O que se aprendeu, hoje, com a Mariana... - LXXXII

Que, nalgumas coisas, ser pai de uma Princesa é mais complexo que ser pai de um Príncipe.

Que, por muito que brinquemos com o assunto, temos medo daquilo que não controlamos. Futuros putos borbulhentos na puberdade entram nessa definição.

Que o medo nos faz antecipar até aquilo que não faz sentido. Nenhum, mesmo.

Que, mais uma vez, em casa de ferreiro não há espetos de ferro, só de pau oco.

Que o M. e o B. são só miúdos e que são muito porreiros, daqueles que dá gosto que façam parte da vida da Princesa.

Um destes dias, a Princesa teve uma demonstração de basquetebol. Como se diz pela Terceira, a Mariana e os colegas foram todos prezados participar numa exibição do seu escalão de formação, no intervalo do jogo de basquetebol dos grandes.

Após o intervalo, a Mariana ia aparecendo e desaparecendo na bancada, enquanto brincava com os amigos.

Chegados a casa, o pai pergunta, naquele modo que os pais têm em que conseguem ser só uns chatos. O Pai da Mariana tem muito momentos desses.

Pai de Mariana - Gostaste de ir ao jogo?

Mariana - Sim.

Pai de Mariana - E gostaste de brincar no pavilhão com os amigos?

Mariana - Sim.

Pai de Mariana - E brincaram a quê?

Mariana - Não te posso dizer. É segredo.

Pai de Mariana (em pensamento, ligando o complicómetro parental de protector de Princesas*, à velocidade da luz...) - Segredo?! Se ela não conta os jogos com os rapazes, não pode ser coisa boa! Estou lixado com isto. Já?!

Pai da Mariana (a falar "à pai") - Conta lá!

Mariana - Pronto... eu conto...

Pai da Mariana - Sim...

Mariana - Estávamos a jogar à patinagem no gelo...

Pai da Mariana (em pensamento) - És um idiota! Ufff...

Pai da Mariana (em modo cara de pau) - Muito bem! Fizeram bem... deve ter sido divertido!


* Como se ela precisasse...

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