terça-feira, 29 de julho de 2014

terça-feira, 22 de julho de 2014

Adeus...

Saída do Navio Escola Sagres do Porto das Pipas, em Angra do Heroísmo. 

Momento muito bonito.

Foto captada por mim, à semelhança das outars que, por aqui, publico.


O que se aprendeu, hoje, com a Mariana... - LI

Que a literalidade da interpretação das palavras faz parte do quotidiano de alguém de quatro anos.

Que, um quotidiano a brincar profissionalmente com as palavras e alguma incapacidade de desligar o chip, pode conduzir a equívocos e entendimentos enviesados.

Que os dói-dóis não são amigos da elaboração do raciocínio.

Segunda-feira de manhã... princesa Mariana arrisca um voo picado sobre a cama enquanto se prepara para se vestir... um edredon no chão, um tropeção, um pequeno pé de princesa contra a cama, um valente corte num pé...

Segunda-feira à noite... grande esforço para tratar a ferida entre guinchos, berros e choro por causa das dores que o tratamento implicaria. Pais chateados por um alarido desmesurado. Princesa triste.

Terça-feira à noite... repetição do dia anterior... pai de Mariana, aquele que nem sempre consegue desligar o chip, pega na princesa, com todas as lágrimas e muco que se pode imaginar, e tenta intervir.

Pai de Mariana: "Mariana, o que se passa?!"

Mariana: "Tenho medo que doa... não quero água (oxigenada) no dói-dói!"

Pai de Mariana: "Tens que combater o medo!"

Mariana: "Eu não sei o que é combater..."

Pai de Mariana: "É lutar... é seres mais forte que o medo!"

Mariana (entre mais lágrimas e jorros de muco): "Mas eu não sei onde ele está!"

Pai de Mariana: "Está na tua cabeça... nos teus pensamentos..."

Mariana: "Mas eu não quero bater na minha cabeça! Vai doer..."

Pai de Mariana (em pensamento): foda-se.

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Ainda, e sempre, a Académica!

A Académica preocupa-me. Não agora, que estamos na pré-época, mas sempre. É uma constante na minha vida, rebocada por aquilo que me une a um clube, a uma causa, a algo que é mais do que um clube. Que tem que ser mais do que um clube, se todos o permitirem e quiserem.

Há alturas em que me preocupa mais do que outras. Este defeso é uma delas.

Chamar-me-ão pessimista, aludirão a um qualquer ódio primário àqueles que conduzem a minha Senhora, poderão, até, chamar-me retrógado e conservador (e traduzi-lo em inovadores e modernos dislikes), mas não consigo estar descansado, nem optimista este ano.

Há, atenção, pontos positivos que se saúdam. Que venham mais protocolos com clubes de outras paragens onde ainda haverá académicos (aguardemos, contudo, pela explicitação das suas características e pelos seus resultados, contudo). Que venham renovações importantes (Fernando Alexandre, Real e Magique foram óptimas notícias; Marinho, também, ainda que num patamar simbólico diferente), esperando que não com cláusulas esquisitas e incompreensíveis. Que venham promoções à equipa principal de jovens do clube (Pedro Nuno, Jimmy ou João Gomes poderão ser alguns dos nossos heróis no futuro… espero que sim!)!

Temos política desportiva, social e institucional que nos satisfaça? Tudo isto serão epifenómenos ou elementos que traduzem um alinhamento do clube, da SDUQ com os pergaminhos, valores e matriz da Académica? Podemos estar este ano, mais descansados do que nos anteriores? Não. Na minha modesta opinião, de quem acompanha a Académica há mais de vinte cinco anos, não. Não podemos.

Nada me opõe a brasileiros, russos, tanzanianos ou portugueses. Aliás, alguns dos meus ídolos da Académica são estrangeiros (Zé do Carmo, por exemplo). No entanto, não deixo de continuar a ver a Académica como uma constante plataforma de jogadores estrangeiros, sem retorno desportivo ou financeiro. Nem todos, claro. Mas o retorno desportivo e financeiro foi negativo, quer queiramos, quer não. A aposta não tem funcionado. Não tem compensado, nem nunca compensaria para um clube como nós, esta aposta. Este ano, salvo informação contrária, voltaremos a ter jogadores emprestados com 20% do passe para a Académica ou para o Académica. É isto que queremos como ferramenta de construção de um plantel? Se sim, não deveria ser. O negócio Djavan deveria alertar consciência e envergonhar-nos. Pelos vistos, não aprendemos a lição. Andamos nisto há não sei quantos anos!
Não vejo, não leio qualquer ferramenta de aproximação à Cidade ou à Universidade. As pessoas que conduzem a minha senhora serão as mesmas que não têm conseguido inverter um ciclo negativo e involutivo na relação da Académica com a cidade, Universidade e adeptos. Tínhamos pouco mais do que 3000 sócios para votar! Tive vergonha quando li o jornal com essa notícia. Dois anos depois do dia 20 de Maio de 2012. Estaremos, nesta pré-época, a tomar medidas para inverter tudo isso? Não as vejo, não as leio, não as encontro.

