quinta-feira, 31 de maio de 2012

Usurpação de funções?!

Começa a incomodar-me um pouco que possa acabar na prisão se, um destes dias, me auto-intitular como padre e celebrar missas e baptismos (fico-me por aqui, não incluindo a parte da pedofilia), mas que, por outro lado, um padre se possa arrogar do estatuto de psicólogo, seja ufanado como tal pela sociedade, realizando umas quaisquer terapias que, porventura, inventou, sem que ninguém se questione sobre as suas habilitações para tal e sobre a perigosidade/perversidade de tais aventuras narcísicas...

Mas, por outro lado, e pensando por outro prisma, há tantas classes que se arrogam do estatuto de psicólogos populares... porque raio não poderia um padre fazer parte de um clube que inclui taxistas, barbeiros, manicures, strippers. Graças a Deus.

2 comentários:

Rafeira disse...

Para além de usurpar funções, ainda incita descaradamente à pedofilia e discrimina homossexuais... É o máximo!!!! Mas shiu!!!!! Quem acha isso estranho tem um qualquer "defeito de personalidade", normalmente partilhado por todo o pessoal de esquerda...

psilipe disse...

R.: dizia um professor de meu de Ciências Sociais que um dos problemas das Ciências Sociais e Humanas é que toda a gente é pessoa, e todas as pessoas estão integradas num qualquer sociedade. Face a tal, quase todas pessoas se entendem como especialistas humanos e sociais. Entendem, no fundo, que a vida lhes deu um qualquer mestrado por RVC em Psicologia e Sociologia. Dentro desta imensa categoria, acrescento eu, os mais perigosos são aqueles que, possuindo traços narcísicos e um papel diferenciado, se arrogam do estatuto de entidades magnânimes, acima de crítica, acima de suspeita e que, por conseguinte, podem debitar o que quiserem, achando-se imunes a críticas. Pena é que não percebem que conseguem tal feito, muito por estarem integrados num contexto pequeno, necessariamente limitado, em que alguns papéis são conservadora e submissamente respeitados... Poderá ser esta questão corporativista? Penso que não... é apenas uma demonstração de narcisismo, desfaçatez e complacência social parola perante algo grave e perverso, desde o conteúdo, às virgens ofendidas que se manifestaram, ao narcisismo atroz e à gravidade dos disparates que se escrevem. A Psicologia, felizmente, sobrevive a estes ataques de supostos mestres... mesmo quando os seus estranhos ensinamentos entram pelos consultórios dos profissionais na boca daqueles que buscaram algo, no seu desespero, na sua boa fé, no aconselhamento mágico do(s) Psicólogo(s) da Vida... Mas, dessa parte, dos conselhos debitados como verdades absolutas, da suposta mestria do mestre que se auto-engrandece a orientar vidas, da influência e imposição de modelos e visões pessoais pacóvias, ninguém parece falar. A sociedade açoriana gosta dos seus heróis... gosta dos seus pequenos Papas. É pena.