segunda-feira, 12 de março de 2018

O que se aprendeu, hoje, com a Mariana... - XCIII

Que a idealização absoluta dos pais é indirectamente proporcional à idade dos petizes.

Que, felizmente, os nossos miúdos são capazes de nos humanizar.

Que isso não tem que assustar... aliás, permite-nos provar que os pais também se vão tornando mais maduros, à medida que as princesas se fazem gente.

Que quem diz a verdade, nunca merece punição. Diga lá o que disserem as supernannies desta vida.

A Princesa mantém uma intensa vida social. Festas de pijama, aniversários, jantares em casa de amigos ou idas ao cinema. Esta história começa numa ida ao cinema com um grupo de amigos e amigas, a cargo da J., mãe do B. (que é um puto muito porreiro).

No final do filme, houve uma romaria a casa de uma das amigas para que todos pudessem ver o seu aquário, patrocinada pela J..

Na casa da amiga, a Mariana encontrou o D., pai da amiga, que é um atleta à séria. Daqueles que correm mesmo muito e que dão voltas de avanço ao pai da Mariana (que continua em conseguir baixar dos noventa quilos, o que, vá, não ajuda a que consiga ser mais do que um caracol hiperactivo).

O D. perguntou:
- Então como andam as corridas do teu pai?

A Mariana respondeu:
- Para ser sincera, o meu pai a correr não é grande coisa.

O Pai da Mariana riu a bom rir quando ouviu a história (há uns tempos, no paleolítico da sua parentalidade, dificilmente lhe arrancariam mais do que um sorriso, muito, amarelo...) e disse:
- Isso só prova que é inteligente.

E atenta, acrescento eu, agora.

Quem diz a verdade, não merece castigo.

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