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A mostrar mensagens de Fevereiro, 2016

O que se aprendeu, hoje, com a Mariana... - LXIX

Que o relógio está a contar.

Que em casa de ferreiro...

Que a Princesa cresce mais rápido do que a capacidade de adaptação do senhor seu pai.

Mariana e pai, em pleno momento Domingo de manhã, estavam na sala. Cada um tinha o seu "momento zen". Ela via bonecos, ele lia o jornal. A mãe dormia. O Domingo de manhã ninguém lhe tira.

Mariana (após ver uma cena dos desenhos animados) - Papá, viste? Bateu-lhe no pipi!

Pai de Mariana (numa habitual exercício de negação do crescimento da pequena) - Então, Mariana?!

Mariana - Tens razão. Bateu na pénis dele!

Pai de Mariana (repetindo o exercício de negação) - Mariana, não digas isso.

Mariana - Porquê? É o nome certo. Bateu-lhe na pénis. Tu também tens uma pénis. E eu tenho uma "vegine".

Pai de Mariana (em pensamento) - Está bonito, está...


Quando levar a mal, no Carnaval, devia ser obrigatório...

Mais uma vez, na época carnavalesca, deambulando pelos canais televisivos, foi impossível não nos depararmos com as reportagens, por vezes inenarráveis, sobre os Carnavais espalhados pelo país. Por esses dias, dou sempre por mim a lembrar um pequeno "E" que encontrava colocado nos calendários no quadradinho reservado ao dia de Carnaval, que me intrigava quando andava na escola, em petiz. Se é dia de Carnaval, porque raio aparece um "E" e não um "C", pensava.

Este ano dei por mim, novamente, a pensar no Entrudo ou, dito de maneira diferente, a rejeitar, ainda mais, o entendimento bafiento e abrasileirado que se tornou regra em Portugal quando se aproxima esta altura do ano. Não deixa de ser irónico que o povo que se está a abrasileirar no Carnaval, tenha sido o povo que levou as práticas do Entrudo para o Brasil... Sim, as voltas da história são retorcidas. No fim de contas, o que muitos fizeram, ao longo dos tempos, foi trocar a tradição portuguesa de fest…

O que se aprendeu, hoje, com a Mariana... - LXVIII

Que, quando as sinapses se vão formando a bom ritmo, a linguagem começa a ganhar novos significados.

Que o sarcasmo, ainda que os petizes não o saibam definir a contento, se aprende bem cedo.

Que as definições dos conceitos de uma pequena de seis anos é muito mais interessante do que aquelas que os adultos encontram. Mesmo.

Que, como noutras alturas, a Princesa está a crescer bem.

Cá em casa, temos um cão. Gostamos tanto dele, como ele gosta de fazer covas no jardim. E, no episódio da história de hoje, autênticos túneis. Sim. O cão é grande e desaparece nele.

Pai de Mariana (enquanto voltava a tapar o túnel, gesto que o cão aprecia tanto, mas tanto que tende a retomar o seu túnel capaz de propiciar a evasão de um El Chapo qualquer): Tobias, não! Não!

Mariana (enquanto olha para o cão e ajuda no trabalho de Sísifo que o seu pai tende a repetir): Posso agradecer ao Tobias?

Pais de Mariana: O quê?!

Mariana: Agradecer quando uma coisa é má...

Pais de Mariana (renitentes...): Podes...

Mari…

Académica

Na minha profissão, enquanto psicólogo, falo muito de limites, da necessidade de os estabelecer, de os respeitar e da firmeza necessária quando os mesmos são ultrapassados. Da forma como os mesmos, por exemplo nas relações, não devem ser re-traçados de forma recorrente, de uma forma que perturbe uma das partes e que lhe roube a sua identidade, os seus valores, a sua singularidade enquanto pessoa.

Hoje, com este vergonhoso mercado de Inverno, batemos mais uma vez no limite, aquele que retraçamos há anos. Aquele que já estava mais do que ultrapassado, aquando da FInal da Taça de 2012. Foi uma das maiores alegrias da minha vida, mas deu um balão de oxigénio a quem não o merecia. A quem não o aproveitou. Não, poupem as teclas, não estou a dizer que preferia não ter ganho a Taça. Estou a dizer que me revolta onde estamos, só, quatro anos depois. Em tudo, TUDO, estamos pior. Em TUDO continuamos a ultrapassar limites. Dir-me-ão que na formação estamos melhor. Não sei. Tardamos em ter uma polí…