quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Quanto mais me bates...

... menos gosto de mim.

Assim, sim, devia ser dito o provérbio, quando aplicado às relações disfuncionais.

Continua a ser um mistério...

... como é que algumas pessoas não ficam encadeadas com o brilho que emana do lustro do seu próprio ego. E, por consequência, como é que, enredados nos seus confortáveis enviesamentos, não discriminam a subtil diferença entre a corajosa e assertiva frontalidade e a rude arrogância e o fácil relativismo moral.


terça-feira, 28 de agosto de 2012

Sobe, sobe...

... Mariana sobe.


O Panenka não engana...

Há coisas que se se tem...



Ou não se tem...

 

Parece-me simples.

Os reflexos da inconsistência...

É constrangedora a forma como os pais não percebem que a vivência de uma parentalidade marcada pela inconsistência e pela falta de comunicação entre os progenitores, leva a que os miúdos se sintam  enclausurados numa barraca dos espelhos, daquelas que existiam nas feiras populares do antigamente... olham em volta e falta definição, estabilidade e alento para a tranquilização... olham em volta, na esperança que os reflexos que encontram lhes confiram uma doce insegurança e confrontam-se com mutações demasiado rápidas que impedem que se respire fundo. É uma pena.

sábado, 25 de agosto de 2012

Mariana: update Agosto '12


Back to Sesame Street...

A Rua Sésamo tinha alguns segmentos em que se pretendia que os petizes reforçassem competências, nomeadamente aquelas relacionadas com a categorização. Era recorrente ouvir "o que é que não pertence aqui? A maçã, a banana, o pêssego, a ameixa ou o autocarro?"...

Na foto abaixo, o GV transporta-vos a um raciocínio semelhante, mas, desta vez, utilizando a orla costeira de Angra do Heroísmo... Olhando para a foto (que resulta de uma montagem a martelo de três fotos), o que é que não pertence aqui?!*




* E que estraga a vista mais nobre de Angra, aquela que se obtém quando se está no mar...

E a música que a Mariana prefere no carro é...

O.M.E.M. dos Ornatos Violeta ou, na versão de Mariana "a música da mão do Manel Cruz*", à qual foi atribuído o título de "essa música é minha", expressão com que a Mariana brinda os sons que lhe agradam.

Miúda de bom gosto.



* Achou-se que as palavras Ornatos Violeta seriam estranhas para alguém com dois anitos, pelo que se simplificou, o que levou a que a Mariana entenda que o Manel Cruz que canta é o mesmo Manel que perde uma bola numa cantilena infantil... Portanto, se virem o Manel Cruz a correr atrás de um cão com uma bola na boca, tudo fará sentido.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Passos, Relvas e os Jogos Paralímpicos - II

Na recepção aos atletas que irão participar nos Jogos Paralímpicos, Passos Coelho fez-se acompanhar de Miguel Relvas, enquanto discorria sobre, e passo a citar, "esforço", "espírito de sacríficio" e "empenho".

Fazê-lo a atletas que possuem graus severos de limitações e que possuem vários meses de parcos subsídios em atraso do Estado Português, revela que, se a humanidade e respeito pelo próximo fossem modalidades paralímpicas, Passos Coelho e Relvas poderiam participar nos Jogos.

Passos, Relvas e os Jogos Paralímpicos - I

Na recepção aos atletas que irão participar nos Jogos Paralímpicos, Passos Coelho fez-se acompanhar de Miguel Relvas, enquanto discorria sobre, e passo a citar, "esforço", "espírito de sacríficio" e "empenho".

Se o bom senso e a inteligência política fossem modalidades paralímpicas, Passos Coelho poderia, perfeitamente, participar.

Catarse(s)

A patroa costuma dizer que psilipe tem uma estranha incapacidade em lidar com coisas simples, confundindo-se com aquilo que é linear. Costuma ter uma saudável dificuldade com a forma como psilipe tende a perverter a linearidade da simplicidade... costuma fazer uma extraordinária expressão de incompreensão, acompanhada do seu doce sorrido inquieto, quando psilipe não consegue abrir um saco de plástico no hipermercado, quando psilipe parece confundir a utilização de alguns utensílios domésticos com o cubo de Rubik ou quando a incomensurável tendência de psilipe para o modo multi-tarefa mental o impede de aceitar o mais básico dos conteúdos. E, como quase sempre, está coberta de razão*... 

