domingo, 5 de outubro de 2014

(Sentido) Proibido

O que se aprendeu, hoje, com a Mariana... - LIV

Que os limites para a surpresa são constantemente retraçados quando temos uma Princesa Mariana.

Que até a mais trivial rotina se pode transformar num momento único e memorável.

Que treinar a imaginação e a criatividade vale, mesmo, a pena.

Que, até nos dias mais esquisitos, o orgulho e o amor são antídotos para as dores de alma.

Pai da Mariana: "Mariana, vai buscar a história que queres que leia hoje..."

Mariana: "Não..."

Pai da Mariana: "Porquê?!"

Mariana: "Porque eu vou ali fazer uma!"


sábado, 13 de setembro de 2014

O que se aprendeu, hoje, com a Mariana... - LIII

Que a princesa está a crescer.

Pai de Mariana vai aconchegá-la, antes de dormir, cheio de saudades depois de um dia comprido...

Mariana - "Dás-me um beijinho?"

Pai de Mariana (cheio de vontade de aproveitar mais um bocado de tempo com a sua princesa) - Queres que eu fique um pouco ao pé de ti?

Mariana - Não, mas obrigado. Quero mesmo é dormir.

Pai de Mariana - Sim... claro...

domingo, 31 de agosto de 2014

Trigésimo dia do oitavo mês

Negação, Raiva, Negociação, Depressão, Aceitação.

Hoje é o dia em que começa tudo outra vez. Em que o ciclo se torna menos virtuoso.

Em que se revive mais do que se relembra. Em que a objectividade da cronologia não encontra eco na subjectividade das emoções.

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

O que se aprendeu, hoje, com a Mariana... - LII

Que alguma coisa estamos a fazer bem como pais, quando temos uma princesa de quatro anos que, pelos corredores da casa e enquanto corre, vai cantando "eu quero a quimela do ouro, fosse o ouro do teu olhar, ahai..."!

terça-feira, 29 de julho de 2014

terça-feira, 22 de julho de 2014

Adeus...

Saída do Navio Escola Sagres do Porto das Pipas, em Angra do Heroísmo. 

Momento muito bonito.

Foto captada por mim, à semelhança das outars que, por aqui, publico.


O que se aprendeu, hoje, com a Mariana... - LI

Que a literalidade da interpretação das palavras faz parte do quotidiano de alguém de quatro anos.

Que, um quotidiano a brincar profissionalmente com as palavras e alguma incapacidade de desligar o chip, pode conduzir a equívocos e entendimentos enviesados.

Que os dói-dóis não são amigos da elaboração do raciocínio.

Segunda-feira de manhã... princesa Mariana arrisca um voo picado sobre a cama enquanto se prepara para se vestir... um edredon no chão, um tropeção, um pequeno pé de princesa contra a cama, um valente corte num pé...

Segunda-feira à noite... grande esforço para tratar a ferida entre guinchos, berros e choro por causa das dores que o tratamento implicaria. Pais chateados por um alarido desmesurado. Princesa triste.

Terça-feira à noite... repetição do dia anterior... pai de Mariana, aquele que nem sempre consegue desligar o chip, pega na princesa, com todas as lágrimas e muco que se pode imaginar, e tenta intervir.

Pai de Mariana: "Mariana, o que se passa?!"

Mariana: "Tenho medo que doa... não quero água (oxigenada) no dói-dói!"

Pai de Mariana: "Tens que combater o medo!"

Mariana: "Eu não sei o que é combater..."

Pai de Mariana: "É lutar... é seres mais forte que o medo!"

Mariana (entre mais lágrimas e jorros de muco): "Mas eu não sei onde ele está!"

Pai de Mariana: "Está na tua cabeça... nos teus pensamentos..."

Mariana: "Mas eu não quero bater na minha cabeça! Vai doer..."

Pai de Mariana (em pensamento): foda-se.

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Ainda, e sempre, a Académica!

A Académica preocupa-me. Não agora, que estamos na pré-época, mas sempre. É uma constante na minha vida, rebocada por aquilo que me une a um clube, a uma causa, a algo que é mais do que um clube. Que tem que ser mais do que um clube, se todos o permitirem e quiserem.

