domingo, 29 de dezembro de 2013

Passatempo GV: Um ensinamento grátis para o 2014!

Corria o ano de 1960 quando um senhor brasileiro, de nome Torres Pastorino, escreveu "Minutos de Sabedoria", onde congrega um conjunto alargado de pensamentos e ensinamentos proferidos na Rádio Copacabana, num livro que, como diz o autor, "não é para ser lido a jato".


No entanto, em mais uma manifestação de serviço público, será a jacto que psilipe vos proporcionará um ensinamento para 2014, através da obra do senhor Pastorino.

O que fazer para aceder ao pensamento que mudará o vosso 2014?

Simples. Basta indicar um número na caixa de comentários entre 1 e 287, as páginas do livro, e garanto que lá estará a frase que fará a diferença, que será colocada no mesmo local.

Agradecei, depois, ao senhor Pastorino.

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

O que se aprendeu, hoje, com a Mariana... - XXXVI

Que as meninas, quando querem transformar-se em senhoras, podem socorrer-se de diversos estratagemas.

Que um deles passa por utilizar as pinturas das bonecas e colorir a face, como fazem as mães.

Que, para tal, se utilizam "maquinagens".

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Orgulho

"Um óptimo Natal para o Psilipe e a sua família! Hoje é o dia especial deles.

Porque nos outros dias, Psilipe também se dedica a tornar as pessoas de outras famílias mais felizes e brilhantes...

Um muito obrigada!"

Eu é que agradeço, R..

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Um bom livro / uma boa prenda de Natal / um grande escritor


Testemos, em conjunto, os limites do humor e da ironia

Houve, hoje, um trágico naufrágio que desgraçou a vida a uma série de famílias nesta quadra natalícia.

O naufrágio aconteceu nas imediações da praia do CDS.

A mimetização da realidade numa trágica ironia.

domingo, 22 de dezembro de 2013

O que se aprendeu, hoje, com a Mariana... - XXXV

Que até os problemas aparentemente irresolúveis podem ter solução.

Que os constrangimentos das opções de vida não superam a solidez daquilo que conta.

Que, reconheça-se, temos uma garota impecável.


Viagem de carro da casa de uns avós para casa da outra avó.

Mariana: "As pessoas que estão longe estão nosso coração... Não há problema estarmos longe porque elas estão, sempre, no nosso coração."

Pais sortudos de Mariana: "Muito bem..."

Mariana: "No nosso coração cabem todas as pessoas que gostamos..."

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Tiririri... tiririri...

Há poucas coisas mais irritantes no mundo do que o som que a Bimby faz quando acaba de cozinhar ou lá o que é que ela faz.

No momento, não me lembro de nenhuma.

Para quando uma Bimby com opção de escolha de sons, como acontece com os telemóveis.

O que se aprendeu, hoje, com a Mariana... - XXXIV

Que a aprendizagem da frustração se faz nas mais pequenas coisas.

Que os nossos sonhos são bem mais difíceis de atingir do que nós gostaríamos.

Que um abraço de família é sempre um bom remédio.


Princesa Mariana irrompe pela sala, em lágrimas, depois de estar deitada há uns dez minutos...

Mariana: "Estou muito triste..."

Pais da Mariana, em sobressalto com a tristeza do seu rebento: "O que se passou, Mariana?!"

Mariana: "Não consigo ter o sonho que queria (lágrimas)... vou ter sonhos que não quero..."

(Abraço de família)

Mariana: "Posso dar-vos beijinhos?"

Claro que sim. Sempre.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

A Central B...

Todo o nosso percurso de vida é feito de lugares. Lugares que marcam, onde aprendemos, onde sentimos, onde partilhamos, onde nos fazemos.

A casa, os locais de família ou a escola são exemplos de lugares que, de forma indelével, deixaram marca na matriz de cada um de nós.

No meu caso, e quiçá de alguns que tenham a distinta pachorra de ler estes meus devaneios, a Central B, do antigo Calhabé, é um desses lugares.

Lugar de aprendizagem daquilo que significa a Académica, de partilha de momentos únicos, de comunhão com quem me ensinou a ser da Briosa, de compreensão do amor a um clube e a uma Causa. Lugar de salutar convívio e de convulsão emocional a reboque da irracionalidade de quem ama.

Esta Segunda-Feira, muitos anos depois, pude regressar a este lugar, em pleno peão do Estádio do Bonfim.

Mau grado a derrota, ficou, para mim, uma bela jornada académica, a qual agradeço a muitos dos que passam pelo blogue Simplesmente Briosa e que, estoicamente, marcaram presença. As boleias para Setúbal, pela reserva de bilhete, pela conversa, pelos risos, pela partilha de algo comum e único.

Há, mesmo, lugares onde queremos regressar. A minha Central B é, definitivamente, um deles. Haverá outras oportunidades, com certeza…

Fica a pena de o “Tito” Costa Santos (simpático académico, um jovem apesar da sua avançada idade) não ter colocado a sua pulseira da sorte logo no início… Aí tinha sido uma cabazada, com direito a hat-trick do Marcos Paulo.

Com os dedos dos pés bem mais quentes, deixo um abraço a todos os que lá estiveram!

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

O que se aprendeu, hoje, com a Mariana... - XXXIII

Que é perfeitamente possível simular ensaios nucleares, um motim num qualquer estabelecimento prisional e/ou catástrofes naturais de dimensão considerável no conforto do nosso lar.

Para tal, basta que haja uma Princesa que, fazendo quatro anos, queira festejar com os amigos.


Durante o cataclismo.



Depois das operações de paz e limpeza.


domingo, 1 de dezembro de 2013

O que se aprendeu, hoje, com a Mariana... - XXXII

Mais uma vez, que a aculturação não conhece limites.

Que, isso, é bem giro.


