domingo, 29 de setembro de 2013

O grande dilema da aplicação das 40 horas semanais é...

... o deve e haver entre o volume de ganhos de produtividade e o inevitável aumento de despesas de saúde que surgirão, nomeadamente em consultas médicas (Fisiatria e Ortopedia) e de fisioterapia.

Sim. Os arautos da produtividade e os apologistas da mudança no horário de trabalho da Função Pública estimam em vários milhões de euros a poupança, actual e futura, que advirá das mudança que hoje se iniciaram.

No entanto, ponderando o aumento do tempo em que as pessoas ficarão em pé, de dedo em riste perto do leitor biométrico ou do relógio de ponto, de um quarto de hora para uma hora e um quarto, temo que as dores, as tendinites, as varizes e as artroses que surgirão tornarão esta mudança estrutural bastante problemática e dotada de um inusitado duplo significado.

Por um lado, a mudança mais perene produzir-se-á na estrutura óssea das pessoas e, por outro, o volume de gastos de saúde que a avalanche de maleitas que aí vêm tornará os apregoados ganhos de produtividade uma singela ninharia.


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