Há alturas em que me preocupa mais do que outras. Este defeso é uma delas.

Chamar-me-ão pessimista, aludirão a um qualquer ódio primário àqueles que conduzem a minha Senhora, poderão, até, chamar-me retrógado e conservador (e traduzi-lo em inovadores e modernos dislikes), mas não consigo estar descansado, nem optimista este ano.

Há, atenção, pontos positivos que se saúdam. Que venham mais protocolos com clubes de outras paragens onde ainda haverá académicos (aguardemos, contudo, pela explicitação das suas características e pelos seus resultados, contudo). Que venham renovações importantes (Fernando Alexandre, Real e Magique foram óptimas notícias; Marinho, também, ainda que num patamar simbólico diferente), esperando que não com cláusulas esquisitas e incompreensíveis. Que venham promoções à equipa principal de jovens do clube (Pedro Nuno, Jimmy ou João Gomes poderão ser alguns dos nossos heróis no futuro… espero que sim!)!

Temos política desportiva, social e institucional que nos satisfaça? Tudo isto serão epifenómenos ou elementos que traduzem um alinhamento do clube, da SDUQ com os pergaminhos, valores e matriz da Académica? Podemos estar este ano, mais descansados do que nos anteriores? Não. Na minha modesta opinião, de quem acompanha a Académica há mais de vinte cinco anos, não. Não podemos.

Nada me opõe a brasileiros, russos, tanzanianos ou portugueses. Aliás, alguns dos meus ídolos da Académica são estrangeiros (Zé do Carmo, por exemplo). No entanto, não deixo de continuar a ver a Académica como uma constante plataforma de jogadores estrangeiros, sem retorno desportivo ou financeiro. Nem todos, claro. Mas o retorno desportivo e financeiro foi negativo, quer queiramos, quer não. A aposta não tem funcionado. Não tem compensado, nem nunca compensaria para um clube como nós, esta aposta. Este ano, salvo informação contrária, voltaremos a ter jogadores emprestados com 20% do passe para a Académica ou para o Académica. É isto que queremos como ferramenta de construção de um plantel? Se sim, não deveria ser. O negócio Djavan deveria alertar consciência e envergonhar-nos. Pelos vistos, não aprendemos a lição. Andamos nisto há não sei quantos anos!
Não vejo, não leio qualquer ferramenta de aproximação à Cidade ou à Universidade. As pessoas que conduzem a minha senhora serão as mesmas que não têm conseguido inverter um ciclo negativo e involutivo na relação da Académica com a cidade, Universidade e adeptos. Tínhamos pouco mais do que 3000 sócios para votar! Tive vergonha quando li o jornal com essa notícia. Dois anos depois do dia 20 de Maio de 2012. Estaremos, nesta pré-época, a tomar medidas para inverter tudo isso? Não as vejo, não as leio, não as encontro.

Que venha o Mineiro, que venha o Lee (que vem ganhar títulos, segundo leio), que venha o Aderlan, que venha o Nascimento, que venha o Obiorah, que venha o Oualembo, que venham todos para ajudar. Que venham todos para poderem ser novos heróis, pelo rendimento desportivo, pela conduta humana, pelo respeito pelo losango a 1oo%, não só a 20%.

Fábio Luís, Rafael Oliveira, Manoel, Junior Lopes, Paraíba, Saulo, Lira, Bruno Leite, Douglas foram heróis meus. Durante a pré-época, período em que predomina a irracionalidade e a negação. Este ano já não consigo. É mais do mesmo. É, outra vez, mais do mesmo.

Mas, sinceramente, que venham valores, que venha coerência, que venha identidade, que venha Académica. Já! Ontem já é tarde.

Que venha aposta na formação, que venha a capacidade de atraír jogadores jovens pela ligação à Universidade. Que venha a porra de um novo congresso da Académica, como aquele que houve há mais de vinte, para se pensar a Académica. Estar-se-á a fazê-lo? Ou estar-se-á a pensar como construir um plantel para 2014/15 (e depois, logo se vê…)?