Mariana: "Papá! Não é essa..."

Papá: "Qual é?"

Mariana: "É aquela! A mais pechinchinha..."

O "Perfect Day" da Académica

Algum tempo depois, a Briosa, como senhora romântica que se preze, faz a justa homenagem a Lou Reed, recentemente falecido, mesmo interpretando um dos seus mais conhecidos hinos “a Capela”.

Foi um “Perfect Day”… Há muito mérito na vitória de ontem, ao contrário dos papagaios paineleiros que só atendem ao demérito do adversário, em mais uma demonstração de estreiteza mental.

Ganhar contra tudo e contra todos tem, ainda, mais sabor, e torna o dia ainda mais perfeito.

Sérgio Conceição, e toda a equipa, esteve muito bem. Reconheça-se a exibição globalmente muito positiva, com uma clara subida de rendimento de unidades, até agora, em claro sub-aproveitamento (Marcelo ou Abdi, por exemplo).

Ricardo, Fernando Alexandre, Makelelé, os dois centrais e mesmo o esforçado Magique com nota alta. Um gosto.

Dou a mão à palmatória por Djavan. Boa exibição, com uma consistência defensiva até agora inexistente. Uma boa surpresa, a milhas do jogador nervoso e trémulo do jogo com o Sporting. Está-se a fazer um bom jogador, para minha surpresa.

Pouca gente. Poucas testemunhas para o “Perfect Day”. Dá que pensar e dá que penar, também.

Por fim, duas palavras sobre a selecção.

Fernando merece ir ao Mundial. Um jogador em crescendo, um dos melhores na sua posição no nosso Campeonato que, há várias épocas, demonstra qualidade. Fernando Alexandre, claro.

Ricardo é um senhor. Não só na baliza. Cada entrevista é um sinal de maturidade e ponderação. Cada jogo um tiro certeiro na incoerência e na obtusidade de Paulo Bento. Um orgulho vê-lo com a nossa camisola. um exemplo que merece figurar na galeria dos heróis da camisola negra. Afinal, ainda há heróis. Afinal, a Académica ainda produz heróis.

Obrigado, Ricardo, por isso.


quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Nuno Júdice

Num dia de consagração internacional de Nuno Júdice, agraciado com o Prémio Raínha Sofia, deixo um poema seu, que muito aprecio.


Ausência 


Quero dizer-te umas coisa simples:a tua 
ausência dói-me. Refiro-me a essa dor que não
magoa, que se limita à alma; mas que não deixa, 
por isso, de deixar alguns sinais - um peso
nos olhos, no lugar da tua imagem, e
um vazio nas mãos, como se as tuas mãos lhes
tivessem roubado o tacto. São estas as formas
do amor, podia dizer-te; e acrescentar que
as coisas simples também podem ser
complicadas, quando nos damos conta da
diferença entre o sonho e a realidade. Porém, 
é o sonho que me traz a tua memória; e a
realidade aproxima-me de ti, agora que
os dias correm mais depressa, e as palavras
ficam presas numa refracção de instantes,
quando a tua voz me chama de dentro de
mim - e me faz responder-te uma coisa simples,
como dizer que a tua ausência em dói.

sábado, 23 de novembro de 2013

Portugal ou o nosso país bizarro

Temo o dia em que a Princesa suba mais alguns degraus na escada do desenvolvimento e da clarividência e lhe tivermos que explicar que a trouxemos ao mundo num país em que os polícias se sentem roubados, em que o Governo não quer, conscientemente, seguir as leis, em que os professores têm que fazer testes dignos de adolescentes para ensinarem adolescentes, em que os seus pais são tidos por perigosos e preguiçosos pelintras, pelo simples facto de serem funcionários públicos e em que quem de direito é fraco com os fortes e forte com os fracos.

Temo o dia em que tivermos que a fazer crer que tudo isto faz sentido e que não se trata de uma versão bizarra de um país a sério.

O que se aprendeu. hoje, com a Mariana... - XXXI

Que a aculturação não tem limites.

"Papá, isto é taaanto grande!..."

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Está aqui tudo...

"Não pode haver razão para tanto sofrimento. 

E se inventássemos o mar de volta, e se inventássemos partir, para regressar. 

Partir e aí nessa viagem ressuscitar da morte às arrecuas que me deste. 

Partida para ganhar, partida de acordar, abrir os olhos, numa ânsia colectiva de tudo fecundar, terra, mar, mãe... 

Lembrar como o mar nos ensinava a sonhar alto, lembrar nota a nota o canto das sereias, lembrar o depois do adeus, e o frágil e ingénuo cravo da Rua do Arsenal, lembrar cada lágrima, cada abraço, cada morte, cada traição, partir aqui com a ciência toda do passado, partir, aqui, para ficar..."

José Mário Branco (um génio) em "FMI".

Como diria uma pessoa que conheci recentemente, e a quem apresentei esta música, "é assustador como esta música tem mais de 30 anos". A H. V. tem, mesmo, toda a razão.

domingo, 10 de novembro de 2013

O Governo Português...

... é, no fundo, um aspirante a realizador de cinema.

Todas as cenas acabam com a palavra "corta".

Sai uma estátua!


Que se inicie o peditório para uma estátua a este senhor de nome Ricardo Nunes, guardião das redes da Académica.

Eu contribuo, com gosto.

Que se iniciem os preparativos para a sua inauguração, convidando-se o seleccionador (aquele que selecciona... nunca tal fez tanto sentido!) para a primeira fila.

Eu contribuo, novamente. Desta vez com uma passadeira vermelha. Para o Ricardo, claro.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

A frase do dia...

... "vou contar ao senhor uma coisa que mais ninguém sabe".

A confiança. O início de algo. O peso.

domingo, 27 de outubro de 2013

O que se aprendeu, hoje, com a Mariana... - XXX

Que há perguntas difíceis de responder.

