quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Uma noite sem televisão...

Há uns tempos, os animadores de um projecto em que trabalhava criavam, com as crianças e jovens, um conceito excelente chamado o Dia sem Tecnologia. Os petizes que, automaticamente, se dirigiam ao atelier do projecto para ligar o computador não o podiam utilizar. E a coisa não corria mal...

Ao serão, principalmente nos dias em que o cansaço e desgaste ligam o piloto automático do confortalismo*, acabam por haver, quando não tomamos conta de nós, demasiados rituais impensados. O ligar a televisão é um deles. O zapping inconsequente outro. O consumo acrítico, em que se olha através da televisão, de programas num dos 100 canais** que se seguem no rodapé da transmissão, o pior de todos.

Quando nos mudámos para a casa nova (aquela que, pelo meio, já tem cinco anos) estivemos dez meses sem televisão, numa altura em que a Internet ainda era vista como um luxo, não como uma necessidade. Foram tempos estranhos, de desintoxicação electrónica mas em que, tal como os miúdos que falo no início do post, tínhamos oportunidade de fazer imenso. Se calhar de ganhar liberdade de escolha, liberdade de poder ir além dos rituais confortalistas.

Hoje, apeteceu-me voltar a esse tempo... E o roteiro foi mais ou menos este...













 

Depois da música, e de escrever isto, vai-se acabar um livro que o F.S. me emprestou há tempo demais. "A Season with Verona" de Tim Parks.


Amanhã há mais...

* Palavra que psilipe se orgulha de ter inventado, em que cruzam os conceitos do automatismo e conforto.

** Já alguém fez a conta de quantos canais, realmente, vê dos 100 ou coisa do género que se tem no pacote da TV Cabo?

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