Neste momento, somos um clube de futebol estabilizado na Primeira Liga, com um rendimento desportivo aceitável (e melhor que noutras décadas…). Neste momento, estamos longe de ser a Académica que, pelo menos, eu gostaria. Mais um ano…

domingo, 6 de julho de 2014

Trinta e três ou como dizer "Obrigado, Mondrágon"

O trinta e três (33) é o número natural que segue o 32 e precede o 34, diz a Wikipédia. Diz o povo que trinta e três foi a conta que Deus fez. Disseram-me na catequese que é, também, a idade em que correu muito mal a vida a um filho de um carpinteiro, por altura do ano 33 depois dele ter nascido. Diz o cartão de cidadão que foi a idade que psilipe atingiu ontem.

Hoje iniciou-se a contagem decrescente para os trinta e quatro, os temidos trinta e quatro para psilipe.

Faryd Mondrágon, no Mundial que decorre por terras brasileiras, com quarenta e três anos, tornou-se o jogador mais velho a jogar em tal competição, ostentando o estatuto de jogador profissional.

Aos trinta e quatro anos, aprendeu a aceitar como verdade um psilipe petiz, os futebolistas deixavam de jogar. Aos trinta e quatro começavam a ser velhos demais para o desporto que psilipe tanto aprecia/apreciava, atingindo um malfadado estatuto de veterania. Os trinta e quatro estavam longe. Começaram hoje.

Obrigado, Mongragón. Obrigado negação por existires e por permitires que, tão confortavelmente, nos agarremos a ti.

Devaneios, e guarda redes colombianos, à parte, obrigado trinta e três por tanto e tantas coisas. Ser veterano é fixe*.


* Se a opinião mudar, há sempre que pensar que ainda faltam dez para os 43...

quarta-feira, 2 de julho de 2014

O início de tudo

"Tu levantas-te às quatro da manhã para ir tirar fotografias ao nascer do sol? Em altura de festas da cidade? Não podes ser bom da cabeça!"

Ainda bem.



Fotos captadas na Vigia da Baleia, no Raminho, Ilha Terceira.

Lugares esquecidos: Estalagem da Serreta, Ilha Terceira

A Estalagem da Serreta, que será alvo de reportagem no segmento "Abandonados" da Jornal da Noite da SIC no próximo Domingo, resiste ao abandono no seio da Mata da Serreta, no norte da Ilha Terceira, numa das minhas zonas preferidas da ilha.

Um edifício único, com um valor arquitectónico e patrimonial reconhecido, que, à semelhança de outros, agoniza votado ao vandalismo, desleixo e indiferença. É, consensualmente, reconhecida como uma obra de referência nos Açores e foi alvo de destaque quando, no início da década de 70, foi palco de uma famigerada cimeira que juntou Marcello Caetano, George Pompidou e Richard Nixon.

O arquitecto responsável chamava-se João Correia Rebelo e é de destacar a forma como o edifício foi implantado em respeito pelas formas naturais do terreno, na procura de um movimento simbiótico entre natureza e intervenção humana... quem conhece Angra do Heroísmo, e o seu elefante branco de cinco estrelas, saberá como é, infelizmente, muito fácil fazer o contrário.

Uma visita permite perceber, por um lado, o estado de abandono do edifício, e, por outro, imaginar a beleza e interesse do edifício nos seus tempos áureos, que abaixo se retrata neste postal dos anos 70.



Fotos actuais...














Dois interessantes vídeos, da autoria de César Costa, protagonizados pela Estalagem...


Aqui fica o registo de uma visita que me marcou. Valeu, também, pela boa companhia de um dos meus companheiros de explorações, o M. V., com quem aprendo sempre coisas que não sei. Gosto disso.

domingo, 25 de maio de 2014

O povo é sereno... o povo é sereno...

As noites eleitorais são terreno fértil para as alterações de percepção.

