Portugal ou o nosso país bizarro
Temo o dia em que a Princesa suba mais alguns degraus na escada do desenvolvimento e da clarividência e lhe tivermos que explicar que a trouxemos ao mundo num país em que os polícias se sentem roubados, em que o Governo não quer, conscientemente, seguir as leis, em que os professores têm que fazer testes dignos de adolescentes para ensinarem adolescentes, em que os seus pais são tidos por perigosos e preguiçosos pelintras, pelo simples facto de serem funcionários públicos e em que quem de direito é fraco com os fortes e forte com os fracos.
Temo o dia em que tivermos que a fazer crer que tudo isto faz sentido e que não se trata de uma versão bizarra de um país a sério.
Temo o dia em que tivermos que a fazer crer que tudo isto faz sentido e que não se trata de uma versão bizarra de um país a sério.
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