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A mostrar mensagens de Janeiro, 2013

Há coisas que só acontecem aqui (na Terceira)...

Alguém passar uma consulta inteira a tratar-nos por "Dr" seguido de frases com a segunda pessoa do singular...

"Oh Dr., não me digas isso..."

Priceless.

O que se aprendeu, hoje, com a Mariana... - X

Que o Senhor Jean Piaget tinha muita razão na forma como explicou o desenvolvimento cognitivo infantil...

Que, realmente, aos três anos se interpretam as coisas demasiado à letra, no domínio do concreto.

Que, quando nos distraímos, e dizemos a uma princesa de três anos, enquanto resolvemos um jogo com ela no chão da sala, para ela "puxar pela cabeça", ela tende a puxar a cabeça pelo pescoço. Que, após fazer isso, nos olha com uma expressão que nos diz "porque raio é que puxar a minha cabeça ajuda a completar um puzzle de um comboio?!".

Que os adultos complicam mesmo as coisas.

O que se aprendeu, hoje, com a Mariana... - IX

Que é bem mais giro chamar "pungadá", "cumba", "quimba", "bodim" e "maquitunga" a algumas coisas que inventamos do que tentar explicar a dois adultos a nossa lógica de pensamento.

Há, mesmo, coisas que os adultos nunca conseguirão perceber. Ainda bem.

Se a minha mãe descobre...

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...que eu acho piada ao site Jesus Everywhere (http://jesus-everywhere.tumblr.com), terei problemas.

No fundo, trata-se de um site de montagens fotográficas, em que Jesus Cristo aparece nas mais variadas situações. Deixo aqui algumas das minha favoritas...

O site está linkado no lado direito do GV. Sim, já ali.




O que se aprendeu, hoje, com a Mariana - VIII

Que é muito mais giro chamar ao ténis "aquele-jogo-que-joga-com-uma-bola-redonda-amarela-e-com-um-pau-que-tem-uma-coisa-redonda-em-cima-com-buracos-".


Trauma(s): ferida(s) ou cicatriz(es)?...

Alguns estudos demonstram que, ao longo do seu percurso de vida, um indivíduo tem uma percentagem a rondar os setenta por cento de se confrontar com um acontecimento traumático. O mesmo será dizer que existe uma elevadíssima probabilidade de se confrontar com um cenário, com uma circunstância de vida que coloque em questão os seus limites, a sua concepção de si mesmo e a sua visão do mundo, obrigando a um esforço de reorganização interior.

Se pensarmos na existência humana como um rio, podemos entender as circunstâncias traumáticas como um desvio no seu leito que provoca uma mudança no seu curso e na forma como flui. Esses desvios podem ser pequenas represas, diques de dimensão considerável ou autênticos aluimentos de terra que o fazem transbordar e que lhe alteram o rumo, fazendo, inclusivamente, que seja difícil distinguir o rio das margens que o delimitavam.

Na maioria das situações, as pessoas conseguem superar os acontecimentos traumáticos que vivenciaram, conseguindo reorganizar-…

Muito bem escrito e absolutamente viciante...

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José Luís Peixoto é um mestre. Ainda por cima aparenta ser um gajo porreiro com os pés assentes na terra, tão diferente de outros.


O que se aprendeu, hoje, sem a Mariana... - I

Que a distância, os momentos de afastamento da família começam a doer cada vez mais. Que o afastamento  daqueles de quem gostamos nos demonstra a nossa feliz condição de puzzles incompletos. Mesmo que doa.

Até amanhã.

Mariana: update Janeiro '13

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Quando o meu coração parar de chorar...

... tentarei escrever sobre o fim da caminhada da Académica para o Jamor... Ainda está tudo muito fresco.

O que têm em comum Lance Armstrong e o taxista que me transportou ontem?

Pela sua postura, ainda que com gravidades muito diferentes, representam a triste, perversa e indigna vitória das ideias pré-concebidas sobre a liberdade de pensamento.

Ao senhor taxista, e não ao ciclista batoteiro, reconhece-se, igualmente, o sentido de humor... sugerir que uma corrida deve ser mais cara pelo facto de o táxi ser uma station wagon e não um carro normal é, como diria o meu amigo X., de valor.

Ao ciclista batoteiro, reconhece-se a capacidade de reconhecer o erro.

A nenhum dos dois se perdoa o facilitismo.

O que se aprendeu, hoje, com a Mariana... - VII

Que é preciso ter muito cuidado com o que se diz a uma princesa de três anos e que a capacidade mnésica do ser humano é crescente...

Que não podemos, no desespero da preocupação parental que resulta de uma ida à urgência em que uma ecografia descobre uma estranha acumulação de gases na barriga da princesa, recomendar e incitar aos puns.

Que, após tal incitamento, a princesa tende a cumprir à risca, sem o controlo de outrora, o pedido parental e que a argumentação se vaporiza. Literalmente, no caso vertente.

O que se aprendeu, hoje, com a Mariana... - VI

Que a música "Frère Jacques", que todos aprendemos a trautear de forma mecânica desde petizes, fica muito mais gira quando cantada da seguinte maneira, em Marianês:

"Bébé Rato, Bébé Rato dorme vu..."

Nunca o divórcio esteve tão próximo...

psilipe bufava (algo que faz, de forma descontrolada, quando está irritado com alguma coisa) enquanto constatava que o Guimarães tinha passado às meias-finais da Taça de Portugal: "Já viste isto! O Guimarães vai às meias-finais da Taça! Filhos da mãe*!"

patroa de psilipe: "Se calhar ganharam porque tiveram mérito..."

psilipe: "..................................................................................."



* Não foi bem isso que, porventura, psilipe pode ter dito...

This is the Montalegre Style...

