segunda-feira, 6 de novembro de 2017

O que se aprendeu, hoje, com a Mariana - LXXV

Que há coisas que, de tão simples, não são detectadas pelo olhar chato de um adulto.

Que há um radar impressivo e preciso no olhar de uma princesa de sete anos.

Que o simples distrito de nascimento de uma pessoa, pode ser o tesouro de outra.

Que a princesa, no fundo, é uma grande apoiante da Autonomia dos Açores. Mesmo que não saiba.


A princesa, apesar de crescer no meio do Atlântico, foi nascer à mais bela cidade do mundo, numa decisão tomada pelos seus pais. Só podia.

Na habitual, e saborosa, conversa de final de dia, faz-se o balanço do dia-a-dia, em que os pais, por muito que se inove, repetem a mesma questão.

Pai de Mariana - Como foi o dia hoje, na escola?

Mariana - Bom. *

Pai de Mariana - E aconteceu alguma coisa nova? Houve alguma coisa boa no teu dia?

Mariana (com um sorriso vitorioso) - Sou a única que tem distrito da turma! Sou de Sé Nova, distrito de Coimbra! Mais ninguém tem distrito na turma só eu.**

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* Resposta habitual da princesa. "Mais ou menos" ou "como é habitual" ficariam no pódio, para sadio desespero dos seus pais.

** Nota de rodapé dedicada aos continentais: nos Açores e Madeira, desde 1975, deixaram de existir distritos, aquando dos primórdios do modelo autonómico insular.

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