segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

A metáfora automóvel para as emoções...

Fossem as emoções um qualquer adereço de tuning, e não inevitáveis equipamentos de série, e muitos de nós seriam bem mais felizes... Será que sim? Ou estaríamos condenados a uma existência confortável, embora amputada da sua plenitude?

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Parabéns, Jorge Jesus!

O Benfica conseguiu, hoje, um excelente resultado que só pode deixar os adeptos encarnados absolutamente contentes... Empatar com o finalista brilhante da Taça de Portugal não é para qualquer equipa. Parabéns Jorge Jesus. Como diria o próprio "o futebol é muità lindo!"




terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Mind-Fit: um ginásio inovador...

Como seria genial se um dia se materializasse um ginásio para a mente, um negócio inovador, um franchising que poderia mudar o mundo com a sua proliferação e massificação. Não aquelas xaropadas dos joguinhos da treta, vendidos como estimulantes infalíveis da mente e como promotores mágicos das nossas capacidades, que, no fundo, não se comparam à ginástica cerebral de ler um bom livro ou de ver/compreender um bom filme. Um ginásio onde as pessoas pudessem aprender a ler, ouvir, interpretar e pensar, passando por diferentes "máquinas" e "classes"... Para primeira estação deste roteiro de ginástica mental, colocaria este poema.


Ausência (de Nuno Júdice)

Quero dizer-te umas coisa simples:a tua
ausência dói-me. Refiro-me a essa dor que não
magoa, que se limita à alma; mas que não deixa, 
por isso, de deixar alguns sinais - um peso
nos olhos, no lugar da tua imagem, e
um vazio nas mãos, como se as tuas mãos lhes
tivessem roubado o tacto. São estas as formas
do amor, podia dizer-te; e acrescentar que
as coisas simples também podem ser
complicadas, quando nos damos conta da
diferença entre o sonho e a realidade. Porém, 
é o sonho que me traz a tua memória; e a
realidade aproxima-me de ti, agora que
os dias correm mais depressa, e as palavras
ficam presas numa refracção de instantes,
quando a tua voz me chama de dentro de
mim - e me faz responder-te uma coisa simples,
como dizer que a tua ausência em dói.

Poema que gosto, de um autor que aprecio (também em prosa), muito embora a minha relação com a poesia não seja aquela que eu gostaria que fosse. Acho que era uma pessoa mais completa e um alquimista da alma mais eficaz se comprasse uma anuidade eterna no ginásio da poesia, frequentando-o diariamente... A propósito destes dois sentidos da minha relação com a poesia, deixo este post, uma vez que estas linhas, para além de serem muito interessantes, me foram muito úteis para desbloquear um caso que estou a seguir, cuja génese remete para um quadro de luto traumático...





Quanto à ideia do Mind-Fit, sois livres para a utilizar e enriquecer com ela...

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Entrudo(s)

Chegando ao Entrudo, e sendo este um pasquim informático dado a reflexões pseudo-filosóficas, impõe-se um ou outro jorro de pensamento sobre máscaras. Usam-se por estas alturas. Retiram-se dos baús bafientos para o desfile glorioso dos alter egos e dos falsos egos. Há quem as envergue, assinalando a oportunidade de ser outra coisa qualquer, há quem troque a máscara habitual por outra(s), esquecendo as agruras das (aprendidas e tidas como necessárias) máscaras de ferro, quem não consiga aceder a outras máscaras, mesmo num tempo em que o Entrudo tal legitimaria.

Nas máscaras, do Entrudo e do quotidiano, encontramos sorrisos artificiais, lágrimas pintadas, expressões de raiva plastificada e de júbilo encomendado, emoções com corantes e conservantes, personas de conformismo e insegurança(s). Barreiras e muralhas aprendidas, tidas como necessárias, que, começando por nos seduzir para um confortável molde da definição almejada, nos reduzem a uma constrangedora formatação. Roubam-nos iniciativa, espontaneidade e coragem para olhar ao nosso espelho. Reduzem-nos a um incessante roteiro à barraca dos espelhos da Feira Popular, onde, enquanto nos confundimos, nos definimos, nos habituamos a um ilusório e previsível conforto, que cauciona a plenitude, a realização e a felicidade...

Todos nos mascaramos, é certo. Todos nos protegemos. Todos nos compensamos com outra coisa qualquer. Todos temos a obrigação de, perante nós mesmos, dominarmos as nossas máscaras, o nosso eu... Sim. É difícil, mas é, também, o mais fascinante dos desafios...

Bom (Des)Entrudo.

"Cá se vai andando com a cabeça entre as orelhas"

Percebemos que o nosso bebé é especial quando passamos umas horas a ouvir Sérgio Godinho a seu pedido, enquanto ela delira com o Coro das Velhas, o Casimiro (do Cuidado com as Imitações) e o Carteiro (um original do Conjunto António Mafra)... Ursinho Gummy e Panda tomem!

