quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Empresa na hora, simplex e afins...

A realidade, o confronto com as evidências concretas e objectivas, tem o terrível condão de, por vezes, golear as ideias pré-concebidas e/ou construídas sem que nunca as coloquemos em causa. Simplesmente damos como adquirido aquilo que nos dizem, que nos dão como real, concreto e exequível.

No mundo da comunicação política, somos confrontados com um conjunto alargado de soundbytes e de slogans que, pela forma como são martelados estrategicamente, nos levam a construir uma determinada imagem do país, do seu funcionamento e do seu grau de evolução humana e tecnológica. Fomos bombardeados com frases, discursos e elaborações sobre a forma instantânea e "simplex" como qualquer empreendedor poderia abrir a sua empresa... Seria fácil e imediato fazê-lo através do mundo internáutico, num assomo nacional de modernidade e eficiência administrativa.

Tentem fazê-lo nos Açores, e depois conversamos... E perceberão, tal como eu, que o conceito de "empresa na hora" passa, basicamente, pelo conceito de ter de estar numa quantidade generosa de sítios a uma certa e determinada hora. Penso que aquilo que se pretendia, e que nos foi vendido como adquirido e como uma vitória política, não era bem isso... Certo?

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