quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

(Ajudar a) Crescer é bom...

Era um texto de doze linhas. Havia que ouvir um texto lido pela professora, percebê-lo e escrever doze linhas de prosa sobre o texto ouvido. Aquilo que para um qualquer petiz seria uma tarefa trivial, era para o P. um grande desafio.

A Língua Portuguesa sempre tinha sido o seu calcanhar de Aquiles e a responsável por muitas desilusões. Mesmo sem que houvesse assim tantas razões para isso, tinha aprendido que estava ali o seu maior desafio. Nas leituras aparentemente encriptadas, nos textos fantasiosos (que muitos pareciam não conseguir compreender) que escrevia, no medo de na leitura se notarem as microscópicas dificuldades na linguagem (que já havia, corajosamente, enfrentado no passado), o P. foi-se convencendo que não era capaz. Que havia coisas que não eram para ele...

Na semana passada, trouxe o seu texto, orgulhoso para mostrar ao Filipe e à Liliana. Trouxe as cinquenta e nove linhas que tinha escrito. Trouxe o melhor trabalho da turma, quer na quantidade de linhas, quer na qualidade do texto. Trouxe um sorriso. Um merecido sorriso.

Esse foi um dia feliz. Para o P., principalmente, para os seus pais (que traziam um sorriso e um orgulho como não lhe tínhamos visto) e para aqueles que com ele têm trabalhado e que têm sido testemunhas privilegiadas do seu labor e coragem. Foi um dia feliz no CIPP!

Boa, P.!


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