segunda-feira, 6 de julho de 2015

O que se aprendeu, hoje, com a Mariana... - LVIII

Que os colegas da Mariana têm alguma razão em, quando existem crianças com o mesmo nome próprio, se tratarem pelo apelido, como os militares ou os guardas prisionais.

Que a inteligência e perspicácia de uma pequena princesa de cinco anos, ainda é um prólogo de tudo o que está para vir, por muito que os seus pais se esqueçam.

Que os alicerces ainda estão (quase) todos em construção.

A princesa estava nas suas sete quintas, a ver "bonequinhos"* em casa da sua mais recente tia, a J., cuja irmã se chama, igualmente, Mariana, numa clara demonstração de bom gosto dos pais das duas.

A J.**, num assomo de dona-de-casa, no meio do corropio ternurento de quem tem a casa cheia pela primeira vez e quer que tudo corra pelo melhor, solta uma instrução, dirigida à irmã: "Mariana, tira a roupa!" Aquela que estava no chão da casa de banho.

Uns quatro segundos depois, num dia de calor, a princesa está debaixo de um cobertor, na sala, com um ar confuso.

Pai de Mariana: Porque estás tapada com um cobertor, Mariana?

Mariana: Porque tenho frio...

Pai de Mariana: Mas está um dia de calor.

Mariana: Mas eu estou sem roupa... A J. mandou...

* Ou macaquinhos, em terceirense.

** Que tem a extraordinária capacidade de não ter medo de dizer aquilo que sente. Coisa rara...

1 comentário:

Anónimo disse...

Got it...