domingo, 11 de março de 2012

O "não" na parentalidade... Não... Nim... Sim?!

A propósito das minhas vidas aqui, no CIPP, escrevi este texto hoje, sobre questões parentais e sobre a influência do "não".

(...) No decurso da conversa, uma das questões que, como seria de prever, surgiu passou pela palavra que resulta da conjugação de três letras e um pequeno til, que, em conjunto, formam a palavra “não” e que, muitas vezes, assombra os pais e mães.

A este propósito, importa reforçar alguns pontos que, não sendo mandamentos infalíveis e imutáveis, são aspectos que poderão auxiliar a reflexão daqueles que nos lêem.

O não é uma palavra, uma ideia que, comummente, aflige os pais, confundindo o seu quotidiano e abalando as suas certezas. O medo que possa ser algo de traumatizante ou que possa funcionar como um elemento de afastamento dos filhos para com o pai, ou pais, que o proferem são temáticas referidas.

Importa reforçar que nenhuma abordagem parental fica completa sem o “não”, que deverá ser entendido com algo intrínseco à existência. Importa perceber que rigor é diferente de uma cega rigidez e autoritarismo imutável, esses sim potencialmente adversos.

Há que perceber que o “não”, na dose certa e contextualmente justificada, é uma óptima e necessária vacina contra a intolerância à frustração. Educar é uma maratona e não uma corrida de sessenta metros, pelo que os pais terão que conseguir educar para vida e não para o momento, definindo para consigo mesmos que o “não” deverá ser treinado, trabalhado, utilizado! 

Até porque, há que reflectir se os “nãos” não são uma estranha espécie em vias de extinção que, recorrentemente, se transfigura para uns constantes “nins” que, rapidamente, evoluem para “sins” ao sabor da aspereza do quotidiano e do bulício de um quotidiano (cada vez) mais agitado e stressante… Dá que pensar, não?

Sem comentários: