sexta-feira, 30 de março de 2012

É favor...

... não falarem comigo sobre a Académica nos próximos dias. Não prometo que responda por mim.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Penso estar a ficar acometido de um surto de...

... empatite, esse malfadado osso do ofício dos alquimistas da alma, aprendizes de feiticeiro, vulgo psicólogos clínicos.

"A cerveja...

... dá trabalho a 75000 portugueses". É impressão minha ou isto assemelha-se a chavões de outros tempos,  naqueles da outra senhora, em que se garantia que beber vinho dava de comer a um milhão de portugueses? 


domingo, 25 de março de 2012

Carisma

Meu Deus... António José Seguro está para o carisma como José Sócrates para o Inglês Técnico. Ou seja, fraquinho. O PSD agradece.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Papá...

Depois de um dia em que a Mariana repetiu a palavra "papá" por, seguramente, 23566 vezes, irei recolher ao leito com um sorriso nos lábios, lembrando-me da sua expressão feliz enquanto repetia esses dois ás e pês intercalados. É fixe ser pai.

sábado, 17 de março de 2012

Como dar a volta...

... aos trabalhinhos pedidos aos pais que têm petizes nas creches, aproximando-se o dia do Pai? Escrevendo um texto bonito e divertindo-nos com isso. O pedido era fazer um ou trabalho sobre, por exemplo, um passatempo, uma brincadeira feita com os miúdos. psilipe escreveu isto.


Mariana: a caçadora de tesouros
Eu e as minhas duas princesas, a Mariana e a sua mãe, gostamos de procurar e encontrar tesouros numa ilha mágica, escondidos por piratas, aventureiros, conquistadores e corajosos guerreiros. Muitas vezes arrancamos no nosso tesouromobile, veículo especializado na busca de coisas preciosas escondidas, para a caça aos tesouros e deambulamos pela ilha mágica em busca das mais preciosas coisas, camufladas na beleza de uma natureza deslumbrante da ilha mágica, que aprendemos a amar e a sentir como nossa. Descobrimos tesouros muito bonitos e inesquecíveis, que presenciaram todas as aventuras de corajosos e intrépidos conquistadores que, no meio da agitação das suas batalhas, os tiveram que esconder para que ninguém os conseguisse encontrar… Depois destas nossas aventuras, guardamos todos os tesouros e, de vez em quando, também escondemos tesouros para que outras pessoas possam brincar à caça ao tesouro, também… Gostamos muito destas aventuras e de conseguir, nem que seja por um bocadinho, aceder a um mundo de fantasia. E é mesmo isso que fazemos! No fundo, limitamo-nos a praticar, na Ilha Terceira, um jogo chamado Geocaching, onde procuramos pequenas caixas escondidas com pequenos brindes, utilizando, para tal, um aparelho GPS e o carro de todos os dias… Mas, o que seria de nós, dos nossos pequenos e das brincadeiras que fazemos com eles, sem uma boa dose de fantasia e imaginação?...

quinta-feira, 15 de março de 2012

Once again, Otelo Saraiva de Carvalho!

A propósito destas declarações de Otelo, em que produz a enésima referência à necessidade de uma revolução em Portugal, apeteceu-me recuperar umas linhas que escrevi sobre a mesma personagem, há uns tempos atrás...

Um Oscar para Otelo? Não...

Sempre que vejo, ou ouço, o Otelo Saraiva de Carvalho não consigo deixar de me lembrar de um inquérito de rua, daqueles à porta de uma qualquer universidade, em que uma jovem, quando questionada sobre quem seria tal personagem, respondeu que deveria ser um "hotel de cinco estrelas"...

Otelo é, sempre foi um homem de contradições, de contra-sensos, quasi-esquizofrénico nas opções e na gestão da sua imagem pública. Militar de carreira, mas eterno aspirante a actor (quem não se lembra da sua inquietante participação num vídeo supostamente erótico com Julie Sargeant...)*. Efectivamente, ainda em Moçambique, Otelo experienciou, de forma entusiasta, as artes dramáticas no Liceu, num movimento artístico pouco apreciado pelas suas hostes paternas, que viam nessa deriva artística um perigo para os planos que existiam para o jovem Otelo... Que, poucos anos depois, enceta uma carreira militar, marcada pela conturbação e, mais tarde, pelo lugar central, com o nome de código Oscar**, na Revolução de Abril.

Inevitavelmente, e justamente, Otelo torna-se um dos símbolos da Revolução dos Cravos, iniciando um percurso errático e, porque não dizê-lo, duvidoso e questionável, contrariamente a outros, como por exemplo, o Capitão Salgueiro Maia.

