terça-feira, 1 de março de 2011

And the Oscar doesn't go to...

... viver na Terceira. Tradicionalmente, a cerimónia dos Óscares equivalia, para a minha pessoa, a uma inevitável alienação de umas horas de sono em favor do acompanhamento da cerimónia. Nunca me excitou o so called glamour da cerimónia (aliás sempre achei pavorosa os inefáveis directos da passadeira vermelha), mas agradava-me ver todas as categorias presentes (o que permite ir além dos prémios principais e perceber que o cinema é, realmente, uma máquina genial e multifacetada) e torcer pelos meus filmes
favoritos (normalmente, numa luta inglória contra o mainstream do mainstream).

Desde que estou na Terceira, onde o cinema continua a sofrer de um incompreensível atraso estrutural, a cerimónia dos Óscares começou a tornar-se, progressivamente, uma coisa distante. Sim, poderia ver os filmes todos e mais alguns baixando-os (como é ridículo não utilizar estrangeirismos, por vezes), mas, por razões que me recuso a indagar interiormente, tenho uma certa dificuldade em sacar filmes a metro, que gosto de aceitar como adquirida.

No ano corrente, a coisa atingiu um extremo preocupante... Não conhecia a quase totalidade dos filmes em disputa, nem me ocorreu ficar acordado horas em excesso à espera da cerimónia.

Tudo isto equivale a dizer que, das duas uma, ou regresso aos meus territórios de origem (o que começa a apetecer à brava, apesar de ser altamente desaconselhado pelos Deolinda), ou me torno, até ao ano que vem, num experiente pirata informático. Torrents e afins... here I go! Isto não pode voltar a acontecer.

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