Hoje foi dia de regresso ao mundo dos lugares esquecidos, na companhia do H. e do C.. Destino: o campus de Angra da Universidade dos Açores. Destino: mais um confronto de frente, doloroso, com a realidade de um país que renega o passado e que o esquece, demasiado rápido, sem ponderar custos (financeiros e emocionais).
Uma escola, uma Universidade, é um espaço vivo, com memórias, com história, elemento de passagem de milhares de pessoas, no seu percurso pelos trilhos do conhecimento e do desenvolvimento. Dizia o H. que, na primeira vez que tinha visto tal cenário, tinha ficado triste um dia inteiro. Compreendi-o depois de ver o que vi hoje.
Já lá vão, talvez, uns dois anos desde que a Universidade dos Açores, em Angra, abandonou o seu espaço na freguesia da Terra Chã, deslocando-se para novas e modernas instalações.
Passado este tempo, constata-se um estado de abandono total das antigas instalações e um vandalismo criminoso de assinalar. Uma Universidade na falência, com a sua missão …
Comentários
Gostava de o congratular após ter ter suscitado este seu canto a quem quisesse partilhá-lo.
Tenho orgulho em que sejamos da mesma causa: a Académica!
Espero que na sua tremenda racionalidade entenda que não há fundamento maior e melhor para nada do que aquilo a que os tímidos chamam afecto e ao que aqueles que não temem o que sentem chamam amor.
É o nosso dado incondicional. Espero que também assim o entenda caro (Filipe Fernandes será?).
Um abraço.
Miguel Saraiva
ou em código académico
Briosa para sempre
Sarabia
Incondicional este José.
Confesso que vim aqui visitá-lo na esperança de encontrar algo em que desse conta da minha vinda.
Mas não importa...
Tão incondicional quanto fundamental serão as suas princesas Célia e Mariana...com acrescento da salvadora gata.
Não sei que terá dito o homem do Montijo acerca do amor..., mas fico-me na beleza extrema da simplicidade, da humildade e da bondade (aonde cabem a generosidade e a caridade).
Caro Filipe Fernandes (será?): só queria mesmo agradecer o facto de ter sugerido o seu canto...em sendo a terra redonda tem os seus cantos enormes...assim como manifestar admiração.
Os meus sinceros parabéns.
Miguel Saraiva
ou em código académico
Briosa para sempre
Sarabia
A ausência de resposta pronta deve-se, fundamentalmente, à dificuldade no bulício de um quotidiano complicado arranjar o tempo necessário a uma resposta condigna.
Pegando nas suas palavras, a Académica é, realmente, uma causa. É mais o que uma simples colectividade (como diria Manuel Machado) e, por muito que doa a muitos, é algo de único. Sou daqueles que gostam da Académica a digladiar-se com os grandes, mas que, no dia em que estivermos nos Distritais, estará a acompanhar com o mesmo fervor. Há coisas que não se escolhem e que se amam. Ponto. O que, num mundo minado pelo calculismo, é raro. E faz muita confusão, e "espécie", a muitos e muitas que prolongam para o futebol vidas em que o afecto, o amor incondicional, o sofrimento por algo e a resistência à frustração nem sempre existem.
Acrescento que lhe agradeço as suas palavras, escritas por alguém que possui uma voz que admiro na blogosfera académica (que acompanho diariamente), pela sua clarividência e correcção, devidamente pontuada por alguns pozinhos de irracionalidade!
Apareça sempre que quiser, para qualquer troca de ideias...
Cumprimentos,
FF aka psilipe aka Filipe Fernandes
E na Final da Taça lá estamos, ok?
Um abraço.
Lá estaremos na final da Taça...esperemos, já faltou muito mais.
Quiçá esta troca de galhardetes, feitos os devidos apreços, possa ser feita em repasto na Terceira se o amigo ainda aí estiver. É que neste ano de 2012 (mais lá para diante) terei de ir à Terceira em trabalho, mas sempre hei-de arranjar tempo para um almoço, lanche ou jantar...e não sendo certo talvez possa apresentar-lhe a minha princesa de sua graça Teresa.
Obrigado pelas suas palavras.
Um abraço
Sarabia
saudações renovadas...
Depois das notícias de hoje, e da ausência de outras, temo que a final da Taça tenha ficado mais distante... Mas mantenho a esperança, apesar de sentir que armadilhamos o nosso próprio caminho.
Na Terceira, a minha segunda casa, costuma-se fazer bons repastos, pelo que fica essa possibilidade em aberto.
Um abraço,
psilipe