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

E o clube da Mariana é...

... aquele que ela refere na gravação abaixo, com uma pequena, ínfima ajuda do senhor seu pai..

video

Lembrete...

... é só para dizer que a Académica vai à final da Taça este ano. Para o caso de alguém ainda não estar a par do acontecimento do ano. :)

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Feliz Dia dos (Ex)Namorados?

Aqui fica um vídeo especialmente indicado para aqueles que sentem no 14 de Fevereiro aquilo que Domingos sentia no Sporting, nos últimos meses...

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Dá que pensar...

Jon Ronson. “Há mais psicopatas no topo do mundo empresarial do que na base” | iOnline


...e faz todo o sentido. É assustadoramente verdadeira a forma como algumas características disfuncionais e, até, psicopatológicas podem ser úteis aos próprios na(s) sua(s) escalada(s) interna(s) e externa(s). Na política (daquela com "p" pequeno), no Governo, nos negócios, no local de trabalho, no quotidiano, nas relações, nos artigos umbiguistas nos jornais,...  E não deixa de ser igualmente assustadora a forma como as pessoas vão obtendo pequenas confirmações e reconfirmações que sustentam e consolidam a sua disfuncionalidade e a sua (aparente) solidez interior, na forma como os contextos e as outras pessoas se constituem como permeáveis, indiferentes e condescendentes ao funcionamento idiossincrático daqueles que se auto-intitulam "iluminados". No fundo, assistindo a uma constante masturbação (felizmente de forma invisível) vislubrando o seu aparente brilhantismo. Que, no fundo, não passa de uma forma imatura de defesa tão disfuncional, tão perversa, como necessária ao seu obrigatório e inevitável disfuncional umbiguismo...

Ainda há coisas que fazem sentido...

Pelo que acabei de ouvir na SIC Notícias, a primeira pessoa que encontrou e procurou auxiliar a Whitney Houston foi o seu guarda-costas... Faz sentido.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

As dores do(s) amputado(s)...

Bem sei que já publiquei este texto, aqui na minha sala de estar na Internet, no mês de Outubro. Bem sei... Mas também sei que tenho pensado muito nele e no seu conteúdo e que, por estranho que pareça, vou-me cruzando com pessoas que o leram num dos jornais aqui da Ilha e que com ele construíram uma interessante relação de identificação. Por tudo isso, apeteceu-me recauchutá-lo. Hoje apetece-me chamá-lo "As dores do(s) amputado(s)...".

O ano de 2011 fez-me chegar às três dezenas de anos. Sou casado e tenho uma filha de 22 meses. A única dívida que temos, cá em casa, corresponde a uma prestação mensal inferior a 8 por cento do nosso rendimento médio, uma vez que sempre fugimos ao crédito fácil, mesmo nas alturas iniciais (apertadas) da nossa saga terceirense. O único verdadeiro luxo que cometemos, nos últimos tempos, foi a compra de um carro novo (o nosso MíTico carro!), sobre o qual conseguimos não pagar qualquer prestação mensal e que correspondia a um sonho antigo nosso. Viajamos quando podemos, comparamos preços no supermercado, aceleramos menos para poupar gasóleo (ok... mais a patroa, esta parte), apagamos luzes desnecessárias em casa, ensinamos hábitos de poupança à miúda, tentamos poupar todos os meses para uma qualquer eventualidade e resistimos a gastos apetecíveis, mesmo quando a conta bancária o permitiria. A vontade de procurar um futuro comum que permitisse constituir uma família, difícil de vislumbrar em Coimbra, levou-nos a sair da terra que amamos para uma terra distante e desconhecida, que apropriámos como nossa, mas que, pela inexorável insularidade, nos obriga a inúmeros sacrifícios pessoais, académicos e profissionais, numa opção de vida que poucos aceitam assumir por medo ou simples comodismo. Temos procurado aproveitar as hipóteses de trabalho que nos surgem e procurado aproveitar outras formas de rendimento mensal que conseguimos capitalizar. Consigo afirmar, com um grau considerável de certeza, que não cometemos, no passado ou no presente, nenhum dos pecados que levaram a todo este cenário galopante de caos económico-financeiro e de convulsão social, quer na nossa relação com o dinheiro, quer com a sociedade, quer com o trabalho. Contribuímos para o índice de natalidade e, mais importante que isso, para o índice de felicidade do país ao enriquecê-lo com a Mariana. É pacífico para mim que contribuímos para que a economia nacional evoluísse e para que a nossa jovem democracia se consolidasse. Leio os jornais de hoje e acompanho o movimento dos indignados e, constatando as imagens das manifestações no dia de hoje, percebo que é suposto que, enquanto jovem adulto, pai de uma bebé, me sinta indignado, enfurecido contra tudo e todos. Não me sinto. Sinto-me amorfo, sinto-me preocupado, sinto-me, mais do que indignado, amputado. Amputado de uma perspectiva de futuro sólida, amputado do sentido de esperança nesta coisa chamada Portugal, amputado de um sentimento de doce tranquilidade ao contemplar o futuro e o crescimento da Mariana. Amputado de uma perspectiva agradável do presente e do futuro para a qual fiz a minha parte e que é posta em causa pela voracidade daquilo que se anuncia publicamente (com rostos fechados e soturnos que mimetizem um dos patrimónios nacionais, a culpa, tão socialmente aceite), pelos buracos que se descobrem, pelas coisas que “afinal” existem no emaranhado das contas de um país gerido como uma mercearia de bairro. Fiz, temos feito a nossa parte. O que não me, nos impede de nos vermos ancorados a um presente e futuro dependente de decisões draconianas que alimentam uma austeridade autofágica em quem ninguém acredita, que cada vez menos é contemplada como uma solução, cada vez mais vista como um mero paliativo para um enfermo sofredor e terminal.