Que, por vezes, temos que mudar de assunto muito rápido porque há caminhos que não vale a pena explorar com a Princesa.

Que há, realmente, coisas que são anacrónicas.

psilipe e sua princesa passeavam pela bela freguesia dos Altares, à noite. Precisando de algo para distrair a Princesa de uma dores de barriga esquisitas que a começaram a incomodar, psilipe decidiu mostrar-lhe a igreja da freguesia, que se encontrava a dois passos do local onde estavam a jantar.

"O que é aquilo?", perguntou a Mariana.

"É uma igreja. Sabes o que é uma igreja, Mariana?"

"Sim. É o local onde vivem o rei e uma raínha..."

Lá seguimos. Estando a igreja aberta, lá entrámos e observámos durante uns minutos a finalização da missa nocturna, com uma Princesa quieta e intrigada por aquilo que estava a ver, absorvendo um contexto onde nunca tinha estado, observando as vestes e o cerimonial do padre. . À saída, perguntou-se:

"Mariana, gostaste de ir ver a igreja?"

"Sim! Estava lá o rei! Mas porque é que não estava lá a raínha? Porque é que o rei não tem uma raínha?"

"Rápido, Mariana... vamos ter com a mamã!", respondeu o seu pai...

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Se há erro que os psicólogos fazem é...

... quando impõem a sua acção profissional (nem sempre técnica...), cerceando a possibilidade das pessoas poderem enfrentar as suas dores e desafios de uma forma autónoma e auto-suficiente.

É quando impõem a sua acção antes de tempo, mesmo antes de se perceber se uma acção técnica é, efectivamente, necessária. É quando patologizam, quando rotulam antes de tempo.

É quando usufruem do outro para preenchimento do seus egos.

É quando confundem agir profissionalmente, com agir de uma forma tecnicamente correcta.

É quando prostituem a Psicologia para engrandecimento do seu ego e das suas lacunas.

O maior erro de quem com eles contacta? Confundir a forma afirmativa como estes pseudo-mestres se apresentam, e o estatuto de especialistas com que se arrogam, com a real tradução daquilo que são. Profissional e pessoalmente.

Fosse a auto-legitimação um pecado...


quarta-feira, 16 de outubro de 2013

O que se aprendeu, hoje, com a Mariana... - XXVIII

Que as princesas também conseguem ver as coisas tal e qual como elas são.

Que conseguem, sem saber e ao contrário de muitos adultos, ver a realidade como ela, realmente, é, indo muito além daquilo que é aparente e evidente.

Antes de jantar, a única televisão da casa estava ligada na SIC Radical, enquanto passava o sucedâneo do Contra-Informação que penso que se chama "Contra Poder".

Enquanto se lia uma história do Mickey, a princesa olha para a televisão, solta duas ou três gargalhadas (daquelas que só ela consegue soltar e que ligam um sorriso imediato nos seus progenitores), enquanto dizia...

"Aquele senhor é de plástico... aquele senhor é de plástico!"


Sim, Mariana. Este senhor tresanda a plástico.

O Mobbing institucionalizado como prática a seguir...

Em menos de dois anos de Função Pública:

- perdi um subsídio de férias;
- tive o rendimento diminuído, por via fiscal, várias vezes;
- vi alterado o meu horário de trabalho, independentemente da minha produtividade, de forma unilateral, à revelia do contrato de trabalho;
- parece que vou ganhar menos 6,6 por cento, em cada mês, independentemente daquilo que consta no contrato de trabalho;
- parece que é suposto que me sinta muito culpado pelo estado do pais e por, porventura, procurar servir, todos os dias, o melhor que consigo as pessoas que procuram um serviço público de saúde.

Isto não pode ser considerado mobbing? Claro que sim...

E se isto acontecesse numa instituição privada?... 


A desilusão dói.



"Sobre as águas calmas,

Um vulcão de fogo,

Toda a terra treme,

Nas vozes deste povo"

terça-feira, 15 de outubro de 2013

O que se aprendeu, hoje, com a Mariana... - XXVII

Que, quando os adultos não sabem explicar as coisas, as princesas com capacidade de imaginar, constroem realidades próprias bem mais interessantes.

Na mão da princesa está um pequeno rosário, que lhe foi oferecido na creche*. Para a princesa, nas suas mãos, está "o índio".

O porquê, ninguém ainda o conseguiu perceber com certeza.

 A hipótese do grande M. V. é a melhor até agora: Jesus Cristo está de tanga e os índios também, em muitas imagens.

Sugestões?


* Não. O seu pai não achou grande piada à ideia...

sábado, 12 de outubro de 2013

Este país não é para velhos...

Este país não é para novos.

Há quem queira, há quem esteja convencido que vai conseguir que este país não seja para ninguém.

Conseguirão?

domingo, 6 de outubro de 2013

Rui Ma(n)chete?

Não será o nome do novel Ministro dos Negócios Estrangeiros, Rui Manchete em vez de Rui Machete?

sábado, 5 de outubro de 2013

Uma singela sugestão...

Aproxima-se a data de emissão do programa televisivo em que Pedro Passos Coelho responderá a 20 perguntas realizadas por portugueses anónimos.

Estando em nós em tempo de crise, em que a racionalização de recursos impera, eis uma singela sugestão que permitirá poupar muitas horas de selecção de questões, muito tempo de mão-de-obra jornalística na recolha e análise dos milhões de questões que surgirão.

Porque não aproveitar os escritos dos votos nulos das recentes eleições? Terão, com certeza, questões que trarão muita audiência, realizadas por pessoas que não podem ser mais anónimas.

Da estranha necessidade recente do povo açoriano na procura de raízes anteriores à chegada dos continentais...

A "pirâmide" pariu uma montanha.