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Psy obteve não sei quantos milhões de visualizações do seu inenarrável vídeo. Hoje descobri o vídeo em que se inspirou. Um plágio indecente. 
Uma pergunta para quem visualizar este vídeo... qual o pormenor que mais vos marcou?
psilipe responde: as velhinhas bamboleantes.


Ninguém me tira da cabeça...

... que quem lixou o Zico foi a Pépa. Aquela coleira da candonga nunca lhe agradou.

Há dias em que...

... de manhã e à tarde, não se pode sair à noite, nem voltar de madrugada.

Hoje foi um deles.

As situações em que ficamos sem palavras...

... são raras na vida de psilipe. Aliás, psilipe paga as suas contas conseguindo ser rápido e arguto a ripostar às mais variadas divagações do ser humano, no seu ofício de alquimista da alma. Pode, lá de vez em quando, verbalizar, dizer algo de menos interessante e relevante, enquanto ganha tempo e processa a informação, mas é raríssimo que não consiga ir além do silêncio.

Mariana (no carro): Pai, contas-me a história do Rei Dom Sebastão?
psilipe (enquanto franze o sobrolho, num típico momento "what the fuck?!"): ........................................................(longo silêncio)..............................................................................


Futebol e Fátima...

A propósito da troca de jogadores entre o Sporting e o FC Porto, apraz-me dizer o seguinte...

Primeiro
Quem quer apostar comigo que o jogador Marat Izmailov, na sua viagem para o Porto, passou por Fátima e que se deu mais um indecifrável milagre? Ficou curado.

Segundo
Esperemos que a bateria de testes médicos do Sporting, aqueles que são realizados para determinar a sua aptidão para o jogo, não avaliem a saúde mental.

Genérico do Tom Sawyer by Mariana

Uma versão alternativa, e muito melhor, da música do genérico do Tom Sawyer, série de animação que nos iluminava a infância. Já agora, sai daqui uma saudação para Vera Roquette e para o Agora Escolha.

Uma questão que me assalta...

Até quando é que se deseja Bom Ano? Até aos Reis, até ao final do mês, até nos apetecer?

Tchhhhk...

A culpa é como o velcro. Cola, por vezes, quando não queremos e faz muito barulho a descolar. A única diferença é que, nalguns de nós, o barulho é demasiado ensurdecedor.

psilipe, tens lido aquilo que devias?

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Não. Mas estou a arrepiar caminho... 
Terminado há uns dias...


A reler no momento... um tratado para quem se movimento nos meandros da Saúde Mental.


Chegou hoje. Muito curioso por ler.



À espera. Mário de Carvalho é um senhor.


Quem tem medo...

Texto a publicar na revista do Sindicato dos Professores da Região Açores sobre os medos infantis durante o mês de Janeiro. Aqui fica.


A sabedoria popular ensina-nos que a solução infalível para o medo, e para os desafios que nos causa, passa pela adopção de um animal doméstico da espécie Canis Lupus Familiaris, ou seja, um simpático canídeo. E se é certo que, como a grande maioria dos ditos populares, a expressão não deve ser lida pelo prisma da linearidade, é também verdade que , muitas vezes, alguns medos, nomeadamente nas crianças, acabam por ser erroneamente minimizados, nas suas consequências, no sofrimento que despertam, na forma como obstam ao desejável processo de autonomização  e na invalidação que originam, por exemplo, no contexto escolar. Efectivamente, a prática clínica demonstra que muitas situações de absentismo e de insucesso escolar passam pela existência de quadros clínicos de ansiedade nos alunos que, por vezes, acabam por não ser alvos de intervenções adequadas. S…

Uma boa foto para o início do ano...

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Por muito ameaçadora que pareça a dificuldade, há que olhar para cima. Há que fitar o desafio nos olhos com crença na possibilidade de sucesso.
 Devo ser dos poucos, mas estou com uma grande fé naquilo que vamos fazer neste ano de 2013. Mesmo com tudo o que se avizinha. Mesmo com todas as armas de destruição massiva do optimismo, felicidade e plenitude. Procuremos os nossos escudos, as nossas defesas, as nossas coordenadas, os nossos pontos cardeais. Possível... obrigatório.

Foto já com alguns anos... Mérito ao Paulo Soares, emérito escalador e modelo neste registo de que gosto muito.

1984 em 2013

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Numa das suas obras primas, 1984*, George Orwell** criou o conceito de Big Brother, entidade dotada do dom da ubiquidade que, na sociedade futurista retratada no livro, controlava os cidadãos e que lhes estreitava o quotidiano.

Viver numa ilha de cinquenta e cinco mil pessoas permite, instantaneamente, que o conceito orwelliano do Big Brother ganhe um novo significado.

Viver numa ilha de cinquenta e cinco mil pessoas, e ter uma capacidade de observação fora do comum e uma memória estupidamente eficaz para pormenores insignificantes (caras, nomes, matrículas de carros, roupas que as pessoas usam mais,...) leva a que a capacidade "técnica" deste Big Brother seja dotada de invulgar eficácia, com registos de som e imagem muito além daquilo que seria necessário e exigível.

Somado a tudo isto, quando se vive numa ilha de cinquenta e cinco mil pessoas, e quando se trabalha como clínico num concelho de pouco mais de trinta mil pessoas, este Big Brother adquire o mais sofisticado sis…

E o primeiro dia do ano passou-se assim...

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Muito bem.

Um bom conselho para 2013...

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1 de Janeiro de 2013. Conduza (o ano) com precaução. Um bom conselho. Há que conduzi-lo e não deixar que ele nos conduza. Possível... obrigatório.


Uma esperança para o leão ferido

O GV apoia o movimento de apoio da candidatura de Artur Baptista da Silva à Presidência do Sporting.

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