Está aqui tudo...
"Não pode haver razão para tanto sofrimento.
E se inventássemos o mar de volta, e se inventássemos partir, para regressar.
Partir e aí nessa viagem ressuscitar da morte às arrecuas que me deste.
Partida para ganhar, partida de acordar, abrir os olhos, numa ânsia colectiva de tudo fecundar, terra, mar, mãe...
Lembrar como o mar nos ensinava a sonhar alto, lembrar nota a nota o canto das sereias, lembrar o depois do adeus, e o frágil e ingénuo cravo da Rua do Arsenal, lembrar cada lágrima, cada abraço, cada morte, cada traição, partir aqui com a ciência toda do passado, partir, aqui, para ficar..."
José Mário Branco (um génio) em "FMI".
Como diria uma pessoa que conheci recentemente, e a quem apresentei esta música, "é assustador como esta música tem mais de 30 anos". A H. V. tem, mesmo, toda a razão.
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