Ou seja, a montanha pariu um rato.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Como dira Jorge Jesus, a Terceira é...

... muit'à linda.

Um bom vídeo promocional, talvez o melhor que já vi, que revela, com boas imagens, o cantinho do Céu que é a Terceira.

Para aqueles que nunca cá vieram, aviso, ver este vídeo é uma condenação à inveja.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Hoje foi um dia histórico...

... para o desporto português.

Durante o dia de hoje, o tenista João Sousa venceu um torneio do ATP Tour pela primeira vez na história do ténis português e o ciclista Rui Costa conquistou, de forma retumbante, o Campeonato do Mundo de Elites de Ciclismo.

Espero, com curiosidade, as capas dos jornais desportivos de amanhã...

domingo, 29 de setembro de 2013

Hoje houve um candidato digno das Geometrias Variáveis!

Hoje, no concelho do Redondo, o vencedor foi um senhor chamado Paulo Recto.

A constatação de uma ironia (ainda a propósito do aumento do horário de trabalho para as 40 horas)...

É uma doce ironia que, amanhã, no dia em que iniciaria o novo horário de trabalho, com as propaladas oito horas (formais) por dia, que acabe por sair ao meio dia.

Amanhã é dia de tolerância de ponto, pelo que saio ao meio dia (quer queira, quer não) por causa de umas festas às quais nunca fui.

Isn´t this ironic?...

O que se aprendeu, hoje, com a Mariana... - XXVI

Mariana: "O que é votar?"
Pais da Mariana: "É participar nas decisões importantes da nossa cidade e escolher as pessoas que vão tratar bem dela... É uma coisa muito, muito importante."
Mariana: "Onde é que se vuta?"

Que, por vezes, as princesas de três anos e sessenta por cento dos eleitores podem ter muito em comum, na forma como têm dificuldade em pronunciar alguns verbos. Por exemplo, o verbo "votar".

"Hoje é dia de eleições" ou "Hoje é um Domingo em que se fala sobre coisas chatas na televisão durante montes de tempo" ?

Leio que, até ao meio-dia, votaram, nos Açores, menos de vinte por cento dos eleitores e lembro os meus avós. Lembro o fato escuro, a gravata do meu avô e a roupa cuidada da minha avó.

Votar era algo digno de registo. Um direito e um acto solene, valorizado por quem sabia o que significa viver sem poder votar, querendo fazê-lo.

Vou votar à tarde. Temo que não serei acompanhado por muitos "nouveau riche" da Democracia, aqueles a quem o meu avô gostaria de dizer das boas. E faria bem.

O grande dilema da aplicação das 40 horas semanais é...

... o deve e haver entre o volume de ganhos de produtividade e o inevitável aumento de despesas de saúde que surgirão, nomeadamente em consultas médicas (Fisiatria e Ortopedia) e de fisioterapia.

Sim. Os arautos da produtividade e os apologistas da mudança no horário de trabalho da Função Pública estimam em vários milhões de euros a poupança, actual e futura, que advirá das mudança que hoje se iniciaram.

No entanto, ponderando o aumento do tempo em que as pessoas ficarão em pé, de dedo em riste perto do leitor biométrico ou do relógio de ponto, de um quarto de hora para uma hora e um quarto, temo que as dores, as tendinites, as varizes e as artroses que surgirão tornarão esta mudança estrutural bastante problemática e dotada de um inusitado duplo significado.

Por um lado, a mudança mais perene produzir-se-á na estrutura óssea das pessoas e, por outro, o volume de gastos de saúde que a avalanche de maleitas que aí vêm tornará os apregoados ganhos de produtividade uma singela ninharia.


sábado, 28 de setembro de 2013

Académica vs Real Madrid

Se a Académica, há uns insignificantes onze meses, venceu o Atlético de Madrid por uma confortável vantagem de dois a zero, e se o Atlético de Madrid venceu, hoje, o Real Madrid um um a zero, isso só poderá querer dizer que CR7, Khedira ou Sergio Ramos têm muita, muita sorte em não pisarem o Municipal de Coimbra.

Seriam três secos, pelo menos.

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

A moda dos calções...

Já tinha, aqui, partilhado a minha inquietação com as leggings, em que me parece que muitas senhoras acabam por sair de casa com uma peça de roupa a menos (por exemplo, uma saia ou umas calças)...

Cada vez me inquieta a moda dos calções curtos. É que dá-me ideia, por vezes, que as pessoas saem de casa sem mudar de roupa ao acordar, mantendo o pijama de Verão.

Serei só eu a achar isso?


O Juramento de Hip...

Serei o único que, quando tenho que lembrar do nome do juramento da classe médica, me lembro, primeiro, da palavra "hipócrita", fazendo, posteriormente, uma transformação mental da palavra no termo Hipócrates?

Curiosamente, não se inicia esta estratégia de evocação de memória com a palavra Hipólito.

Pois...

Ouvido hoje num serviço público em que fui fazer uma palestra...

"Isso das 40 horas de trabalho?! Lá terei que fazer duas horas de almoço..."

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

As facturas (caras) da desilusão

Leio no blogue do amigo André um desabafo de um dos "meus" emigrantes que aludi um destes dias, onde faz referência a um texto que escrevi, há quase dois anos, a que chamei "O Dia da Amputação"*.

Leio de viva voz aquilo que sente alguém que, legitimamente, sente que o país o desiludiu e que procura uma merecida certeza de realização pessoal e profissional.

Leio que tem vontade de colocar os sonhos na gaveta. Disse-lhe que, por muito que nos queiram castrar, nunca podemos ceder à tentação auto-flagelante de guardar os sonhos na gaveta. Continuo a sentir-me tão amputado como me sentia na altura em que escrevi o texto que ele realçou (do qual me orgulho, sinceramente). Continuo a sentir uma sensação de estranheza com os noticiários e jornais, com a forma como o incompreensível e inverosímil se torna o "prato do dia".

Temo, como ele, o impacto nas vidas, na vivência subjectiva de tantos e tantas desta espiral em que participamos. Temo que seja demasiado maior do que pensamos, mesmo nas perspectivas mais pessimistas. Temo que não consigamos deixar de participar passivamente.

Diria que o sonho, a poesia (de que o André e muitos que aqui passam tanto gostam), sejam o antídoto para isto. Mas, sim, nunca sonhar foi tão caro. Pago com o preço da desilusão. E esse é uma das facturas mais pesadas que nos podem fazer pagar. Muitas vezes, não tem retorno.

* Texto esse que teve continuidade, um ano depois, aqui.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Quando nos resgatam disto?

O L. oscila entre a Austrália e a Inglaterra, o M. não sai de Angola nem que lhe paguem (mesmo com uma vida longe de perfeita), o B. habita entre França e Suíça, o E. divide-se entre Espanha e Portugal, o S. só não muda de vida porque não consegue, a S. partiu para Cabo Verde à procura de algo mais.

Muitos outros partem, sem vontade de regressar. Vou sabendo deles e das suas partidas para outras paragens, em busca de dignidade.

Quem resgata este país e, já agora, esta geração (e, quiçá, as próximas)?

Era um esquadrão de ninjas, por favor...

Num dia em que percebemos que Jorge Jesus será constituído arguido por agressão a um polícia, que o presidente da Associação de Futebol de Lisboa troca acusações de agressão com dirigentes do Porto, que Marco Silva insulta à descarada o opositor aquando de um golo, que Paulo Fonseca atira em todas as direcções depois de um mísero empate e que Costinha tem que ter protecção policial para chegar a casa inteiro, penso que só irei ao futebol depois da eleição de Manuel Almeida, candidato do PTP a Vila Nova de Gaia, para Presidente da Liga Portuguesa de Futebol.


Só com ninjas é que isto lá vai. E muitos, espero.

domingo, 22 de setembro de 2013

Quero a minha Académica de volta...

Este início de época tem significado um confronto directo com muitas dores de alma que trago há algum tempo, anestesiadas pela épica conquista da Taça e pela carreira na Liga Europa.

Mau futebol, estranhas opções na equipa e no próprio plantel e a constatação de uma identidade descaracterizada. Uma Direcção que continua a dividir e a reinar cada vez menos e a prossecução de uma cisão entre a cidade, os adeptos e a Académica.

Estou muito preocupado neste início de época. Ficarei preocupado mesmo que ganhemos uns jogos. A questão vai muito além da questão desportiva, bem como as minhas inquietações.

Que saudades de equipas da Académica, competitivas com bom futebol, com doze, treze, catorze atletas-estudantes… Que vergonha sinto quando vejo reportagens em que precisamos de “apropriar” o curso do Capela na Univ. Minho para ter uns três ou quatro estudantes no plantel.

Sou tudo menos xenófobo (recordo com saudade muitos atletas estrangeiros na Académica) mas não concebo uma política de contratação de valores estrangeiros de qualidade duvidosa e a inexistência contínua de uma aposta na formação. Mesmo depois do fenómeno Flávio Ferreira. Não compreendo e não concebo a Académica como um entreposto de jogadores e de interesses.

Estamos quase em último. Penso que merecemos lá estar. Espero acabar a época na primeira metade da tabela e no Jamor. Temo estar tão preocupado como hoje, nesse dia. E, provavelmente, triste, mesmo com a Taça na mão.

Mas, hoje, e sempre: A-CA-DÉ-MI-CA!

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

O ponto negro: alguém sabe o que é?

Ter calcorreado os trilhos do mundo durante mais de trinta anos tem sido manifestamente insuficiente para resolver, de uma forma minimamente satisfatória, algumas questões. Uma delas, que encerra em si mesma uma míriade de mistérios insondáveis, prende-se com o carácter magnético que tem para a mulher toda e qualquer imprecisão epidérmica que um espécimen do género masculino possua...

Para mal dos nossos pecados (e a utilização da primeira pessoa do plural pressupõe uma quasi-certeza que não estarei sozinho), o conceito de imprecisão epidérmica é entendida de forma lata, incluindo a borbulha, a "pelezinha", a espinha e o ponto negro, a "besta negra" de qualquer ser humano do género masculino. Aqui impõe-se uma questão: mas, afinal, o que é um ponto negro? Allways know your enemies...

Eu sinto-me desprotegido porque continuo sem saber o que é um ponto negro, nem quais as estratégias adequadas à sua neutralização. Conheço muito poucos homens que o sabem… Efectivamente, existem diferenças insuperáveis entre os dois géneros. No entanto, devo reconhecer que existe um perfeccionismo estóico, um espírito de missão, nesta cruzada feminina de mudança do mundo através da homogeneização epidérmica. O que é meritório, desde que aplicado a outras áreas e a outras imperfeições… Passo a explicar: anseio, desejo ardentemente o dia em que esta motivação reverta a favor da eliminação dos buracos rodoviários ou das inconsistências do orçamento de estado. Não seria óptimo se as cadeiras dos ministérios correspondentes fossem ocupadas por senhoras? Sim, mas tal não é possível porque, com tanto tempo que isso ocuparia, como haveria tempo para melhorar a pele masculina?... Que interessa um Estado eficaz, sem uma pele perfeita? Como poderia funcionar a ordem das coisas sem experimentar recorrentemente a sensação de realização, de accomplishment quando se mostra ostensivamente, vitoriosamente, aquilo-branco-que-sai-dos-pontos-negros?

