domingo, 7 de fevereiro de 2016

O que se aprendeu, hoje, com a Mariana... - LXVIII

Que, quando as sinapses se vão formando a bom ritmo, a linguagem começa a ganhar novos significados.

Que o sarcasmo, ainda que os petizes não o saibam definir a contento, se aprende bem cedo.

Que as definições dos conceitos de uma pequena de seis anos é muito mais interessante do que aquelas que os adultos encontram. Mesmo.

Que, como noutras alturas, a Princesa está a crescer bem.

Cá em casa, temos um cão. Gostamos tanto dele, como ele gosta de fazer covas no jardim. E, no episódio da história de hoje, autênticos túneis. Sim. O cão é grande e desaparece nele.

Pai de Mariana (enquanto voltava a tapar o túnel, gesto que o cão aprecia tanto, mas tanto que tende a retomar o seu túnel capaz de propiciar a evasão de um El Chapo qualquer): Tobias, não! Não!

Mariana (enquanto olha para o cão e ajuda no trabalho de Sísifo que o seu pai tende a repetir): Posso agradecer ao Tobias?

Pais de Mariana: O quê?!

Mariana: Agradecer quando uma coisa é má...

Pais de Mariana (renitentes...): Podes...

Mariana: Obrigadinha, Tobias. Quando se agradece em bem, diz-se obrigado. Quando se agradece em mau, é obrigadinha.

Obrigado, Mariana.


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