segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Um diálogo com a Mariana a ver o Programa do Aleixo

Mariana: pai, diz outra vez como se chamam os amigos do Aleixo*?
psilipe: Então... é o Homem do Bussaco, o Busto, o Primo do Busto, o Seu Jaca, o Nelso, o Ribeiro e o Aires.
Mariana: Papá... esqueceste-te do Renato! Falta o Renato!

Ou estou a criar um pequeno monstro ou um ser com um sentido de humor porreiro. Claro que é a segunda.


* A forma como a Mariana acha engraçadas as personagens do Programa do Aleixo, na SIC Radical, tem tido um efeito catártico na sua progenitora que, num estranho movimento, já me permite imitar as vozes das personagens... Boa, Mariana!

domingo, 18 de novembro de 2012

Existe caminho para sair do caos?

Claro. Às vezes, basta parar e perceber que a solução está onde sempre esteve. Ali.


Primeira missão parental cumprida!

psilipe (enquanto acompanha um importantíssimo Académica-Penalva do Castelo): "Mariana, quem são os melhores?"

Princesa Mariana: "Os pretos... a Académica..."

psilipe (em pensamento): "Primeira missão parental, check!"

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Quem tem medo...


A propósito das minhas vidas no CIPP, o meu humilde negócio, escrevi um texto sobre os medos infantis, a que chamei "Quem tem medo..."

O saber popular ensina-nos que a solução para o medo é a adopção de um animal doméstico da espécie Canis Lupus Familiaris, ou seja, um simpático canídeo. Sabemos todos, e principalmente muitas crianças e pais, que muitos medos infantis não são resolúveis pelo aumento da família com um amigo peludo.

Os medos infantis são um desafio pela forma como alteram a dinâmica de funcionamento das crianças e das famílias, constituindo-se como um desafio pela dificuldade na sua ultrapassagem, pelo seu carácter enigmático e pelo sofrimento que causam. Segundo vários autores, os medos nas crianças e adolescentes podem ser divididos em medos normais (ou medos desenvolvimentais) e em medos patológicos ou fóbicos. Os primeiros, desde que não interfiram de forma significativa com a dinâmica individual e familiar, não são considerados patológicos porque só são activados na presença de estímulos perigosos e tendem a desaparecer com a ausência ou afastamento dos mesmos. Estes medos normais no desenvolvimento infantil tendem a ser universais e transculturais e são respostas adaptativas a ameaças reais à sobrevivência humana. Apesar de normais e expectáveis são um desafio terapêutico quando adquirem um carácter invasivo, provocando um sofrimento constante, um conjunto de evitamentos relevantes aparentemente inexplicáveis e uma alteração significativa no quotidiano individual e familiar.

Os medos patológicos (aqueles que são aprendidos e que surgem, por exemplo, após a existência de uma experiência negativa e ameaçadora) constituem-se, por outro lado, como alvos da atenção clínica com uma apreciável regularidade, dada a forma como são responsáveis por elevados níveis de sofrimento individual e familiar e pela forma como alteram, por vezes de forma dramática, o fluir do quotidiano, podendo, inclusivamente, comprometer o desempenho escolar, a prática de actividades extra-curriculares, o próprio clima relacional da família ou o processo de construção de autonomia das crianças e adolescentes.

A psicoterapia infantil, alicerçada em modelos de compreensão e intervenção na ansiedade, constitui um recurso comprovadamente útil para a resolução das dificuldades levantadas pelo agravamento dos medos infantis e para a construção conjunta (entre técnico, criança e família) de respostas mais funcionais ao medo.

Hoje deu-me para ter saudades da Faculdade (e das Riquezas)...

psilipe é assim... um coração mole. Basta uma conversa numa rede social e pumba. Um frenesim de saudades desta gente... boa gente, diga-se.



PS: versão psilipe há quinze quilos atrás.

Estaremos condenados à sombra?

Não.


Os últimos tempos têm passado assim...


domingo, 4 de novembro de 2012