Para quê? Porquê? Who knows?...

Tenho dito.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Mais uma estrela para o circo da Madeira...

:.: Rui Alves Jornal Record : "A Oliveirense também estava condenada..."

É oficial. Rui Alves é um palhaço.

Horas extraordinárias...

Acabei de reparar que, entre as 23h00 e este preciso momento, enviei dezassete mails, quase todos por coisas de trabalho... Spooky.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

O caminho para o Jamor...

... fez-se com estes momentos inesquecíveis. Atenção que os relatos são da RUC (Rádio Universidade de Coimbra) que são, sadiamente, totalmente parciais. Ou seja, são pessoas de extremo bom gosto.



Aproveito para comunicar que pondero sugerir à patroa que mudemos o nome da pequena de Mariana para Habib Marinho Pape Sow. Penso que, depois de lhe mostrar estes vídeos, a patroa irá concordar e a miúda, daqui a uns anos, irá agradecer...

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

A Académica...

... qualificou-se, hoje, para a Final da Taça de Portugal.

Quem souber o que posso fazer para desligar o sorriso que tenho na cara desde o apito final do árbitro, agradeço que me diga.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

HortoVaranda - I

Imbuídos do espírito positivo, por estranho que pareça, com que optámos por enfrentar o ano atípico de 2012, iniciámos uma tentativa de produção agrícola na nossa varanda, procurando constituir a nossa HortoVaranda. Depois de algumas aquisições (terra, sementes, vasos,...), da improvisação de uma estufa (com plástico e uma estante fraquinha) e de algumas leituras, deu-se início à actividade.

Começámos pelas ervas aromáticas... Passado umas semanas, começamos a ter os primeiros resultados visíveis. Salsa, coentros, tomilho e manjericão já estão a dar sinais de quererem alegrar a nossa varanda. Os oregãos estão mais preguiçosos, mas estamos confiantes que também se desenvolverão!









Os próximos passos são iniciar mais algumas plantações e construir uma horta vertical, utilizando garrafas de plástico, algum jeito (que psilipe não tem, infelizmente) e alguma criatividade.

Aqui ficam alguns links que podem ser interessantes para quem ache piada a estas coisas:




No Facebook existe um grupo fixe chamado "Saberes na Horta":

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Faz sentido...

A Ordem é rica...

Convosco, psilipe, novel produtor-executivo de obras cinematográficas de gosto duvidoso! Passo a explicar... lembrou-se a Ordem dos Psicólogos Portugueses, para promover um Congresso Nacional que organizará, encomendar a produção de um filme publicitário dirigido aos potenciais participantes. É sempre bom constatar para onde foram os 72 euros (mais uns tostões de juros de mora) que paguei de quotas, para poder manter a cédula profissional de alquimista. E que bom é saber que, daqui a um mês, vou poder contribuir para mais sequelas deste filme. E que no mês seguinte serei, novamente, produtor executivo (aquele que investe...) de outra qualquer maravilha da Sétima Arte.

Serei, no fim de contas*, quem sabe, candidato a um Oscar, enquanto produtor executivo de tais maravilhas artísticas...

Lá diz o povo... A Ordem é rica e os frades são poucos. Ou então, não.

PS: valha-nos a ironia e o humor para gerir tais disparates da "minha" Ordem.

* Falando em contas, apetece-me voltar aos pontos de vista que expus aqui... Acho que o tempo me está a dar razão, infelizmente.


1, 2, 3, 4, 5, 6,...

Hoje, num jogo realizado no Egipto, morreram 73 pessoas... Ora aí está uma coisa que nunca poderia acontecer num jogo em casa do União de Leiria.