domingo, 11 de março de 2012

Mais um lugar esquecido: Discoteca Jump

Mais um lugar esquecido, mais um lugar abandonado constante no fórum "Lugares Esquecidos". A Discoteca Jump, em São Mateus da Calheta, na Terceira, fez parte da movida terceirense durante vários anos, constituindo-se como um espaço de romaria nocturna. Após o seu fecho, penso que na década de 90, foi votada ao abandono, chegando ao estado que as fotos demonstram.







10 comentários:

LC disse...

Muito boas noites passei nesta discoteca. É impressionante ver isto assim degradado.

Na altura, principalmente quando abriu (estive na festa de inauguração), era muito bem arranjadinha, com imensos empregados de bandeja e gravatinha a servir as pessoas na enorme esplanada, com mesas, etc.

Passados uns anos a esplanada já nem tinha cadeiras, mas apenas uns troncos de árvore para a malta se sentar..e empregrados só memso aoi balcão. Foi um declinar lento, mas constante, que acabou nisto, com um misterioso incêndio - segundo dizem.

É típico na terceira, mesmo restaurantes, começam muito bem, mas depois a necessidade e a visão curta, fazem com que se concentrem apenas em reduzir custos e não em manter um bom nível.

Enfim...bons tempos :)

psilipe disse...

LC, é bem verdade que uma das características dos espaços na Terceira é a forma como abdicam da sua identidade em nome da perspectiva de lucro mais fácil... Continuo a achar que esse é um caminho que torna tudo demasiado homogéneo e entediante. É pena. Quanto à Jump, já não é do meu tempo terceirense...

Anónimo disse...

A Jump foi provavelmente a melhor discoteca que a Terceira teve. O LC afirmou que a Jump fechou devido a um misterioso incêndio o que denota um profundo desconhecimento e uma autêntica barbaridade, não só pela afirmação em si mas mais grave ao insinuar que alguém lhe pegou fogo para receber dinheiro de algum seguro. Afirmações destas são calúnias e repetidas várias vezes passam por verdades. Basta ver as fotos como prova disso mesmo. À frente...
O ultimo dia de funcionamento da Jump foi a passagem de ano de 1999 para 2000.
Para os esquecidos a Jump fechou devido à doença da Nina que era a alma da discoteca.

Um bem haja a todos os que passaram momentos memoráveis na Jump!

Anónimo disse...

Este senhor LC nunca pisou o chão daquela casa, por isso não faz a mínima ideia da historia da JUMP.
É lamentável um comentário sem bases verídicas.
A Jump, morreu fisicamente como tantos outros espaços, (infelizmente) mas por outras razões, não por aquilo que afirma.
Morreu fisicamente, mas, VIVE na memoria de todos os que por lá passaram e deixaram o seu registo na historia daquela casa, que foi a NOSSA CASA.

Mariana Barcelos

psilipe disse...

Caríssimos, esclareço que a intenção de colocar as fotos advém do meu interesse pela fotografia em locais abandonados/esquecidos, não pretendendo levantar ou alimentar especulações. Tendo chegado à Terceira em 2005, desconheço aquilo que foi a Jump, apesar de muitas pessoas já me terem descrito aquilo que penso ter sido um espaço que faria muita falta à noite terceirense de hoje em dia. Aliás a curiosidade de saber mais sobre a Jump, na sequência das fotos, levou-me ao grupo do FBook sobre a mesma, onde consegui perceber mais algumas informações que, posteriormente, enriqueceram uma publicação que fiz num fórum sobre fotografia na Internet. Saudações.

Anónimo disse...

PS:
Não eram uns "troncos" quaisquer, mas sim uns "bancos" muitíssimo bem improvisados, derivado a falta de cuidado que alguns clientes tinham para com as cadeiras existentes e passaram a fazer de bancos estes ditos "troncos" que eram todos eles pintados à cor da casa. As mesas brancas de plástico passaram a mesas de ferro giríssimas e das "gravatas" passaram a usaram uns suspensórios que lhes ficavam a matar, com sweat shirts pretas. Com o passar da moda finalizaram com umas t-shirts com o logótipo da Jump. Sou uma dos felizardos que ganharam uma numa daquelas noites inesquecíveis.
"JUMP CONNOSCO E DIVIRTA-SE!" Era esse o lema daquela casa.

Mariana Barcelos

Duarte Gomes disse...

Como funcionário que teve a honra de trabalhar nesta discoteca (nesta sim e não nessa, pois como foi dito...ainda sobrevive), aliás, foi o meu primeiro trabalho na área da hotelaria e neste caso bar.Há laços que se criam sem pronunciar uma única palavra. E esses laços criaram-se, naturalmente, com as pessoas que lá iam. Era um grupo? Sim!Num meio pequeno como este (Terceira) toda a gente se conhecia e conhece. A "JUMP" era diferente... A "JUMP" é diferente. Mas como é apanágio nesta terra basta lançar um rumor por pessoas mal intencionadas (só pode) para que uma mentira passe a verdade. isso sim é ser mente pequena e visão curta. bem hajam as amizades que se criaram nesse lugar... E para voltar a ter a "JUMP" basta esse grupo juntar-se e dar um pouquinho (e não refiro valores monetários) de cada um. basta criar uma equipa com pessoal que lá trabalhava e crer. Afinal de contas crer e poder assim como querer é poder (tempo verbal)... ;)

Anónimo disse...

A melhor discoteca da ilha Terceira foi o Satyricon nos anos 80.

Bete

Anónimo disse...

A Jump também teve bons momentos, nos primeiros anos, mas infelizmente não foi possível perpetuá-los porque não se fazia selecção de clientes. A qualidade foi diminuindo, as bebedeiras e pancadaria eram constantes e o mesmo se pode dizer do Satiricon. Depois de o 1º proprietário, o Luís Braz, vender o Satiricon a discoteca perdeu toda a qualidade a passos largos vindo a acabar num incêndio, esse sim, provocado. Para não falar no mau ambiente que os forcados faziam quando bebiam demais...
Outros tempos.

Bete

psilipe disse...

Cara Bete, o Satiricon já não estava em funcionamento quando cheguei à Terceira. No momento, a Terceira é um deserto na noite, pelo que espaços como os que se falam por aqui fariam muita, muita falta para colocar maior diversidade e interesse numa noite homogénea e fraca, apesar de, no entanto, muitos espaços singulares durarem muito pouco tempo. É pena. Cumprimentos.