Hoje, numa extraordinária visita a uns amigos de infância*, disseram-me que a nossa terra é aquela onde ganhamos dinheiro. Não. A nossa terra é aquela em que nos sentimos bem, aquela cuja ausência nos dói, e onde estão aqueles de quem gostamos, aqueles cuja ausência nos dói.
Mais de sete anos depois de iniciar a saga** terceirense, começo a possuir duas "terras". Começo, começamos a aceitar uma saudável convivência de Coimbra e da Terceira, como lares, apropriados e entendidos como tal. Mas, não há amor como o primeiro...
E que bela fica Coimbra retratada com o belo Mondego como moldura.
Coimbra é única.
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Continua a ser extraordinário, poderoso e energizante o modo como a saga terceirense** não impede que alguns laços se percam, não impossibilita que algumas pessoas existam no nosso mundo interior, qual contra-resposta a um tratado de Tordesilhas interior que, por vezes, acabo por fazer.
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Por muito que custe assumir, começa a ficar claro que a expressão "saga terceirense" começa a ficar enfermada de um crónico síndroma de negação.
Comentários
Saí menino de minha terra.
Passei trinta anos longe dela.
De vez em quando me diziam:
Sua terra está completamente mudada,
Tem avenidas, arranha-céus...
É hoje uma bonita cidade!
Meu coração ficava pequenino.
Revi afinal o meu Recife.
Está de fato completamente mudado.
Tem avenidas, arranha-céus.
É hoje uma bonita cidade.
Diabo leve quem pôs bonita a minha terra!
Manuel Bandeira