quarta-feira, 16 de outubro de 2013

O Mobbing institucionalizado como prática a seguir...

Em menos de dois anos de Função Pública:

- perdi um subsídio de férias;
- tive o rendimento diminuído, por via fiscal, várias vezes;
- vi alterado o meu horário de trabalho, independentemente da minha produtividade, de forma unilateral, à revelia do contrato de trabalho;
- parece que vou ganhar menos 6,6 por cento, em cada mês, independentemente daquilo que consta no contrato de trabalho;
- parece que é suposto que me sinta muito culpado pelo estado do pais e por, porventura, procurar servir, todos os dias, o melhor que consigo as pessoas que procuram um serviço público de saúde.

Isto não pode ser considerado mobbing? Claro que sim...

E se isto acontecesse numa instituição privada?... 


2 comentários:

MC disse...

Eu já nem sei o que dizer..hoje apenas me pergunto porque saí eu do setor privado...

psilipe disse...

E ora aí está uma interrogação interessante. Tal como tu, deixei o privado pelo público. Já perdi a conta ao dinheiro que deixei de ganhar com essa opção... Mas, e toda a gente se ri quando digo isto, eu gosto de ser funcionário público. Acho que é uma honra poder servir pessoas, ainda para mais num serviço de saúde, que só assim têm acesso à Psicologia Clínica. E, cada vez mais, no lugar de desistir apetece-me trabalhar cada vez melhor, para que não aconteça aquilo que se pretende... Ter, a prazo, uma função pública medíocre, mal paga, onde só estejam aqueles que não conseguem trabalhar noutros locais. Haja complementaridade entre público e privado e nunca este esforço consciente de subverter o ideal público. Filhos da puta.