segunda-feira, 18 de abril de 2011

Eu é que sou...

... o Presidente da Cidadania.

Vi com atenção a entrevista de Fernando Nobre na RTP, hoje, pela hora de jantar. Vi-o, à semelhança dos melhores políticos, a tentar recuperar o terreno perdido nos últimos dias e a salvaguardar cada um dos seus seiscentos mil votos. O que vi reforçou a minha dificuldade em perceber o percurso recente do senhor, ficando-me dúvidas se ele próprio ainda consegue encontrar a saída do labirinto que criou. 

O senhor admitiu que aceitou pela garantia de um cargo visível (não para ele, para a cidadania...), reconheceu que aceitou por ter olhado olhos nos olhos do Pedro Passos Coelho e ter gostado do que viu, admitiu que sendo de esquerda irá concorrer por um partido de direita sem sequer ler as propostas programáticas do mesmo, repetiu até a exaustão os chavões do humanismo, da cidadania e afins... 

No entanto, há que reconhecer que realmente esta é a candidatura da cidadania... Na verdade, Fernando Nobre não tem uma relação muito diferente com o processo democrático do que o cidadão médio português. É igualmente fraquinha. É o que temos.


PS: é demasiado fácil descrever uma imagem de Fernando Nobre a correr atrás de um barão do PSD que ostenta uma faixa de Presidente de Assembleia na sua boca... Não o farei...

Sem comentários: