segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Os sapatos de princesa ou a evidência do fim do mundo que se aproxima...

A patroa está quase, quase a conseguir vestir os "sapatos de princesa" (calçado usado num casamento em que a Mariana serviu de menina das alianças") para irmos jantar a casa de uma amiga. Penso que será um sinal, pela improbabilidade do acontecimento (principalmente, porque implica abdicar dos sapatos que piscam com luzinhas), que, afinal, a cena do fim do mundo é para a passagem de ano açoriana.

Aproveitai as últimas seis horas.

Já agora, e se o meu prognóstico não se concretizar, aqui ficam os desejos psilípticos de Bom Ano para nós todos... que 2013 troike as voltas às coisas menos boas e a tudo o que cheirar a pessimismos e afins.

domingo, 30 de dezembro de 2012

O que se aprendeu, hoje, com a Mariana... - V

Hoje aprendemos, mais uma vez, que é possível ter nomes muito mais giros do que aqueles que nos colocam aquando do registo civil, por vezes para conseguir contentar toda(s) a(s) família(s), e gostar disso.

É possível criarmos nomes bem criativos e rirmos com isso. Digam lá que "Mariana Fernandes Bonita Ranhoca Gata Coelha Super Ovelha" não é um nome bem catita?

sábado, 29 de dezembro de 2012

O Carnaval é quando o Sporting quiser...

Hoje em dia, ver um jogo do Sporting assemelha-se a uma ida outonal ao Carnaval da Mealhada. As outras equipas, aquelas que o defrontam, transformam-se, invariavelmente, noutra coisa que não são. No entanto, a coisa é um bocado monótona. Transformam-me sempre no Barcelona.

Onde fica a nossa terra...

Hoje, numa extraordinária visita a uns amigos de infância*, disseram-me que a nossa terra é aquela onde ganhamos dinheiro. Não. A nossa terra é aquela em que nos sentimos bem, aquela cuja ausência nos dói, e onde estão aqueles de quem gostamos, aqueles cuja ausência nos dói.

Mais de sete anos depois de iniciar a saga** terceirense, começo a possuir duas "terras". Começo, começamos a aceitar uma saudável convivência de Coimbra e da Terceira, como lares, apropriados e entendidos como tal. Mas, não há amor como o primeiro...

E que bela fica Coimbra retratada com o belo Mondego como moldura.

Coimbra é única.







* Continua a ser extraordinário, poderoso e energizante o modo como a saga terceirense** não impede que alguns laços se percam, não impossibilita que algumas pessoas existam no nosso mundo interior, qual contra-resposta a um tratado de Tordesilhas interior que, por vezes, acabo por fazer.

** Por muito que custe assumir, começa a ficar claro que a expressão "saga terceirense" começa a ficar enfermada de um crónico síndroma de negação.

psilipe, continuas sem gostar do Instagram?

Sim.


psilipe, gostas do Instagram?

 Não.


O que se aprendeu, hoje, com a Mariana... - IV

Hoje aprendeu-se que é possível que uma garota de quatro anos aprecie quase todas as músicas de um álbum do Sérgio Godinho. Aqui ficam duas das preferidas: "Primeiro gomo da tangerina" ou, em Marianês, "A música da menina" e "O coro das velhas" ou, em Marianês", "coro das velhas".



sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Aculturação terceirense - III

Coimbra tem uma artéria de trânsito importante chamada Avenida Fernão de Magalhães. A rota para o centro da cidade, quer para a Baixa, quer para a Alta, implica passar por ela, nomeadamente para quem provém da zona onde mora a mãe de psilipe. Tem três faixas e prolonga-se da entrada da cidade até às imediações do Rio Mondego. Sempre foi percorrida por psilipe com uma assinalável habilidade automobilística, por vezes injustificada face à relativa pacatez do tráfego, mesmo em alturas de maior congestionamento.

Nestas férias, a Fernão de Magalhães assemelhou-se, para psilipe, a uma agitada artéria de uma qualquer metrópole mundial.

psilipe ainda colocou, durante uns segundos, a hipótese de uma estranha sucessão de ângulos mortos, resultado de um qualquer inusitado alinhamento cósmico, lhe estar a pregar uma partida.

psilipe, após alguns segundos, concluiu que a circulação pelas ruas terceirenses, com o expoente máximo do congestionamento na Ladeira de São Francisco, começa a deixar marcas e, isso sim, a colocar os seus reflexos automobilísticos num estranho ângulo morto. psilipe não se chateou com isso.

Até porque, se o fizesse, provavelmente teria feito estragos no bólide da sua progenitora, com a rapidez de um relâmpago.

Aculturação terceirense - II

Mariana para a prima, enquanto disputavam um acessório para o cabelo:

Princesa Mariana: "Nonô, está ali uma prisão..."
Princesa Leonor: "Mariana, isso é um ganchinho..."

Aculturação terceirense - I

Passar quinze minutos à procura do carro num centro comercial, depois de um excelente almoço com velhos amigos. Perceber que estava no andar errado do estacionamento. Ter necessidade de telefonar à patroa, de quem me tinha separado há meia hora, para ter uma explicação do local onde deixámos o carro. Demorar mais cinco minutos até conseguir o carro. Ligar a uma amiga terceirense, A. P.,  a relatar o sucedido, entre risos cúmplices. Ter que concordar com ela:  o raio de acção de psilipe, no que toca a espaços comerciais, passou a ser o Modelo de Angra do Heroísmo.

domingo, 23 de dezembro de 2012

Boas Festas e um 2013 do catano

Chegados aos últimos suspiros de Dezembro, aqui ficam os desejos psilípticos de um Natal pleno de coisas boas e de um Ano de 2013 que supere, em muito, qualquer um dos seus antecessores.

Numa das suas músicas, o Mestre Sérgio Godinho diz-nos que:

"Triste, é muito triste, é demasiado triste, 
Quanto tudo o que existe, tudo parece,
O triste vermelho do SOS"

Que consigamos, no ano que se avizinha, sublimar o medo, a tensão e a incerteza e transformá-las em coisas boas e importantes, que nos preencham e nos façam felizes. Que consigamos não nos cegar pelos constantes SOS com que somos confrontados.

Sim... (ainda) é possível. Sim... é obrigatório.

sábado, 22 de dezembro de 2012

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

O fim do mundo... ou não...

Hoje ouvi, numa consulta:

"Se o mundo fosse acabar em 2012, a Maya não tinha feito as suas previsões para 2013. É mesmo mentira!"

Sim. Podemos ficar descansados. Felizmente, as crianças, mesmo aquelas que lutam contra as suas dúvidas, conseguem descobrir a luz no meio da escuridão da irracionalidade do medo.

domingo, 16 de dezembro de 2012

O postal de Natal da EDA - segunda versão


O postal de Natal da EDA ou uma sugestão para o próximo apagão...

À pergunta, aparentemente estranha, sobre qual será a semelhança entre a Ilha Terceira e o Uganda, a resposta é óbvia: a ausência de electricidade, com regularidade assinalável, em períodos prolongados. Para quem não reside na Ilha Terceira, esclarece-se que, nos últimos meses, o número de apagões tem sido considerável, implicando, por vezes, sete horas sem electricidade ao Domingo, incluindo o serão. 

Face a tal, o GV, antecipando o próximo apagão (o último foi anteontem...), deixa um bom postal de Natal com o alto patrocínio da EDA (Electricidade dos Açores ou, como psilipe gosta de dizer, Electricidade Demasiado Ausente).


sábado, 15 de dezembro de 2012

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

O que se aprendeu, hoje, com a Mariana?

Hoje aprendeu-se que, quando não gostamos da sopa, podemos fazer um "rómito" (ou um "gómito", consoante as alturas), cuspindo-a.

psilipe e sua patroa não gostaram.

psilipe e sua patroa agiram.

psilipe e sua patroa fizeram cara feia.

psilipe e sua patroa tentaram não rir enquanto faziam cara feia. Nem sempre conseguiram.

psilipe e sua patroa estão alerta contra o gómito/rómito.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Uma noite sem televisão...

Há uns tempos, os animadores de um projecto em que trabalhava criavam, com as crianças e jovens, um conceito excelente chamado o Dia sem Tecnologia. Os petizes que, automaticamente, se dirigiam ao atelier do projecto para ligar o computador não o podiam utilizar. E a coisa não corria mal...

Ao serão, principalmente nos dias em que o cansaço e desgaste ligam o piloto automático do confortalismo*, acabam por haver, quando não tomamos conta de nós, demasiados rituais impensados. O ligar a televisão é um deles. O zapping inconsequente outro. O consumo acrítico, em que se olha através da televisão, de programas num dos 100 canais** que se seguem no rodapé da transmissão, o pior de todos.

Quando nos mudámos para a casa nova (aquela que, pelo meio, já tem cinco anos) estivemos dez meses sem televisão, numa altura em que a Internet ainda era vista como um luxo, não como uma necessidade. Foram tempos estranhos, de desintoxicação electrónica mas em que, tal como os miúdos que falo no início do post, tínhamos oportunidade de fazer imenso. Se calhar de ganhar liberdade de escolha, liberdade de poder ir além dos rituais confortalistas.

Hoje, apeteceu-me voltar a esse tempo... E o roteiro foi mais ou menos este...













 

Depois da música, e de escrever isto, vai-se acabar um livro que o F.S. me emprestou há tempo demais. "A Season with Verona" de Tim Parks.


Amanhã há mais...

* Palavra que psilipe se orgulha de ter inventado, em que cruzam os conceitos do automatismo e conforto.

** Já alguém fez a conta de quantos canais, realmente, vê dos 100 ou coisa do género que se tem no pacote da TV Cabo?

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

O que se aprendeu, hoje, com a Mariana?...

A benção de o nosso nome constar no cartão de cidadão da Mariana, na secção da filiação, permite que, sem aviso, possamos aprender coisas que nos demonstram que, aos 31 anos, podemos, caso não tomemos conta de nós, perder a capacidade de apreciar as coisas simples e singulares do mundo.

Hoje aprendi que se colocarmos umas sapatilhas nas mãos, outras nos pés e um gorro comprado na Covilhã, enquanto dizemos "Rrrááááuuu" podemos ser um dinossauro.

Hoje aprendi que podemos ser perfeitamente felizes, pensando num futuro profissional em que acumulamos os trabalhos de "carteira", "pirata" e "gata".

Mais uma vez, obrigado Mariana. Como complicamos aquilo que, tantas vezes, pode e deve ser simples.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Olhares geométricos - III

Às vezes, para alcançarmos, para vislumbrarmos o céu é preciso olhar através. Através das rotinas. Através dos confortáveis automatismos, dos nossos "confortalismos". Através dos medos. Através dos trilhos pré-concebidos que aceitamos como insofismáveis. Através de medo. Através de nós.


Olhares geométricos - II

Às vezes, para alcançar o céu temos que olhar através. Através das memórias. Através dos fantasmas. Através de nós.


Olhares geométricos - I

Por vezes, para alcançar o céu, há que olhar através. Através dos outros. Através de nós.

O Natal...

... é uma coisa que, cá por casa, gostamos cada vez mais.


quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Obrigado, Mariana...

A Mariana faz três anos na próxima Sexta-Feira. É impossível definir o mundo, no nosso mundo, antes do dia 7 de Dezembro de 2009. Corria uma tranquila madrugada, que se sucedeu a um ansiado reencontro de um pai distante com uma mãe corajosa na cidade mais bonita do mundo, quando surgiu o primeiro sinal que o momento mais bonito iria chegar mais cedo do que era esperado, tornando insignificante tudo o que até então tinha acontecido e permitindo que, verdadeiramente, fosse possível aprender o significado do conceito de "relativização". Um titubeante acordar, seguido de um frenético despertar, quando a madrugada ainda ganhava por knock-out a um preguiçoso dia. Uma viagem estranhamente duvidosa para a Maternidade (ser um Fittipaldi para chegar rápido, abanando a criança, quiçá acelerando o seu nascimento ou um condutor de fim de semana para garantir, qual Chuck Norris da parentalidade, a sua segurança?... A dúvida... se calhar a primeira dúvida do resto da minha vida...) e o início de tudo. O sentir que, como nunca na vida, havia um bilhete unicamente de ida para um sítio desconhecido. Ambicionado, ansiado, desejado, mas desconhecido... Um mundo de múltiplas variáveis e incógnitas que constituem aquela que viria a comprovar-se como a mais bela das equações. Medo de mostrar medo*... Medo de o meu medo poder ser um obstáculo para a Célia. Medo de não conseguir ser o apoio que ela precisava. Admiração pela sua coragem. Respeito pelo seu amor. (Saudades do meu pai.) Orgulho. Um orgulho como nunca havia sentido por ninguém. Arrependimento pelas alturas em que a pus em questão, quando, no fundo, não tinha coragem de me colocar em causa a mim mesmo. Ansiedade. Cumplicidade. Dúvidas. Sorrisos nervosos. (Saudades do meu pai.) Espera conjunta por contracções e afins. Meias verdades complacentes para tranquilizar o outro. Amor. Onze horas depois, onze horas depois do resto da nossa vida ter começado, quando o relógio dizia que faltavam cinco minutos para as seis da tarde, a Mariana dizia-nos, e principalmente àquela que tão bem tinha personificado o ideal da maternidade, que o mundo tinha melhorado. Que o mundo nunca mais seria o mesmo. Que nada seria como dantes. Que o amor tinha ganho mais significado. Chegou ao mundo de sopetão, tal como hoje insiste em percorrer os corredores num passo de corrida exagerado, com uma cadência muito própria, acompanhada pelo ondular dos caracóis que, como sabiamente preconizaram as avós, vai perdendo. Chegou ao mundo, ao nosso mundo, curiosa, característica que mantém e onde radicam as centenas de perguntas que coloca, onde se começam a incluir palavras como "imenso", "cuncionar" (funcionar em Marianês) ou "abrandar". (Penso que, aqui, a Célia teme que ela, como o pai, acabe por utilizar, de forma desmesurada, palavras como profícuo ou concomitantemente...) Chegou ao mundo, ao nosso mundo, aceitando-nos como seus, com a mesma entrega e amor com que hoje nos abraça nos "abraços de família". Chegou ao mundo, cheia de vontade de ensinar coisas, da mesma forma como, ainda hoje, nos obriga a usar a lente da poesia no lugar da prosa. Chegou ao mundo, ao nosso mundo, tornando-o melhor, dando-lhe sentido. Três anos, quase três anos depois, é difícil pensar no que quer que seja antes do dia 7 de Dezembro de 2009. Não faz sentido pensar no mundo antes desse dia. É bom ter um filho. É bom ter uma família. É indescritível ter a Mariana. É indescritível ter a família que tenho. E é estúpido, indecente, quando nos esquecemos disso e damos tanto valor àqueles que nos magoam, nos seus inconscientes e egossintónicos assomos, projectando sobre nós os seus pequenos tumultos interiores e os seus incontroláveis furacões narcísicos. Fraca artilharia contra o poder das coisas boas. Fraca sagacidade interior não perceber isso o mais rápido possível, não sublimando, no imediato, a sabotagem através da empatia e da compaixão... Sexta-Feira a Mariana faz anos. Devia ser feriado para que todos pudessem festejar. Para que todos pudessem pensar em coisas boas, bonitas. Fazia-nos bem. Faz-me bem. Obrigado Célia. Obrigado Mariana.

* Que, ao contrário do que defende alguns, existe. E ainda bem. Quando sabemos tomar conta dele, protege-nos e, quando a estreiteza das emoções afunila o pensamento, protege os outros de nós...

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Tréguas no conflito israelo-palestiniano...

A Académica aterrou em Telavive para o último jogo da Liga Europa. Tal como aconteceu na década de 70, quando a presença de Pelé levou ao surgimento de tréguas entre duas facções opostas num país africano, espera-se que os palestinianos e israelitas respeitem a presença da Académica interrompendo a escalada belicista. Nem outra coisa será de esperar.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

(Mais) Um sonho a caminho?

Académica nos Quartos-de-Final da Taça de Portugal... Faltam três jogos para o regresso ao Jamor. Faltam três jogos para a reedição de um sonho. Faltam três jogos para mais uma demonstração do futebol, enquanto festa, enquanto fenómeno que inclui um jogo, que se torna única pela presença singular, e peculiar, da Académica.

Sim... já vi preços de viagens.

domingo, 2 de dezembro de 2012

Na sombra dos egos...

... existe o risco de perdermos a noção de onde está a luz, de onde estão os pontos cardeais que nos imunizam contra os assomos egocêntricos de tantos e tantas, que nos protegem do patológico narcisismo de muitos que se cruzam no nosso trilho. Encontrar a certeza e o calor das coordenadas que nos dão alicerce, desafiar as nossas pequenas zonas de conforto, empatizar com a cegueira egossintónica de algumas alminhas são algumas pistas para que não deixemos que o umbigo de uns seja uma espécie de poço da morte de outros... Deixemo-los com os seus pequenos cotões no umbigo e nos neurónios.





segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Um diálogo com a Mariana a ver o Programa do Aleixo

Mariana: pai, diz outra vez como se chamam os amigos do Aleixo*?
psilipe: Então... é o Homem do Bussaco, o Busto, o Primo do Busto, o Seu Jaca, o Nelso, o Ribeiro e o Aires.
Mariana: Papá... esqueceste-te do Renato! Falta o Renato!

Ou estou a criar um pequeno monstro ou um ser com um sentido de humor porreiro. Claro que é a segunda.


* A forma como a Mariana acha engraçadas as personagens do Programa do Aleixo, na SIC Radical, tem tido um efeito catártico na sua progenitora que, num estranho movimento, já me permite imitar as vozes das personagens... Boa, Mariana!

domingo, 18 de novembro de 2012

Existe caminho para sair do caos?

Claro. Às vezes, basta parar e perceber que a solução está onde sempre esteve. Ali.


Primeira missão parental cumprida!

psilipe (enquanto acompanha um importantíssimo Académica-Penalva do Castelo): "Mariana, quem são os melhores?"

Princesa Mariana: "Os pretos... a Académica..."

psilipe (em pensamento): "Primeira missão parental, check!"

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Quem tem medo...


A propósito das minhas vidas no CIPP, o meu humilde negócio, escrevi um texto sobre os medos infantis, a que chamei "Quem tem medo..."

O saber popular ensina-nos que a solução para o medo é a adopção de um animal doméstico da espécie Canis Lupus Familiaris, ou seja, um simpático canídeo. Sabemos todos, e principalmente muitas crianças e pais, que muitos medos infantis não são resolúveis pelo aumento da família com um amigo peludo.

Os medos infantis são um desafio pela forma como alteram a dinâmica de funcionamento das crianças e das famílias, constituindo-se como um desafio pela dificuldade na sua ultrapassagem, pelo seu carácter enigmático e pelo sofrimento que causam. Segundo vários autores, os medos nas crianças e adolescentes podem ser divididos em medos normais (ou medos desenvolvimentais) e em medos patológicos ou fóbicos. Os primeiros, desde que não interfiram de forma significativa com a dinâmica individual e familiar, não são considerados patológicos porque só são activados na presença de estímulos perigosos e tendem a desaparecer com a ausência ou afastamento dos mesmos. Estes medos normais no desenvolvimento infantil tendem a ser universais e transculturais e são respostas adaptativas a ameaças reais à sobrevivência humana. Apesar de normais e expectáveis são um desafio terapêutico quando adquirem um carácter invasivo, provocando um sofrimento constante, um conjunto de evitamentos relevantes aparentemente inexplicáveis e uma alteração significativa no quotidiano individual e familiar.

Os medos patológicos (aqueles que são aprendidos e que surgem, por exemplo, após a existência de uma experiência negativa e ameaçadora) constituem-se, por outro lado, como alvos da atenção clínica com uma apreciável regularidade, dada a forma como são responsáveis por elevados níveis de sofrimento individual e familiar e pela forma como alteram, por vezes de forma dramática, o fluir do quotidiano, podendo, inclusivamente, comprometer o desempenho escolar, a prática de actividades extra-curriculares, o próprio clima relacional da família ou o processo de construção de autonomia das crianças e adolescentes.

A psicoterapia infantil, alicerçada em modelos de compreensão e intervenção na ansiedade, constitui um recurso comprovadamente útil para a resolução das dificuldades levantadas pelo agravamento dos medos infantis e para a construção conjunta (entre técnico, criança e família) de respostas mais funcionais ao medo.

Hoje deu-me para ter saudades da Faculdade (e das Riquezas)...

psilipe é assim... um coração mole. Basta uma conversa numa rede social e pumba. Um frenesim de saudades desta gente... boa gente, diga-se.



PS: versão psilipe há quinze quilos atrás.

Estaremos condenados à sombra?

Não.


Os últimos tempos têm passado assim...


domingo, 4 de novembro de 2012

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Wake up call - 2

Princesa (enquanto afaga a barriga de psilipe): "Pai, tens um bebé dentro da barriga?"
psilipe: (Glup...) Não...

Wake up call...

Princesa: "Pai, para que trabalho vais agora? Qual é o teu trabalho número três?"
psilipe: (Glup...)

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

"O caos financeiro" - IV

Paulo Portas cancela ida a Bucareste, onde acompanharia PPCoelho, para poder ficar com os conselhos de António Sala sobre o "caos financeiro" só para si.





terça-feira, 16 de outubro de 2012

Roma: la città eterna...


















"Caos financeiro" - III

Se o António Sala ainda tivesse o bigode, acho que não teria resistido a comprar todas "barras à vista da empresa OuroCash" que pudesse. Ufff.

"O caos financeiro" - II

Estará António Sala numa shortlist para o Ministério das Finanças?

"O caos financeiro"

Aguardo, com impaciência, a opinião abalizada de António Sala sobre o Orçamento de Estado de 2013.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

O site da UEFA é um sítio de extremo bom gosto

A Académica em destaque no site da UEFA (uefa.com). Destaque, aliás, de elementar justiça. Priceless.


quarta-feira, 3 de outubro de 2012

A definição de anti-clímax...

Após um dia exaustivo de doze horas de trabalho (com doze consultas, um relatório e não sei quantos e-mails e chamadas telefónicas), chegar a casa cheio de pica para continuar a preparar uma formação que se vai dinamizar e, depois, ouvir as de-cla-ra-ções muito pausadas de Victor Gaspar, per-ce-ben-do o real alcance das mesmas naquilo que será o futuro próximo.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

domingo, 30 de setembro de 2012

sábado, 29 de setembro de 2012

Uma primeira vez...

No mesmo dia ter passado por três ilhas dos Açores... Faial, Pico e Terceira. Duas viagens de lancha e uma viagem de avião pelo meio. E o amor pelos Açores a sair reforçado.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

O novo logo da EDA...

Depois de mais um dia cheio de apagões, aqui fica a minha sugestão para o novo logotipo da EDA...


domingo, 23 de setembro de 2012

Se me perguntam...

Depois do empate verificado hoje entre a Académica e o Benfica apraz-me dizer o seguinte...


Se me perguntam se a arbitragem do Académica-Benfica foi má, digo que sim.

Se me perguntam se o Benfica perde pontos por causa da arbitragem, digo que não.

Se me perguntam se o Jorge Jesus é perito em desculpas, digo "claro".

Se me perguntam se as pessoas que criticaram a Académica depois da derrota na Liga Europa deviam comer as palavras, digo "bom proveito".

Se me perguntam se fiquei mais descansado depois do jogo de hoje, eu digo "uff"...

sábado, 22 de setembro de 2012

Um belo momento...

Um belo relato do golo da Académica na Liga Europa... Pareço uma menina a arrepiar-me com estas coisas.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

A Académica hoje...

... jogou na Fase de Grupos da Liga Europa. Perdemos? Sim. Podíamos ter jogado melhor? Sim. Fomos prejudicados pela equipa de arbitragem? Sim. Estou triste? Não. A Académica jogou, hoje, na Fase de Grupos da Liga Europa.

Depois de hoje...

... nunca mais bebo cerveja checa.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Por aquilo que se lê...

... no Público de hoje, aqui, parece que Deus Nosso Senhor, afinal, tinha uma nora.

Grande caos que vai haver na catequese no próximo fim-de-semana... Motins in progress.

Que Deus nos valha.

Luiz Goes morreu hoje

Texto psilíptico n'A União

Os senhores d'A União, jornal terceirense, pelo que percebi hoje, estão a fazer um teste de resistência aos seus leitores, testando a sua fidelidade e os limites da sua paciência. Penso que será essa a única razão que torna plausível terem publicado um texto meu na edição de hoje. Será que continuará a haver edição do jornal amanhã? Eis a questão...

Mariana: update Setembro '12


E porque não...