Como se não bastasse, a idoneidade do ponto negro extingue-se na falácia presente na sua própria designação… Meus amigos, por aquilo que me tenho vindo a aperceber ao longo da minha convivência com o sexo oposto, o ponto negro nem sequer é negro, é branco, ou lá o que é. O que só prova que o seu nome foi criado pelo primeiro homem a quem foi espremido um qualquer ponto epidérmico... É que a constatação da sua presença implica tempos negros para qualquer homem que se preze... Implica a aproximação inevitável de um conflito intrapsíquico negativo-negativo: se cedemos ao avanço do sexo oposto, a dor é inevitável, acompanhada por comentários depreciativos sobre a nossa capacidade de lidar com a dor e sofrimento; se fincamos pé, buscando forças num entendimento pavloviano do conceito de virilidade e na certeza das nossas convicções, somos confrontados com uma arma de culpabilização massiva que desencadeia uma visão em túnel capaz de vislumbrar, unicamente, as vantagens de uma pele perfeita e imaculada…

Definitivamente, é nas implicações do ponto negro que deveriam residir toda e qualquer teoria feminista. É no ponto negro que emerge a descontrução da ideia enraizada do sexo forte…

Para mal dos nossos pecados…

Pode um carro ser mais do que um carro?

Este carro, um Carocha de 1952, é mais do que um veículo automóvel, é um repositório de memórias, de histórias e de significados.

Há objectos que têm história. Outros há que contam parte da nossa história e que são símbolos de muito daquilo que somos. 

E causam saudades. Muitas.







terça-feira, 10 de setembro de 2013

Se a eficiência administrativa fosse um critério para a elevação a Património Mundial...

... a candidatura da Universidade de Coimbra teria tido um desgosto. E dos grandes. O problema seria maior se fosse preciso emitir uma certidão a atestar esse facto...

Percebemos que crescemos, e que algo mudou, quando...

... passamos por uma multidão de recém-universitários, nas filas para as matrículas da Universidade de Coimbra, e nos colocamos, um raciocínio empático, no lugar dos seus pais, que aguardam nos carros e nos muros das imediações, e não dos imberbes petizes à beira de mais uma transição na sua vida.

Quando nos colocamos no lado do nervosismo dos pais e não da excitação dos petizes.

Sim... as nossas transições de vida também se fazem, com algumas pseudo-praxes pelo caminho.

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Alguns pormenores do Caramulo

Casa de Nossa Senhora da Saudade (que penso ter sido usada como unidade de tratamento para a tuberculose) que fica muito perto da Casa de Saúde do Parque).



Placa da Avenida Abel de Lacerda.



Fachada do Sanatório Jerónimo Lacerda (também conhecido por Grande Sanatório após a designação Estância Climatérica do Caramulo).



Pormenores do Sanatório da Bela Vista.




Mais um regresso ao Caramulo

Uns dias pelo Continente permitiram um regresso ao Caramulo e ao seu encanto.

Regresso, a princípio, triste dada a devastação provocada pelo flagelação provocada pelos incêndios. O fogo esteve à porta da Vila do Caramulo e e de muitas das aldeias que se situam nas suas imediações.

A visita deu para uma visita ao MotorFestival do Caramulo, um paraíso para qualquer adepto de carros clássicos. Espectacular trabalho da equipa do Museu do Caramulo, um interessante museu com uma extraordinária história.

Uma instituição que continua a colocar o Caramulo no mapa, trazendo ao meio da serra dezenas de milhar de pessoas por mês, cumprindo os desígnios dos seus mentores (Abel e João Lacerda) e confirmando a sua visão de futuro.

Uma instituição que deu significado à palavra resiliência, colocando, da mesma fora, no terreno um interessante evento automóvel sem ceder ao peso da tragédia e do flagelo, injectando vida e dinâmica no Caramulo, desencadeando uma onda de angariação de fundos que, em poucos dias, permitiu angariar dinheiro para iniciar a reflorestação da Serra com vários milhares de árvores.

Quem disse que, no interior esquecido e ostracizado, não pode haver cultura, dinâmica e vida? O Museu do Caramulo é, sem dúvida, um exemplo a seguir.



Os sanatórios lá estão, cada vez mais abandonados e misteriosos, desafiando a memória. E inquietando a curiosidade de quem por eles se interessa.

A propósito, destaque para uma curta-metragem designada "Aldeia dos Tísicos" que traz a lume, e na primeira pessoa, muitos daqueles que conheceram os outros tempos do Caramulo e da sua Estância Sanatorial. Só pode ser um documento relevante que, espera-se, respeite a memória histórica e signifique uma pedrada no charco do esquecimento.

Há sítios que, estranhamente, nos marcam. O Caramulo é, sem dúvida, um deles.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

O que se aprendeu, hoje, com a Mariana... - XXIV

Que a língua inglesa está a necessitar de uma revisão, no sentido de se tornar verdadeiramente clara.

Que, quando queremos dizer "gosto de ti" em Inglês, dizemos: "Álave-iu".

Que, quando queremos dizer a alguém "não gosto de ti" em Inglês, dizemos: "Dezalave-iu".

Simples.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Mariana: update Setembro '13

Uma princesa no topo do mundo (@ Pico Gaspar), depois de uma subida a um "falcão" (ou seja, vulcão em Marianês).




sexta-feira, 30 de agosto de 2013

As datas lembradas...

Há uns tempos, numa consulta, uma senhora falou-me nas "datas lembradas", a propósito dos seus lutos. Datas em que a firmeza do processo de gestão da perda enfrenta uma torrente inevitável de memórias e dor naquilo que, por vezes, acaba por originar uma re-experienciar do processo de luto. Datas em que a cicatriz se agiganta e se procura metamorfosear numa anacrónica ferida.