O MPT não é um partido pequeno, mas um de "pequena dimensão"; o Bloco tem um resultado bem sucedido porque só perde dois deputados"; no PCP alguém; irá ler o discurso de vitória que sempre se lê, alterando a data, espera-se; no PS lançam-se foguetes, sem lidar de frente com uma votação aquém do se desejaria, sem evitar uma dispersão à esquerda; pela direita, o resultado é visto em função do padrão de resultados de 2004, desafiando a lógica e os limites da imaginação... priceless.

Até agora, as eleições assemelham-se àqueles jogos de futebol entre antigas glórias com barrigas proeminentes. Nunca ninguém perde.

"Com mãos tudo se faz...

... e se desfaz!"


terça-feira, 6 de maio de 2014

Brincar ilumina...


O que se aprendeu, hoje, com a Mariana... - L

Que ser uma "super-heroína" não é coisa para qualquer um.

Que requer um conjunto grande qualidades únicas que não estão ao alcance do comum dos mortais, só daqueles cujo propósito de vida é "ajudar as outras pessoas".

Que uma super heroína é "forte, rápida, equilibrante e saltitrante".

Que tudo isto é relativo quando a prima pede emprestado o fato de super heroína quando a Princesa o está a usar...

segunda-feira, 5 de maio de 2014

A propósito da "saída limpa"... - II

Lá em casa temos saídas limpas todas as semanas. À Quinta-Feira, normalmente, ao final da tarde.

Pelo jantar de Sexta, quando chegam os habituais comensais, um singelo dia depois da visita da nossa prestimosa empregada, já nos estamos a desfazer em apelos para que ninguém preste um olhar mais atento e inquisitório ao estado do nosso lar.

A nossa Paula ensina-nos um bom caminho que nós, com uma sacramental persistência, insistimos em não seguir. A culpa é, fatalmente, nossa. Até à próxima saída limpa.

Fosse a Paula parte do Trio Odemira (troika está muito batido...)...

domingo, 4 de maio de 2014

domingo, 27 de abril de 2014

E assim se inicia um hiato...


O que se aprendeu, hoje, com a Mariana... - XLIX

Que, quando queremos falar de rugas nas pessoas mais experientes, é bem giro falar de "riscos no corpo".

Mariana: "Vovó Dedé*: tu não és velhinha! Não tens riscos no corpo..."

* Senhora que deu à luz este vosso escriba.

sábado, 26 de abril de 2014

Lugares esquecidos: Central Hidroeléctrica da Companhia do Papel do Prado (Casal do Ermio)

Depois de uma troca de ideias com o Mikos, que muito ajudou com algumas orientações, fizemos uma visita à Central Hidroeléctrica da Companhia do Papel do Prado, em Casal do Ermio, aldeia do concelho da Lousã, na margem esquerda do Rio Ceira, afluente do Mondego.

A Central permitia produzir energia hidroeléctrica para a fábrica da Companhia de Papel do Prado, possuindo as seguintes características: "pequena barragem em alvenaria, com cerca de 27 m de comprimento e 1,5 m de altura acima das fundações, com as coordenadas M=191440,27 m e P=354179,03 m (sistema Hayford- Gauss Militar), com a tomada de água à cota de 85 m; canal de derivação localizado na margem esquerda do rio Ceira, em alvenaria de pedra, de secção rectangular e superfície livre, com 1380 m de comprimento, destinado a derivar o caudal de 7,25 m³ para a câmara de carga; câmara de carga localizada no final do canal de derivação e à entrada da central, com um descarregador de superfície e com comportas de accionamento manual de alimentação dos grupos turbina/gerador da central hidroeléctrica; central hidroeléctrica implantada na margem esquerda do rio Ceira, com as coordenadas M=190560,20 m e P=353917,89 m (sistema Hayford -Gauss Militar), onde se encontram instalados os dois grupos turbina/gerador com a potência total de 500 kVA, com restituição no rio Ceira à cota de 75 m" (in Diário da República, 2.ª série — N.º 88 — 6 de Maio de 2010).

Está desactivada há vários anos, constituindo mais um exemplo de património esquecido e abandonado, cujas histórias estão por contar. Uma pena.