Felizmente, e sem que psilipe perceba bem porquê**, continua, pr'aí desde os 16 anos, a ser simples na forma como concretiza as suas pequenas catarses. O álbum "Só" do Jorge Palma continua a ter um efeito de catarse quase instantâneo, desde que as músicas sejam entoadas ao mesmo tempo por este vosso criado.

Um pouco à semelhança dos elecrochoques na Psiquiatria, em que ninguém percebia qual era o mecanismo concreto que os tornava úteis, psilipe continua a procurar as suas pequenas catarses neste álbum deste senhor, apesar de hoje a sua admiração musical adolescente estar bem apagada e, felizmente, ter outros horizontes musicais.

Mas que a simplicidade deste álbum continua a ser catártica... isso é, simplesmente, verdade.


* Aliás, reconheça-se, que a sua perspicácia, acuidade nas interpretações e olho clínico, num apuramento constante, já lhe deviam ter valido uma equivalência, pelo menos, ao primeiro ciclo de Bolonha nessa coisa das Ciências Psicológicas.

** O que, como deverão calcular, lhe faz aquilo que se chama "espéce"...

A alquimia da alma numa imagem...

Aceitar, empatizar, compreender, perceber, enquadrar, intervir, encaixar, estudar, reenquadrar, analisar, surpreender, inovar, arriscar, (desligar).

E começar novamente amanhã.


quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Um texto psilíptico

Artigo deste vosso criado que será publicado na Revista de Setembro do Sindicato dos Professores da Região Açores...


Perfeccionismo ou como jogar às escondidas sozinho…              

Nesta edição da revista do Sindicato de Professores da Região Açores, o Centro de Intervenção Psicológica e Pedagógica de Angra do Heroísmo procura ajudá-lo a reflectir sobre mais uma temática relacionada com a Psicologia e que em muito se relaciona com o estilo de personalidade de cada um, com a forma como exerce a sua actividade profissional e com a forma como se relaciona com os demais, sejam estes alunos, sejam estes quaisquer outras pessoas. Procuraremos reflectir sobre perfeccionismo… Iniciamos este breve artigo com um pedido de realização de um esforço de imaginação. Imagine um jogo de escondidas, aquele que consta no arsenal de brincadeiras de qualquer petiz digno de ser designado como tal. Imagine, agora, alguém a jogá-lo completamente sozinho, escondendo o olhar enquanto conta até um total imaginário, determinado por si mesmo. Imagine a forma como, após chegar ao número por si idealizado, se esforçaria por encontrar os restantes companheiros de brincadeira nos seus super-esconderijos, porventura imperceptíveis aos olhos mais atentos. Imagine a frustração, a irritação, o sentimento de impotência sentido, enquanto aumentava os seus níveis de esforço na busca dos companheiros de brincadeira, ávido da procura inglória de uma solução para o jogo. Ávido de um epílogo lógico para o seu esforço de conclusão, para a sua necessidade de “fechar o círculo”, de concretizar uma necessária previsibilidade num cenário potencialmente incompleto e caótico que se afigura como cada vez mais provável e ameaçador. Se conseguiu realizar o esforço de imaginação que lhe pedimos, terá pensado em perfeccionismo e na forma como tal estratégia se pode constituir como potencialmente adversa a uma positiva ultrapassagem dos obstáculos como nos confrontamos no quotidiano… Estranho, não? Tal como a criança que procura algo que não está lá, uma vez que não existem companheiros de brincadeira, entrando, sem dar por isso, num jogo condenado à partida, o perfeccionista condena a sua satisfação e realização na perseguição obstinada de um padrão de desempenho que não admite nada menos que a perfeição, nada menos que a ausência de toda e qualquer imperfeição ou aspecto menos positivo, procurando, no fundo, algo que não existe (até porque o seu “radar” para a imperfeição é extraordinariamente sensível…). O perfeccionismo é um conceito multidimensional, que se relaciona com vários aspectos do funcionamento do ser humano e que implica a existência de padrões de funcionamento e de exigência que vão além da razão e que são, por conseguinte, inalcançáveis por qualquer pessoa, fosse quem fosse. Os perfeccionistas buscam compulsivamente, inquestionavelmente objectivos impossíveis, ancorando o seu sentimento de valor pessoal em função dos seus níveis de desempenho, gerindo o seu quotidiano de uma forma marcada pela pressão, por um padrão constante de crítica e por uma constante e invasiva insatisfação que, paradoxalmente, acaba por se constituir como um obstáculo bem complicado. É que, tal como a criança das escondidas, jogam, de forma automática, um jogo que não podem, mesmo, vencer, sem perceberem que podem enveredar por uma linha diferente de brincadeiras, mesmo que não estejam habituados a tal, mesmo que temam não conseguir controlar a nova realidade com que se poderão confrontar. E o leitor, tem por hábito jogar às escondidas sozinho?...
O Centro de Intervenção Psicológica e Pedagógica está localizado na Rua do Galo, 83, em Angra do Heroísmo, podendo ser contactado pelos contactos 918179638 ou 966039216. Encontre-nos, igualmente, no nosso site www.cipp-terceira.com ou no Facebook em www.facebook.com/CIPP.Terceira. Esperamos as suas sugestões, opiniões ou achegas para o correiodoleitor@cipp-terceira.com.

