Um instantâneo de um país, ontem à noite...
Quem se perdeu, ontem, pelos inefáveis meandros da televisão de Domingo à noite, constatou um extraordinário instantâneo.
Um canal em directo das imediações do Estádio do Dragão, após uma (in)esperada derrota da equipa portista. Um jornalista em frenesim, aguardando a saída dos jogadores e dirigentes da equipa derrotada, na esperança do confronto com os adeptos descontentes.
No momento em que se inicia a saída dos bólides, na excitação adolescente de quem aguarda por algo, seja lá qual for esse algo, dá-se o instantâneo do dia.
Desacordo entre as autoridades policiais e os dirigentes portistas. À saída da garagem, havia quem exigisse que os carros virassem à direita, enquanto outros que virassem à esquerda. O país, através da vista privilegiada da câmara, num inusitado e prolongadíssimo directo, no meio.
A excitação do repórter, do jornalista no estúdio, a inquietação dos dirigentes em directo aos microfones, as chamadas indignadas realizadas para as câmaras, a confrontação com a pressão das autoridade, a curiosidade mórbida sobre o que estava a acontecer durante mais de meia hora... virariam os jogadores à esquerda, em direcção aos adeptos irados ou virariam à direita, incorrendo num sentido proibido?
Não. Não se discutia a viragem do país à esquerda ou à direita. Um sonho se tal se discutisse com uma percentagem qualquer do entusiasmo que se viu na cena que descrevo.
Um canal em directo das imediações do Estádio do Dragão, após uma (in)esperada derrota da equipa portista. Um jornalista em frenesim, aguardando a saída dos jogadores e dirigentes da equipa derrotada, na esperança do confronto com os adeptos descontentes.
No momento em que se inicia a saída dos bólides, na excitação adolescente de quem aguarda por algo, seja lá qual for esse algo, dá-se o instantâneo do dia.
Desacordo entre as autoridades policiais e os dirigentes portistas. À saída da garagem, havia quem exigisse que os carros virassem à direita, enquanto outros que virassem à esquerda. O país, através da vista privilegiada da câmara, num inusitado e prolongadíssimo directo, no meio.
A excitação do repórter, do jornalista no estúdio, a inquietação dos dirigentes em directo aos microfones, as chamadas indignadas realizadas para as câmaras, a confrontação com a pressão das autoridade, a curiosidade mórbida sobre o que estava a acontecer durante mais de meia hora... virariam os jogadores à esquerda, em direcção aos adeptos irados ou virariam à direita, incorrendo num sentido proibido?
Não. Não se discutia a viragem do país à esquerda ou à direita. Um sonho se tal se discutisse com uma percentagem qualquer do entusiasmo que se viu na cena que descrevo.
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