Criar um livro de elogios acoplado ao tradicional livro de reclamações? A minha proposta passa pela criação de um livro de reconhecimento/elogios que deveria ser complementar ao livro de reclamações. Se somos incitados a penalizar o erro, a incompetência porque não louvar a competência e a dedicação? Será que não poderia ser um incentivo ao trabalho de qualidade, uma fonte de reforço positivo (nomeadamente em organizações frias e hierarquicamente determinadas)? Fica a ideia, fica a proposta.

domingo, 16 de setembro de 2012

Uma distinção para o Geometrias Variáveis...

O Geometrias Variáveis foi hoje citado num artigo do Daniel de Sá, ilustre homem das Letras, na revista DI-XL do Diário Insular, periódico do burgo terceirense. Agradece-se a gentileza!

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Che bella machina...


Há marcas que conseguem compreender que é possível conjugar a modernidade com a história e que a actualidade só faz sentido contextualizada com a moldura do passado. Há marcas que percebem que os carros não são só veículos automóveis, são catalisadores de sensações e de memórias. A Alfa Romeo é um bom exemplo daquilo que refiro... Em cima um Alfa Romeo Giulietta (penso que da década de 50/60) presente no último MotorFestival no Caramulo, em baixo o actual MiTo (da primeira década do nosso século). Muito fixe constatar as semelhanças e as poucas diferenças.



quinta-feira, 13 de setembro de 2012

A austeridade e a (nossa) Saúde...

Enquanto nos obrigam a andar indignados e amputados, dei por mim a pensar no nosso Serviço Nacional de Saúde... E recuperei este pequeno vídeo que fiz há uns tempos, aquando da primeira vaga de austeridade.


Foi bom ouvir...

"Quando sabemos o que é o pânico, aprendemos a reconhecer a tranquilidade absoluta. E agora estou  completamente tranquilo..."

Os momentos em que sentimos que escolhemos a profissão certa são únicos.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Os fantasmas da Nação e da Região...


Há coisa de um ano, na ressaca das manifestações dos Indignados, psilipe escreveu um texto (que pode ser encontrado aqui) em que procurava traduzir o seu estado de alma, em função de toda a convulsão e efervescência social que emergiam na altura. Nesse texto, publicado num dos jornais do burgo terceirense, discorria-se sobre a forma como psilipe, sentindo que sempre procurara fazer esforços por responder ao quotidiano instável e difícil com um mínimo de responsabilidade, exequibilidade orçamental e capacidade de trabalho, se sentia perante um país gerido como uma autêntica mercearia de bairro. psilipe sentia-se  mais do que indignado,  sentia-se amputado. Amputado da possibilidade de sentir esperança no seu país, amputado de poder olhar para o futuro de Portugal e dos Açores com a tranquilidade que a sua condição de jovem pai lhe deveria permitir. Um ano passou e tal sentimento parece ter sofrido alterações. Tal como nas pessoas que sofrem amputações, e que continuam a sentir a parte do corpo que lhes foi subtraída, sentindo dores e comichões como se nada tivesse acontecido, psilipe continuou a sentir esperança e confiança no país onde veio ao mundo e na Região que escolheu para viver, trabalhar e constituir família. Tal como as pessoas sentem o membro fantasma, aquele que já não possuem após a amputação, psilipe tem convivido com a sua nação fantasma, com a sua região fantasma. Nos últimos dias, face à evolução voraz da saga da austeridade, psilipe confronta-se, de forma contundente, com o carácter fantasmagórico e amputado de coisas que julgava, ainda, serem reais e passíveis de sustentar a sua crença. Ao constatar o autêntico genocídio moral perpetrado por aqueles que guiam o País, e que mais o deviam defender, psilipe atingiu os limites para a negação, para o evitamento da realidade. Nunca passou pela sua cabeça que o facto de ser um jovem trabalhador, com família, uma filha pequena, um emprego dependente estável na função pública, uma actividade independente de sucesso razoável e uma perene vontade de fazer mais o tornasse um alvo a abater para o seu Estado. Nunca lhe passou pela cabeça ser vítima preferencial de tal genocídio estatal cujo limite insiste em ser constantemente retraçado, sem que qualquer limite seja, sequer, vislumbrado. Constata que parte do seu destino, que parte do valor do seu trabalho está entregue a conjunturas politicas, nacionais e regionais, em que se confundem prioridades, em que se trucidam perspectivas, em que a participação política é prostituída por uma pavloviana relação partidária de tantos, em que a cidadania se exerce em assomos sazonais na dependência dos períodos eleitorais, em que os mandatários de campanha se comportam como candidatos, em que os candidatos se encontram reféns de uma anacrónica, irresponsável e nojenta prometite, em que ao despedimento de uns se responde com a imposição de “contratos atípicos” ou oportunas prestações de serviços a outros, em que aqueles que mais deviam não conseguem, não estão interessados, não são capazes de se desviarem de um jogo de egos que impede a re-implantação cirúrgica daquilo que tem sido amputado, condenando-nos a já nem sequer conseguirmos sentir o País, a Região fantasma. Condenando-nos a que olhar para o futuro com esperança, confiança e optimismo seja um exercício de puro psicoticismo. Canalhas. Para quando uma brigada de Caça-Fantasmas, que capture os fantasmas de que estamos acometidos, sublimando, corrigindo as amputações que nos são impostas... 