Que venha o Mineiro, que venha o Lee (que vem ganhar títulos, segundo leio), que venha o Aderlan, que venha o Nascimento, que venha o Obiorah, que venha o Oualembo, que venham todos para ajudar. Que venham todos para poderem ser novos heróis, pelo rendimento desportivo, pela conduta humana, pelo respeito pelo losango a 1oo%, não só a 20%.

Fábio Luís, Rafael Oliveira, Manoel, Junior Lopes, Paraíba, Saulo, Lira, Bruno Leite, Douglas foram heróis meus. Durante a pré-época, período em que predomina a irracionalidade e a negação. Este ano já não consigo. É mais do mesmo. É, outra vez, mais do mesmo.

Mas, sinceramente, que venham valores, que venha coerência, que venha identidade, que venha Académica. Já! Ontem já é tarde.

Que venha aposta na formação, que venha a capacidade de atraír jogadores jovens pela ligação à Universidade. Que venha a porra de um novo congresso da Académica, como aquele que houve há mais de vinte, para se pensar a Académica. Estar-se-á a fazê-lo? Ou estar-se-á a pensar como construir um plantel para 2014/15 (e depois, logo se vê…)?

Neste momento, somos um clube de futebol estabilizado na Primeira Liga, com um rendimento desportivo aceitável (e melhor que noutras décadas…). Neste momento, estamos longe de ser a Académica que, pelo menos, eu gostaria. Mais um ano…

domingo, 6 de julho de 2014

Trinta e três ou como dizer "Obrigado, Mondrágon"

O trinta e três (33) é o número natural que segue o 32 e precede o 34, diz a Wikipédia. Diz o povo que trinta e três foi a conta que Deus fez. Disseram-me na catequese que é, também, a idade em que correu muito mal a vida a um filho de um carpinteiro, por altura do ano 33 depois dele ter nascido. Diz o cartão de cidadão que foi a idade que psilipe atingiu ontem.

Hoje iniciou-se a contagem decrescente para os trinta e quatro, os temidos trinta e quatro para psilipe.

Faryd Mondrágon, no Mundial que decorre por terras brasileiras, com quarenta e três anos, tornou-se o jogador mais velho a jogar em tal competição, ostentando o estatuto de jogador profissional.

Aos trinta e quatro anos, aprendeu a aceitar como verdade um psilipe petiz, os futebolistas deixavam de jogar. Aos trinta e quatro começavam a ser velhos demais para o desporto que psilipe tanto aprecia/apreciava, atingindo um malfadado estatuto de veterania. Os trinta e quatro estavam longe. Começaram hoje.

Obrigado, Mongragón. Obrigado negação por existires e por permitires que, tão confortavelmente, nos agarremos a ti.

Devaneios, e guarda redes colombianos, à parte, obrigado trinta e três por tanto e tantas coisas. Ser veterano é fixe*.


* Se a opinião mudar, há sempre que pensar que ainda faltam dez para os 43...

quarta-feira, 2 de julho de 2014

O início de tudo

"Tu levantas-te às quatro da manhã para ir tirar fotografias ao nascer do sol? Em altura de festas da cidade? Não podes ser bom da cabeça!"

Ainda bem.



Fotos captadas na Vigia da Baleia, no Raminho, Ilha Terceira.

Lugares esquecidos: Estalagem da Serreta, Ilha Terceira

A Estalagem da Serreta, que será alvo de reportagem no segmento "Abandonados" da Jornal da Noite da SIC no próximo Domingo, resiste ao abandono no seio da Mata da Serreta, no norte da Ilha Terceira, numa das minhas zonas preferidas da ilha.

Um edifício único, com um valor arquitectónico e patrimonial reconhecido, que, à semelhança de outros, agoniza votado ao vandalismo, desleixo e indiferença. É, consensualmente, reconhecida como uma obra de referência nos Açores e foi alvo de destaque quando, no início da década de 70, foi palco de uma famigerada cimeira que juntou Marcello Caetano, George Pompidou e Richard Nixon.

O arquitecto responsável chamava-se João Correia Rebelo e é de destacar a forma como o edifício foi implantado em respeito pelas formas naturais do terreno, na procura de um movimento simbiótico entre natureza e intervenção humana... quem conhece Angra do Heroísmo, e o seu elefante branco de cinco estrelas, saberá como é, infelizmente, muito fácil fazer o contrário.

Uma visita permite perceber, por um lado, o estado de abandono do edifício, e, por outro, imaginar a beleza e interesse do edifício nos seus tempos áureos, que abaixo se retrata neste postal dos anos 70.



Fotos actuais...














Dois interessantes vídeos, da autoria de César Costa, protagonizados pela Estalagem...


Aqui fica o registo de uma visita que me marcou. Valeu, também, pela boa companhia de um dos meus companheiros de explorações, o M. V., com quem aprendo sempre coisas que não sei. Gosto disso.