segunda-feira, 16 de julho de 2012

Comparar o incomparável? Big mistake...

E lá voltamos a um assunto, infelizmente, recorrente. Face às provocações reles que vão sendo feitas por muitos adeptos do Guimarães em diversos espaços da blogosfera, e que em tempos idos chegaram ao GV, importa esclarecer algumas coisas...

Diria que entrar em comparações entre a Académica e o Guimarães é um raciocínio inútil, uma vez que há coisas que, por muito que se enviese a realidade e a realidade histórica, são incomparáveis.

Comparar a Académica com o Guimarães é comparar uma Instituição com um clube do jogo da bola.

É comparar uma senhora com um adolescente delinquente, borbulhento em plena crise de identidade.

É comparar a História de Portugal com histórias da carochinha.

É comparar valores fundamentais com uma simples quantificação do número de pessoas numa ou outra época.

É comparar a final da Taça de 1969 com a final da Taça de 2011 (em que assistimos à maior vergonha colectiva de um clube que já presenciei com a debandada e insultos ao próprio clube).

É comparar Manuel António, Artur Jorge, Vitor Campos, Maló ou Rocha com Makukula e N’Dinga.

É comparar uma vetusta Universidade com um incompetente Notário onde se aldrabam carimbos e documentos.

É comparar um País, e uma diáspora nacional, a uma cidade.

É comparar a Língua Portuguesa com um estranho dialecto.

É comparar a singularidade de quem é reconhecido pelos seus valores, significado e carácter único com alguém que se procura afirmar na oposição a tudo e a todos, qual adolescente em crise de identidade.

É comparar o sítio onde se nasce (que não se escolhe) ao sítio onde decidimos repousar eternamente (que se escolhe, por vezes, muito antes do leito da morte).

Tenho dito...

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