Relembrar que as datas lembradas são um desafio, é algo que faço quase diariamente por obrigação profissional. As datas lembradas testam a estreiteza dos nossos evitamentos e questionam os nossos limites. Tornam-nos mais humildes perante a dificuldade, tornam-nos mais humanos perante aquilo que (ainda) nos dói.

As datas lembradas, simplesmente, ferem a cicatriz ou, de forma diferente, obrigam-nos a olhar para a ferida?

As datas lembradas obrigam-nos a lembrar essa dúvida. A única certeza é que doem.

Hoje é uma data lembrada.

Hoje é "a" data lembrada, hoje lembro aquilo que não esqueço.


quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Ouço na mesa ao lado do café...

"Estes funcionários públicos não fazem nada há anos e ainda se queixam das quarenta horas!".

Amanhã travar-se-á mais um dia na cruzada contra o estereótipo na Canada dos Melancólicos, Angra do Heroísmo.

domingo, 25 de agosto de 2013

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Boca santa *

“O arquiteto deve resistir à tentação de pôr a assinatura, às vezes também dizem deixar a marca. Aqui o que é preciso é rigor e restabelecer o que era a arquitetura, neste caso belíssima”.

Frase de Siza Vieira, na apresentação do seu Projecto para o Centro Interpretativo de Angra do Heroísmo.

Chapeau.

Espero que o tenham poupado a uma visita às (eternas) obras da nova Biblioteca e Arquivo Público de Angra do Heroísmo.

Seria pior que uma prova de esforço. Um homem daquela idade podia ter uma coisa má perante tal cenário.

* Expressão terceirense utilizada quando alguém diz algo absolutamente certo.

Pedal'Açores!





sábado, 17 de agosto de 2013

Um projecto que conta com a colaboração deste vosso escriba...

... em destaque no jornal Açoriano Oriental. O projecto chama-se Pedal'Açores e tem levado o grande Márcio a percorrer quilómetros nos Açores, de bicicleta, com o objectivo de percorrer todas as ilhas, num mínimo de 900 quilómetros e de lançar a discussão sobre a mobilidade na Região, enfatizando a utilização da bicicleta em particular.

Hoje, o Projecto foi alvo de destaque. Um bom reforço e uma boa oportunidade para colocar as pessoas a pensar e, idealmente, a pedalar.


psilipe, apanhaste trânsito hoje?

Sim. A Serreta estava do piorio.





sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Um filme que (me) diz muito...

Ser alquimista da mente traz muitos bons momentos. Partilhados, não vividos de forma umbiguista, na lógica de uma construção de conjunta e de um processo contínuo de ultrapassagem de dificuldades vistas, tantas vezes, como intransponíveis.

Ser alquimista da mente é uma responsabilidade. Ser alquimista da mente leva a que sejamos "o herói" de alguns miúdos. 

Ser alquimista da mente é coisa séria. Mesmo.

Ser alquimista da mente dá-nos a feliz oportunidade de sermos actores secundários em filmes como o que aqui vos deixo. E, atenção, apenas actores secundários. Nunca mais que isso (por muito tentador que seja)... E é.


Terceira # 26


Terceira # 25

Um registo de uma bela tarde em casa de gente boa, com direito a tourada à corda pelo meio. Pelo meio, captou-se esta fotografia. Ao espelho... ou quase.


domingo, 11 de agosto de 2013

A solução para os problemas do país está no elevador do meu prédio...

... desde que não implique reuniões com mais de seis pessoas. O "serviço de entendimento permanente", possível de ser acedido no ascensor, é a verdadeira via para o consenso.

Senhores, dirijam-se a Angra do Heroísmo. O país aguarda.



sábado, 10 de agosto de 2013

Longe da vista, demasiado perto do coração?...

Um texto sobre Ansiedade de Separação nos miúdos deste vosso escriba... A foto também é da casa.

O aparecimento de sintomas de ansiedade é algo relativamente comum nas crianças, existindo, inclusivamente, alguns medos de cariz desenvolvimental, cujo aparecimento e manutenção se encontram intrinsecamente relacionados com o processo de crescimento e com o (necessário) confronto com os desafios que o mesmo implica. Surgem, complicam a vida dos petizes e, paralelamente ao crescimento, vão-se desvanecendo, não se constituindo, a prazo, como um problema que justifique atenção clínica.

A separação dos pais ou de outras figuras de referência afectiva, e os medos que a mesma implica, constituem um dos cenários ansiógenos com que todos tivemos que nos confrontar, aprendendo que, quando aqueles que de nós gostam estão longe da vista, continuam perto do coração, e que a distância não significa a colocação em risco da integridade física dos nossos, nem da integridade do vínculo afectivo que nos une ou um iminente abandono.

No entanto, e quando os sintomas ansiógenos adquirem maior frequência, intensidade e duração, e quando estarmos afastados dos nossos significativos, tê-los longe, implica tê-los demasiado perto do coração, sentindo como demasiado possível a existência de uma fatalidade que conduza a um afastamento definitivo, podemos estar perante um quadro ansioso denominado Ansiedade de Separação.

A Ansiedade de Separação é clinicamente significativa, implicando desconforto e sofrimento nas crianças, obstaculizando o seu desejável processo de desenvolvimento sócio-afectivo e autonomização, bem como dificultando a construção de uma auto-estima sólida que lhes reforce a perspectiva de sucesso no enfrentar dos diversos desafios que o crescimento implica, como, por exemplo, as transições de ciclos escolares, as perdas de pessoas afectivamente significativas, os divórcios de pessoas próximas ou a frequência de actividades extra-curriculares.