E depois quer-se que as pessoas assistam a tudo de forma tranquila?... Crentes numa fantasia de serenidade do povo. Começam a haver sinais.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

O segundo baptismo de psilipe

O dia de ontem ficou marcado por um segundo baptismo na vida de psilipe. Tal não quer dizer que psilipe tenha sido submergido, novamente, na pia baptismal, num regresso às hostes da cristandade, o que, a ser verdade, deixaria a sua progenitora (ainda não refeita da forma como, há perto de duas décadas, rejeitou a catequese) em total êxtase*. Simplesmente significa que, em muito boa companhia, repetiu pela terceira vez o baptismo de mergulho num local fantástico, onde já havia mergulhado: o local do naufrágio do Lidador.




O local está cheio de história e merece uma visita, como fica comprovado pelas imagens abaixo...




Fotos retiradas daqui, com a devida vénia.

Sendo a segunda vez que mergulhava no local, e podendo beneficiar de uma maior autonomia na gestão do mergulho, foi possível apreciar, ainda mais, o carácter terapêutico do mergulho, enquanto actividade que nos ensina/obriga a perceber que há coisas que têm o seu tempo, que há coisas que temos que aceitar que não controlamos e que é possível construir uma noção do tempo muito diferente daquela que os nossos ditames interiores parecem determinar. A repetir...

Seguir-se-á, o quanto antes, o curso de mergulho, assim que psilipe consiga convencer a sua cara-metade a acompanhá-lo...

* O que leva a que sempre que, por automatismo impensado, a expressão "graças a Deus" sai da boca de psilipe a sua progenitora diga, algo como, "estás a ver, meu filho... se não acreditasses não dirias isso..."

domingo, 9 de setembro de 2012

Que força é essa...

Quanto o genial Sérgio Godinho criou o tema "Que força é essa..." os tempos eram outros... Desejava-se que, hoje em dia, este tema fosse anacrónico. Não é.




Que Força é Essa
Sérgio Godinho

Vi-te a trabalhar o dia inteiro
construir as cidades pr´ós outros
carregar pedras, desperdiçar
muita força p´ra pouco dinheiro
Vi-te a trabalhar o dia inteiro
Muita força p´ra pouco dinheiro

Que força é essa
que força é essa
que trazes nos braços
que só te serve para obedecer
que só te manda obedecer
Que força é essa, amigo
que força é essa, amigo
que te põe de bem com outros
e de mal contigo
Que força é essa, amigo
Que força é essa, amigo
Que força é essa, amigo

Não me digas que não me compr´endes
quando os dias se tornam azedos
não me digas que nunca sentiste
uma força a crescer-te nos dedos
e uma raiva a nascer-te nos dentes
Não me digas que não me compr´endes

(Que força...)

(Vi-te a trabalhar...)

Que força é essa
que força é essa
que trazes nos braços
que só te serve para obedecer
que só te manda obedecer
Que força é essa, amigo
que força é essa, amigo
que te põe de bem com outros
e de mal contigo
Que força é essa, amigo
Que força é essa, amigo
Que força é essa, amigo
Que força é essa, amigo

És um mentiroso, Medo.