domingo, 12 de fevereiro de 2012

Dá que pensar...

Jon Ronson. “Há mais psicopatas no topo do mundo empresarial do que na base” | iOnline


...e faz todo o sentido. É assustadoramente verdadeira a forma como algumas características disfuncionais e, até, psicopatológicas podem ser úteis aos próprios na(s) sua(s) escalada(s) interna(s) e externa(s). Na política (daquela com "p" pequeno), no Governo, nos negócios, no local de trabalho, no quotidiano, nas relações, nos artigos umbiguistas nos jornais,...  E não deixa de ser igualmente assustadora a forma como as pessoas vão obtendo pequenas confirmações e reconfirmações que sustentam e consolidam a sua disfuncionalidade e a sua (aparente) solidez interior, na forma como os contextos e as outras pessoas se constituem como permeáveis, indiferentes e condescendentes ao funcionamento idiossincrático daqueles que se auto-intitulam "iluminados". No fundo, assistindo a uma constante masturbação (felizmente de forma invisível) vislubrando o seu aparente brilhantismo. Que, no fundo, não passa de uma forma imatura de defesa tão disfuncional, tão perversa, como necessária ao seu obrigatório e inevitável disfuncional umbiguismo...

2 comentários:

João Nunes disse...

O meu amigo pode acreditar que me deparo com psicopatologia (alguma dela severa) diariamente. E não falo de pré-delinquentes. Refiro-me a gente com canudo, "dondocas" miseráveis, umbiguistas de trazer por casa, utilitárias de poder, manipuladoras da paciência.
Tudo defensivamente mascarado de Competência/Números/Regras e sorriso amarelo.

psilipe disse...

A amarelidão do esgar sorridente das gárgulas da tecnocracia, numa lógica diária, tem um potencial de corromper qualquer um... Menos aqueles que se conseguem manter fiéis às suas crenças, ideais e valores (e nesses, em ti, não duvido que ninguém entra)...