As crianças que apresentam um padrão de funcionamento que permite o diagnóstico de Ansiedade de Separação podem manifestar comportamentos de evitamento perante a possibilidade de se afastarem das figuras de vinculação (com especial destaque para a mãe) ou de casa. Alguns exemplos típicos são a resistência ou recusa em ir para a escola, a permanecerem sozinhas, a dormir sozinhas ou a passar a noite fora de casa. Tipicamente, e após um início súbito e uma evolução insidiosa, as crianças desenvolvem medos persistentes de se separarem definitivamente das figuras de vinculação, nomeadamente pela antecipação catastrófica que fazem de uma situação de morte, de um acidente grave ou de um abandono.


Habitualmente, as crianças apresentam dificuldades na realização de tarefas ou actividades que, anteriormente, não apresentavam qualquer problema, o que tende a garantir uma dose de dúvida e incerteza aos pais, levando, por vezes, a um indesejável descrédito das queixas das crianças e, em casos mais extremos, a uma persistente desvalorização das mesmas, factor que se constitui como reforçador das dificuldades.

Nas situações em que a separação é iminente, ou quando a mesma ocorre, a criança com Ansiedade de Separação pode manifestar comportamentos muito alterados, de terror e medo intenso, sendo comum a existência de palpitações, hiperventilação, gritos ou choro. A resistência activa à separação, por exemplo agarrando-se energicamente aos pais, ou as queixas de dores corporais são também comportamentos típicos e que poderão sinalizar a necessidade de uma avaliação.

É frequente surgirem fenómenos de ansiedade antecipatória, em que as crianças sentem níveis progressivamente mais intensos e incapacitantes de ansiedade, à medida que se aproxima a situação de separação ou quando se aproxima o momento em que voltarão a estar perto das figuras de referência.

O processo de tratamento da Ansiedade de Separação implica que seja construída uma relação terapêutica sólida com o Psicólogo Clínico, que permita que a criança se sinta segura em relação ao processo e, progressivamente, mais disposta a enfrentar os desafios que o mesmo implica. São criadas condições para que a criança aprenda a reconhecer, experienciar e gerir a sua ansiedade, bem como criadas oportunidades de desafio à resposta ansiosa que permitam que a criança aprenda a reduzir a sua ansiedade e adquira, ou recupere, rotinas quotidianas adaptativas. Importa promover as competências da criança no confronto e gestão das tarefas desenvolvimentais com que se confrontará de uma forma eficaz, adaptativas e promotora do processo de desenvolvimento.

Importa destacar que nestes processos, os pais são aliados necessários, devendo constituir-se como actores dos mesmos, nomeadamente pela forma como devem criar oportunidades de desafio da resposta ansiosa e como devem reforçar a criança e os seus comportamentos mais adaptativos. Para tal, é fundamental que os pais compreendam o funcionamento da Ansiedade de Separação em geral, e do caso do seu filho em particular, mormente os aspectos relacionados com a sua génese e com os factores de manutenção e flexibilização da mesma.

A psicoterapia infantil é uma via preferencial para a redução do impacto negativo da Ansiedade de Separação, permitindo que as crianças consigam gerir de forma adaptativa os momentos de separação das figuras significativas e consolidando a ideia que estas, mesmo quando estão longe, continuam perto do coração, mas na medida certa!

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

O que se aprendeu, hoje, com a Mariana... - XXIII

Que a honestidade não conhece idade.

Que os desafios de uma princesa de três anos são bem maiores do que nós, tantas vezes, pensamos.

Pai da Mariana (irritado com uma pequenice qualquer): Mariana, tens de ter mais paciência!
Mariana: Eu sei... mas ter paciência é muito difícil...

terça-feira, 6 de agosto de 2013

A silly season da bola...

A Académica, no seu jogo de apresentação, venceu o Rayo Vallecano que, no passado ano, se classificou em oitavo ligar no melhor campeonato do mundo.

O campeonato podia acabar já.

domingo, 4 de agosto de 2013

Psycho-psilipe, qu'est-ce que c'est...





O que se aprendeu, hoje, com a Mariana... - XXII

Que o processo de aculturação é, por vezes, bem mais forte do que a vontade de quem educa.

Pai da Mariana: "Mariana, está a chover... já não podemos ir jogar futebol e andar de triciclo..."

Mariana: "Está bem. Então podíamos ir ver touros."

Pai da Mariana: "Touros? Porque é que queres ir ver touros?!"

Mariana: "Porque eu gosto de touros."

Pai da Mariana (num tom mais audível do que queria): "Foda-se..."

Andar de bicicleta na Terceira...

Sim... foram só, segundo o Dr. Google, oito quilómetros e meio, ou seja, muito pouco.

Sim... a pasteleira de aço da Célia pesa chumbo.

Sim... cada subida foi um suplício e as paragens foram mais do que seria de supor.

Sim... houve momentos em que o doping que grassa no ciclismo pareceu perfeitamente lógico e obrigatório.

Sim... a orografia da Terceira não ajuda a estas aventuras.

Sim... acabei com dois joelhos que faziam as articulações do Pedro Mantorras parecer um bastião de solidez.

Sim... foi muito fixe.


Farol das Contendas pela noite...

Um dos mais belos sítios da Terceira à noite, o Farol das Contendas. Ver o feixe de luz do farol a rasgar a escuridão no seu ritmo compassado, enquanto se ouve a música nocturna dos cagarros é algo verdadeiramente especial, dando um cariz, ainda mais, especial ao bonito simbolismo dos faróis.







O que se aprendeu, hoje, com a Mariana... - XXI

Que a honestidade não tem idade.

Pais de Mariana (depois de uma noite nas Festas mais agitada que o habitual, com uma birra pelo meio): Mariana, hoje portaste-te muito mal!

Mariana (depois de uma noite mais agitada que o habitual, mas que se seguiu a um dia demasiado cheio para quem ia para as Festas à noite): Eu sei... eu queria portar-me bem, mas não consegui.

Que tornamos mais difícil a vida dos filhos, quando respeitamos menos do que devíamos os seus limites.