Enquanto homem de contra-sensos, ávido de um certo protagonismo dramático (nos palcos da opinião pública, quiçá à falta de concretização noutros palcos...), Otelo*** abdica de ser protagonista em momentos em que o podia fazer, capitalizando o apoio popular existente, e avança, desajeitadamente, em alturas em que a prudência, a racionalidade e a lógica o desaconselhavam. De facto, há que assumir que Otelo é a figura central da estratégia no Quartel da Pontinha no dia 25 de Abril, mas também o homem do COPCON, uma das partes beligerantes (ou quase) do 25 de Novembro de 1975 e, porque não dizê-lo, das FP-25 de Abril (cuja referência à Revolução na designação, ainda hoje não é esquecida, nem perdoada, por muitos militares...).

As recentes declarações de Otelo sobre a "facilidade" com que poderia ser realizado um novo 25 de Abril, num misto de ameaça velada com desejo anacrónico de protagonismo, demonstram, na plenitude, a personalidade de Otelo Saraiva de Carvalho e a forma como, progressivamente, vai delapidando e desonrando o seu estatuto de personagem histórica. Ao ponto de proferir declarações (provocações a suplicar uma resposta que pudesse alimentar uma escalada pública simétrica?) que mereceriam uma atenção devida por algumas instâncias deste país... Mas, isto sou eu que acho...

Otelo insiste em não perceber que as revoluções, as mudanças, o futuro de um país não é um mero jogo de computador, em que podemos desligar a máquina, quais miúdos traquinas e pouco resistentes à frustração, quando as coisas não correm de feição, quando não atingimos aquilo que perspectivámos, reiniciando a missão ao sabor da nossa vontade e do controlo que temos sobre o jogo. Otelo insiste em perceber que o seu tempo já acabou e que as opções que tomou, que a personagem confusa e contraditória que criou para si mesmo perdeu o direito aos grandes palcos. E que se perdeu nas próprias contradições interiores e, quiçá, nas suas próprias frustrações mal resolvidas.

É que, porventura, e voltando ao início do post, Otelo quereria tudo menos, mais do que trinta anos depois do 25 de Abril, ser confundido com uma unidade hoteleira... Mas, e honrando a história e este episódio mais recente, há que sublinhar que os descontrolos da personagem que criou o condenam a pouco mais que isso.

O que lhe, nos vale é que a personagem está gasta, desacreditada e que há quem coloque as coisas em perspectiva, diminuindo os danos do rebelde (sem causa?). E aí, reconheça-se, a adequação das declarações e entrevistas de Vasco Lourenço, cruciais numa altura em que a mínima faísca pode desencadear consequências, pelo menos ao nível da opinião pública, imprevisíveis.

O que nos vale é que, nos dias de hoje, "Oscar" não mereceria muito mais que um Razzie...


* Não deixa de ser uma suprema ironia o facto de o seu nome corresponder (pelo menos foneticamente) ao nome de uma peça de William Shakespeare.

** Mais uma extraordinária coincidência... Otelo, o aspirante a figura dramática, com um nome de código de um prémio para os melhores actores cinematográficos.

** O que faria dele um excepcional "biografado". Um dia, um dia...

domingo, 11 de março de 2012

Terceira # 21

O "não" na parentalidade... Não... Nim... Sim?!

A propósito das minhas vidas aqui, no CIPP, escrevi este texto hoje, sobre questões parentais e sobre a influência do "não".

(...) No decurso da conversa, uma das questões que, como seria de prever, surgiu passou pela palavra que resulta da conjugação de três letras e um pequeno til, que, em conjunto, formam a palavra “não” e que, muitas vezes, assombra os pais e mães.

A este propósito, importa reforçar alguns pontos que, não sendo mandamentos infalíveis e imutáveis, são aspectos que poderão auxiliar a reflexão daqueles que nos lêem.

O não é uma palavra, uma ideia que, comummente, aflige os pais, confundindo o seu quotidiano e abalando as suas certezas. O medo que possa ser algo de traumatizante ou que possa funcionar como um elemento de afastamento dos filhos para com o pai, ou pais, que o proferem são temáticas referidas.

Importa reforçar que nenhuma abordagem parental fica completa sem o “não”, que deverá ser entendido com algo intrínseco à existência. Importa perceber que rigor é diferente de uma cega rigidez e autoritarismo imutável, esses sim potencialmente adversos.

Há que perceber que o “não”, na dose certa e contextualmente justificada, é uma óptima e necessária vacina contra a intolerância à frustração. Educar é uma maratona e não uma corrida de sessenta metros, pelo que os pais terão que conseguir educar para vida e não para o momento, definindo para consigo mesmos que o “não” deverá ser treinado, trabalhado, utilizado! 

Até porque, há que reflectir se os “nãos” não são uma estranha espécie em vias de extinção que, recorrentemente, se transfigura para uns constantes “nins” que, rapidamente, evoluem para “sins” ao sabor da aspereza do quotidiano e do bulício de um quotidiano (cada vez) mais agitado e stressante… Dá que pensar, não?

Aceitam-se encomendas, antes que esgote...

Vários tamanhos. Disponíveis para homem e mulher... :)

Aquisição obrigatória, depois do jogo de ontem.