Ser...

... alquimista da alma, levando tal trabalho a sério, é difícil.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

O dilema de muitos

"I walk on concrete, I walk on sand, but I can´t find a safe place to stand".

PJ Harvey

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Os estádios do Euro 2004

Muito se critica a forma como alguns dos estádios construídos para o Euro 2004 se encontram ao abandono, demasiadamente vazios. Hoje provou-se como essas críticas são injustas. Neste vídeo, vemos o estádio de Aveiro cheio que nem um ovo com gritos de amor à Académica...


Beira Mar 3-3 Academica por simaotvgolo12

sábado, 18 de agosto de 2012

Um sonho de tempos idos...


Um sonho dos tempos de hoje...


Gordon está a caminho de minha casa...

Pelo sim, pelo não, vou-me abastecer de limões, gelo e alguns litros de água tónica. E colocar vários baldes na varanda...


O fim da silly season 2.0

E, pronto, lá vão mais alguns sugerir uma suposta adoração inconfessada da minha pessoa pelo Benfas... Mas, em nome da lógica, terei que voltar à contagem da silly season futebolística, em versão 2.0, que iniciei aqui.

Após três meses, foi possível identificar um total de 93 almas apontadas ao Benfica, num ano em que o mercado esteve mais calmo do que habitual... Provou-se a teoria de que o defeso é, mesmo, uma autêntica silly season onde os disparates e especulações ganham por KO à lógica, racionalidade e ao próprio desporto.

Nestes três meses foram apontados ao Benfica, as seguintes almas:

Caballero, Ola John, Éder Luís, Kardec, Salvio, Yannick Augemon, Fábio Silva, Derlis Gonzalez, Rojo, Ederson, Hugo Vieira, Simão, Fidel, Elia, Enzo Pérez, Djaniny, Funes Mori, Melgarejo, Oblak, Miguel Rosa, Ismael Yartey, Ansaldi, Siqueira, Roberto Rosales, Luisinho, Michel, Roderick, Abdoulaye, Fagner, De Jong, Ludovic, Paulo Machado, Franco Jara, Matias Rodriguez, Jose Angel, Salvador Agra, Rafael Porcellis, Taiwo, Ricardo Quaresma, Miguel, Alvaro Morata, Victor Lindelof, Daniel Wass, Van der Wiel, Joselu, Abouzarouk, Leo Kanu, Dramé, Álvaro Vasquez, Nicklas Bendtner, Jesé Rodriguez, Kardec, Sidnei, Villaraga, Savic, Eliseu, Barrientos, Jurado, Jonathan Silva, Manuel Fernandes, Alfredo Botía, Carlos Martins, Magallan, Vilà, João Faria, Duarte, Cornejo, Eridson, Díaz, ANdré ANdré, Ramadam, Milo, Cornejo, Tomecak, Correa, Ziegler, Cissokho, Dybala, Burdisso, Viola, Cancelo, Cáceres, Leroy Fer, Douglas, Nélson, Traoré, Colman, Matias Fernandez, Pocognoli, Adrien Silva, Ascues, Filipe Oliveira, Candé, ...

Destas 93, 82 almas não têm a mínima ligação ao plantel principal da equipa principal do Benfica.

Wellcome to the land of non sense.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

É oficial... - II

Depois de os limites da negação terem sido atingidos aqui, com a constatação do linguajar terceirense da Mariana, eis senão quando sou confrontado com a seguinte frase, enquanto estávamos num repasto em casa de uma amiga, nas festas da sua freguesia, depois de se ter ouvido o som do rebentar de um foguete...

"Mãe, mãe... rápido! Vamos ver o touro!..."

O que fazer?! O que fazer?!

PS: provavelmente, post unicamente ao alcance do povo terceirense. Explicações serão dadas, desde que pedidas...

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Uma sina.

