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A mostrar mensagens de Fevereiro, 2015

Revista de imprensa de hoje / psilipe na imprensa de hoje

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Das palavras que é uma pena que não sejam usadas mais vezes... - IV

Em conversa com o amigo R. C., com quem partilhei esta minha saga, ocorreram-nos duas palavras que correspondem a algo absolutamente insubstituível em qualquer cozinha. Vá, numa kitchenette também.

Malga e almoçadeira.

O que se aprendeu, hoje, com a Mariana... - LVII

Que a mentira tem perna curta.
Que tentar evangelizar uma filha, sendo de um clube pequeno e pouco popular, assusta o mais temerário dos pais.


Pai de Mariana - Mariana, vou sair para ver o jogo da Académica.

Mariana - Posso ir contigo? Também queria ver o jogo...
Pai de Mariana - Não...
Mariana - Quando chegares dizes-me logo quanto ficou!
(Académica soma o décimo segundo empate; Académica fica nos lugares de descida; Académica faz mais uma exibição sofrível)
(Pai de Mariana regressa a casa)
Mariana - Quanto ficou o jogo?
Pai de Mariana - Ganhámos!
Mariana - Boa!!!
(Vergonha... vergonha...)

(Dez minutos depois, a avó da Mariana liga...)
Avó de Mariana - Filho, quanto ficou o jogo?
Filho da avó de Mariana - Espera... tenho que ir responder à varanda.
Avó de Mariana - Porquê?
Filho da avó da Mariana - Hmmm.... Já explico. (Varanda) Porra. Empatámos, outra vez.

Das palavras que é uma pena que não sejam usadas mais vezes... - III

Cafagestes.

Das palavras que é uma pena que não sejam usadas mais vezes... - II

Salafrário.

Carnaval (terceirense)

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A propósito dos últimos acontecimentos na Saúde em Portugal...

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... recauchuto um vídeo que fiz há uns tempos. Como era bom se não fosse (tão) actual.

As Lajes do desencanto (ou o desencanto de um terceirense adoptado com o que tem visto nos últimos tempos)

No próximo cinco de Outubro a minha saga açoriana cumprirá o seu décimo aniversário. O que, na arrogância pueril do controlo sobre o que não é passível de controlo, seria uma espécie de “toca e foge” insular de um par de anos, transformou-se numa relação umbilical com uma ilha, com um arquipélago. Sou terceirense, e defendo esta terra como se de Coimbra se tratasse. Desde muito cedo construí uma relação de amor com Angra do Heroísmo, fascina-me o nascer do Sol no Piquinho, chateia-me Ponta Delgada, mas admiro tudo o que sobra de São Miguel, vejo nas fajãs de São Jorge uma metáfora belíssima e apaixonante, quero ter uma casa nas Flores para a reforma e morar um mês seguido no Corvo antes de morrer (que me perdoem o cliché).
Sinto-me açoriano, com “e” ou “i”, consoante os gostos ou a tendência para a singularidade ortográfica. Quero sê-lo, apesar de tudo, mais tempo. Sinto que o serei, mesmo se a brisa do destino me afaste do Atlântico. Criei raízes aqui, crio uma terceirense feliz todos…

Das palavras que é uma pena que não sejam usadas mais vezes... - I

Ruim.

O meu amor existe

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O que se aprendeu, hoje, com a Mariana... - LVI

Que "não há morte para o amor", mesmo.

Que "não há machado que corte a raíz do pensamento", nunca.

Que o orgulho preenche a alma, mesmo quando ela dói. Que o amor sublima a saudade.


Mariana (caminhando, fitando os olhos do avô paterno, numa foto emoldurada que trazia nas mãos): Tenho saudades do pai do pai...

Pai de Mariana (a fazer-se de forte): Como é que podes ter saudades de alguém que não conheces?

Mariana: Mas tenho. Tens saudades do teu pai?

Pai de Mariana: Sim. Muitas.

Mariana: Mesmo sem o ter conhecido ele pode ser meu avô na mesma?

Pai de Mariana (a fazer-se de forte): Sim. Claro que sim.