sexta-feira, 20 de julho de 2012

Os sanatórios do Caramulo nos dias de hoje...

Entrada da Estância Sanatorial do Caramulo


Sanatório Monteiro de Carvalho




Sanatório do Sameiro


Sanatório Central





Sanatório Bela Vista



Grande Sanatório (Sanatório Jerónimo Lacerda, inicialmente conhecido por Grande Hotel do Caramulo)



Pavilhão de Cirurgia



Sanatório Salazar


Sanatório Pedras Soltas


Sanatório Lusitano


Sanatório da Serra



Sanatório Santa Maria



Casa de Saúde do Parque


Sanatório Infantil


Além destes, há a registar a existência dos seguintes sanatórios (segundo www.paulocoelho.pt):

- Sanatório da Boa Esperança, que penso estar convertido num lar para idosos;
- Sanatório Palma;
- Casa de Santo António;
- Casa de Saúde da Nossa Senhora da Conceição;
- Sanatório da Montanha, que penso ter sido demolido;
- Sanatório Senhora da Saúde;
- Enfermaria Abrigo.

Interessante é, igualmente, observar a casa onde António Oliveira Salazar, apaniguado do fundador da Estância Jerónimo de Lacerda (e cuja relação de amizade é descrita num dos últimos números da Sábado), residia quando se deslocava, com frequência, ao Caramulo.


8 comentários:

Helford disse...

Excelente trabalho fotográfico! Ilustra muito daquilo que eu lhe disse num comentário meu já há algum tempo!
O que é pena é todo aquele estado de abandono, que mais parece ser uma condenação, a longo prazo, para se efectuarem novas demolições.
Com os tempos de crise que vivemos, não se augura grande futuro para aquelas preciosas memórias do passado...
O próximo passo, caso fosse possível, seria conseguir imagens dos interiores! Mas reconheço que seria um verdadeiro ato heróico, olhando para aquela degradação toda!
Creio que, obtendo a devida autorização, se conseguirá, pelo menos fotografar alguma coisa do interior do Sanatório Jerónimo de Lacerda ou "Grande Sanatório". Penso que se for ao Museu do Caramulo, conseguirá algo nesse sentido.
Se conseguir alguma coisa nesse sentido, leve uma boa máquina fotográfica com flash. As pequeninas de bolso não são as mais adequadas.
Um sanatório abandonado não se compara a um simples palacete abandonado, muito menos a uma fábrica! Carrega, dentro das suas silenciosas paredes, um sem número de memórias de dramas humanos, que ninguém conseguirá nunca perceber, por mais imaginação que tenha! É esse infindável enigma que torna estes espaços tão fascinantes! Lá dentro, cada sombra, cada mancha de humidade nas paredes, mesmo o vento que por ali ecoa, parecem ser vislumbres de outras dimensões...

psilipe disse...

Caro Helford, mais uma vez, as boas vindas à minha sala de estar na Internet. Leio as suas palavras e revejo muitas das ideias que me assaltam quando visito, e recordo as visitas, realizadas ao Caramulo. Assusta-me, incomoda-me, como já referi em vários posts sobre o assunto, que um património (histórico, médico, humano,...) tão vasto e relevante seja votado ao abandono e à lenta e devastadora destruição. Já tive hipótese de visitar o interior de vários sanatórios, nem sempre com o equipamento fotográfico de maior qualidade. Pretendo visitar o interior do Grande Sanatório em breve. o interior dos outros que visitei impressiona, à cabeça o Infantil e o Pavilhão de Cirurgia. Como refere, há, mesmo, várias dimensões no Caramulo. Pouco estudadas, pouco faladas, pouco descritas, num estranho processo de erosão histórica que ninguém parece querer parar... Um abraço, caro Helford.

Anónimo disse...

Estou seriamente sensibilizado da maneira como os cavalheiros falam e vêm as "maravilhas" que fizeram a minha terra outrora ser grande. Vejo também que falam com profundo conhecimento e sentimento do que era um sanatório em funcionamento. É bom de salientar também que para além dos ditos sofrimentos lá vividos (normal para um hospital de cura essencialmente da tuberculose)a quantidade de empregos,médicos,emfermeiro(a)s,auxiliares,cozinheiros,etc,etc... Isto diretamente com cada uma destas unidades.Depois tudo o k fazia girar a sua volta,serviços públicos,Eletricistas,águas,jardinagens ,visitas dos familiares aos utentes,enfim... Gentes que ganharam ali as suas vidas comprando as suas casas,fazendo as suas famílias e uma data de coisas boas sem fim. Tudo isto fez deste Caramulo uma terra grande,dinamica,mto á frente a nìvel das infra-estruturas do nosso país.Inigualável. Bem hajam pelo sentimento das vossas palavras.Abraço. Sou: Jorge Santos

psilipe disse...

Caro Jorge Santos,
Antes de mais, agradeço o seu comentário. Há, realmente, um imenso património no Caramulo, quer ao nível do edificado, quer ao nível humano. Pessoalmente, e desde que contactei com o Caramulo há uns dois anos, que me inquieta o decair das paredes e, fundamentalmente, das memórias. Há pouca coisa escrita sobre o Caramulo, sobre a sua história, sobre a sua ascensão e decadência. Honra seja feita ao livro do médico António Veloso, que o meu amigo deverá conhecer. Urge recuperar memórias, vencer a luta contra o avanço inexorável do tempo e honrar a história do Caramulo, da sua Estância Sanatorial e do papel singular que teve em várias décadas no contexto de uma nação. A mim, que não sou do Caramulo, dói ver o estado dos Sanatórios, principalmente daqueles que são propriedade do Estado Português (por exemplo, o Sanatório Antonio Tapia, vulgo Sanatório Infantil). E haveria tanto, tanto para contar… Os pontos que o Sr. Jorge levanta contribuem para esta minha leitura! Como foi possível montar uma cidade, uma verdadeira cidade no meio dos montes do Caramulo nas décadas de 10, 20, 30 ou 40? Apesar de indissociável do contexto sócio-político vigente, a ascensão do Caramulo merecia um estudo apurado…
Aceite os meus cumprimentos,

Filipe Fernandes

Anónimo disse...

Estou de acordo com tudo o que escreveram mas simplesmente esqueceram um nome que foi fundamental para o desenvolvimento da estância ABEL LACERDA obrigado

psilipe disse...

Caríssimo, a ideia destes escritos não é, de todo, traçar a história do Caramulo... Se fosse, haveria um lugar de destaque para Jerónimo, João e Abel Lacerda. Destaque para os dois irmãos, que tiveram a difícil tarefa de antecipar e gerir o declínio da Estância Sanatorial, conseguindo, por exemplo, a fundação do Museu que, ainda hoje, coloca o Caramulo "no mapa". E ainda bem... Cumprimentos, Filipe Fernandes

eduardo disse...

Viva. Para os que não sabem qual é a situação atual dos edifícios nos seu interior, convido a verem algumas fotografias que fiz neste Verão. Cumprimentos
https://www.facebook.com/media/set/?set=a.227479444086019.1073741837.204616359705661&type=1

psilipe disse...

Caro Eduardo, obrigado pelo link.

Neste blogue pode encontrar o resultado de algumas visitas que fiz ao interior de vários sanatórios, fazendo uma busca com a palavra "Caramulo".

Cumprimentos.