmos bem, pode explicar porque alguns povos orientais degustam, alarvemente, canitos de várias raças.
** Esta expressão é sempre utilizada como forma de caracterizar o carácter carismático de qualquer mister. No entanto, parece-me que acaba por fazer mais sentido lê-la no seu sentido literal, pelo menos neste caso. O Queiroz tem tanto carisma e talento como um mero condutor de transportes colectivos de passageiros.
*** Pois... ninguém esperava que esta metamorfose do simpático senhor de bigode e fato de treino que nos trouxe duas taças. Parece coisa do Kafka.

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