domingo, 22 de setembro de 2013

Quero a minha Académica de volta...

Este início de época tem significado um confronto directo com muitas dores de alma que trago há algum tempo, anestesiadas pela épica conquista da Taça e pela carreira na Liga Europa.

Mau futebol, estranhas opções na equipa e no próprio plantel e a constatação de uma identidade descaracterizada. Uma Direcção que continua a dividir e a reinar cada vez menos e a prossecução de uma cisão entre a cidade, os adeptos e a Académica.

Estou muito preocupado neste início de época. Ficarei preocupado mesmo que ganhemos uns jogos. A questão vai muito além da questão desportiva, bem como as minhas inquietações.

Que saudades de equipas da Académica, competitivas com bom futebol, com doze, treze, catorze atletas-estudantes… Que vergonha sinto quando vejo reportagens em que precisamos de “apropriar” o curso do Capela na Univ. Minho para ter uns três ou quatro estudantes no plantel.

Sou tudo menos xenófobo (recordo com saudade muitos atletas estrangeiros na Académica) mas não concebo uma política de contratação de valores estrangeiros de qualidade duvidosa e a inexistência contínua de uma aposta na formação. Mesmo depois do fenómeno Flávio Ferreira. Não compreendo e não concebo a Académica como um entreposto de jogadores e de interesses.

Estamos quase em último. Penso que merecemos lá estar. Espero acabar a época na primeira metade da tabela e no Jamor. Temo estar tão preocupado como hoje, nesse dia. E, provavelmente, triste, mesmo com a Taça na mão.

Mas, hoje, e sempre: A-CA-DÉ-MI-CA!

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