"A contas com bem que tu me fazes
A contas com o mal por que passei
Com tantas guerras que travei
Já não sei fazer as pazes."

É oficial...

 Os limites da negação de psilipe foram atingidos e há que constatar esta realidade:  a Mariana tem sotaque terceirense.

Um Berto Messias na minha caixa do correio?!

Hoje recebi, na caixa do correio, um álbum de fotografias do Berto Messias, com uma fotografia de um seu amigo (Vasco Cordeiro) na contracapa.

Deve ter sido um extravio postal, concerteza.

Devolvo o referido álbum, sem problema, a quem provar que lhe pertence.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

O orgasmo de Pavlov ou a aproximação das Regionais nos Açores

Um tsunami de saliva é o que se aguarda nos Açores. As suas proporções deverão ser históricas e imprevisíveis, devendo acontecer algures até Outubro deste ano.

Será inevitável dada a quantidade incomensurável de reflexos pavlovianos que a aproximação das Eleições Regionais tem provocado nos mais diversos quadrantes da sociedade açoriana.

Ler um jornal ou frequentar uma rede social só me faz ter vontade de fugir, com a patroa e miúda, para o topo da Serra de Santa Bárbara, antes que a saliva se acumule.

Que cambada de acéfalos.

Pavlov teria um orgasmo com tamanha sequência de reflexos condicionados.

O precipício...

O dilema entre assistir passivamente à caminhada consciente, desejada e sorridente de alguém que gostamos para o precipício e fazer qualquer coisa, por muito desajeitada que seja, para tentar impedi-la é por demais corrosivo.

Todos nós devemos ter o direito de nos espetarmos contra uma qualquer parede... E quem está de fora, quando gosta mesmo, tem a obrigação de impedir ou de respeitar a nossa autofágica opção?

domingo, 5 de agosto de 2012

psilipe, é habitual ficares sem palavras?

Não... mas, por vezes, acaba por acontecer.


psilipe, o que achas desta fotografia?

psilipe: "                                                            ".

psilipe, é possível morrer de overdose de Jogos Olímpicos?

Não. Continuo vivo.

Os sapatos dos Descobrimentos ou como é difícil mudar…


Qualquer um de vós já teve, com certeza, uns sapatos que usou demasiado tempo, para além daquilo que deveria acontecer. Apesar de se encontrarem adaptados às características dos seus pés, começaram a apresentar algumas mazelas, que já não eram passíveis de disfarçar nem com empenho, nem com a utilização estratégica de graxa ou de um qualquer verniz. Mesmo que adaptados ao formato dos pés, já deixavam entrar um pouco de água, nos dias invernosos ou nas alturas em que não evitou poças de água que foi encontrando no percurso. Mesmo que fizesse um esforço por não valorizar, a sua utilização recorrente já lhe valia alguns comentários reprovadores por parte dos mais próximos, alertando-o, com bondade e interesse, para a inadequação da opção de privilegiar o hábito e a rotina, em prejuízo de uma opção diferente, mais funcional e profícua. Pode parecer que estamos, unicamente, a falar de sapatos, mas estamos a reflectir sobre a nossa tendência para o conformismo, para privilegiar aquilo que é confortável (rotineiro, habitual e menos desafiador) em detrimento daquilo que pode ser melhor. Estamos a reflectir sobre a tendência que temos para confundir coisas confortáveis com coisas boas. Os sapatos velhos são confortáveis, não são bons, principalmente quando os usamos sempre, em qualquer circunstância. Podemos adquirir um nível diferente de conforto com outros, mesmo que para tal tenhamos de arriscar, de nos adaptar, de, no fundo, mudar. Mesmo que tenhamos de abdicar da rigidez dos nossos padrões, como pontos cardeais de orientação interior, arriscando mudar a forma como lidamos com o mundo exterior, com as pessoas que nos rodeiam e, principalmente, o modo como olhamos para nós e como orientamos o nosso diálogo interno. E se é certo que os nossos padrões acabam por ser tendências automáticas de funcionamento, autênticas armadilhas do conforto, é também certo que, mesmo sendo difícil e percepcionado como arriscado, não são imutáveis, nem eternos. É, assim, verdade que os nossos padrões podem ser alvo de um feliz upgrade, passando a autênticos Padrões dos Descobrimentos, cujo contributo para maiores índices de felicidade e bem-estar é claro. A psicoterapia surge como uma forma de facilitar estes Descobrimentos e de estimular o processo de mudança. E vocês têm mudado de sapatos ultimamente?