Mais um lugar esquecido: Discoteca Jump

Mais um lugar esquecido, mais um lugar abandonado constante no fórum "Lugares Esquecidos". A Discoteca Jump, em São Mateus da Calheta, na Terceira, fez parte da movida terceirense durante vários anos, constituindo-se como um espaço de romaria nocturna. Após o seu fecho, penso que na década de 90, foi votada ao abandono, chegando ao estado que as fotos demonstram.







sábado, 10 de março de 2012

Não há como ter mais uma mãozinha para ajudar...

Acabei de ver a Académica a empatar com o Porto. Acabei de ver uma das exibições que mais me orgulhou da Académica nos últimos tempos. Equipa personalizada, guerreira, competente que vulgarizou uma equipa com um orçamento estratosférico, nos quarenta e cinco minutos da primeira parte. Bem sei que, neste ano, já ganhámos com três secos aos mesmos milionários de azul e branco, mas este era um jogo diferente, nomeadamente pela sequência de jogos das duas equipas.

Porto moralizado, qual ego inchado de narcisismo, cuja overdose de moral soçobrou nos calcanhares do empenho, humildade e capacidade coimbrã.

Leio no Público que, no lance que ditou o empate, "Pape Sow fez mão". Leio e irrito-me. Leio, irrito-me e relembro os manuais de anatomia que referem que as pessoas não podem destacar os braços do seu corpo. Leio, irrito-me e relembro noções básicas de motricidade que referem que para saltar há que movimentar os braços. Pape Sow não fez mão. A bola bate na mão de Pape Sow.


FC Porto 1-1 Academica por simaotvgolo12

Sim, corta uma eventual jogada de perigo. Mas há intencionalidade? Quem disser que sim é, no mínimo, desonesto. Ah... e será que o lance seria marcado na área contrária?... Fica a questão, bem como fica a revolta pela forma plástica como são definidos e decididos os lances de bola na mão nas áreas, pela sua mutação oportunista, nomeadamente em jogos que se prolongam, quase, até ao infinito, até ao limite da vergonha. Fica, também, a revolta pela forma como o melhor jogador em campo é castigado no epílogo do jogo. Sim, o melhor em campo não foi um milionário narcísico, mas um trabalhador incansável. Raios, não só estragam um jogo, como impedem mais uma daquelas metáforas que tornam a vivência do futebol tão extraordinária. Como se não bastasse...

O empate é mais do que justo, cada equipa vulgarizou a outra em cada uma das partes. Ouvir Vitor Pereira, no flash-interview, referir-se a questões de arbitragem é ridículo e delirante e constitui mais uma prova que o ego, ou os seus desequilíbrios, de tal "mister" nunca lhe permitirá aceder e manter grandes "cadeiras de sonho".

O jogo, pela emoção, imprevisibilidade, qualidade a espaços que patenteou, não merecia que o golpeassem desta maneira. O futebol pela sua beleza não merecia isto. Como é difícil gostar de futebol nestas alturas, como é irritante. Como é possível que não percebam que, como diria Jorge Jesus, o futebol é, mesmo, muità lindo.

Um boa banda sonora para...

... uma noite sem televisão.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Sobre o Dia da Mulher...

Sou só eu que sinto que a comemoração do Dia da Mulher é um profundo paradoxo e a negação, em si mesmo, do princípio da Igualdade de Género?...

segunda-feira, 5 de março de 2012

A trunfa do Nolito




Ao senhor ou senhora que, segundo as estatísticas aqui do tasco, veio aqui parar quando fazia uma busca com "como fazer o penteado do Nolito", deixo a garantia que não faço, nem espero algum dia saber, como é que se faz semelhante coisa. Cumprimentos.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Cuidado, Casimiro!

Uma das favoritas da pequena Mariana... Nunca tinha visto ninguém dançar a ouvir Sérgio Godinho como se tivesse tomado a mais poderosa das pastilhas de ecstasy.



Aparentemente...

... a Mariana já pode trabalhar no Ministério das Finanças deste nosso cantinho. Já consegue contar até "dezadez", "dezaonze", "dezadoze" e por ai adiante. Penso que é esse o único requisito para poder ser ministeriável.

O orgulho que nos preenche...

A minha mana é autora de um manual escolar de 7º ano. A minha mana é autora de um excelente manual escolar de 7º ano. A minha mana é autora do manual escolar de 7º ano líder de mercado neste ano lectivo de Língua Portuguesa*. A minha mana é do outro mundo. A minha mana continua a insistir em encher-me de orgulho, algo que muito me agrada e que faz tê-la, sempre, como um dos meus modelos. Ser mano da minha mana é fixe.


* Que, como se não bastasse, ainda tem fotografias psilipticas...

Borboletas no estômago...

Não... psilipe não está apaixonado por outra pessoa que não sejam as suas duas princesas que norteiam a sua existência, apesar de alguns tormentos que, por vezes, desmagnetizam as suas bússolas.

Tem uma ideia e um projecto em mente, que o está a entusiasmar, foi reforçado por isso por alguém que muito admira, e pode concretizar uma das coisas que sempre quis fazer. Daqui a uns meses espero ter novidades...