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A mostrar mensagens de Dezembro, 2017

Será sempre a árvore da vida.

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Não se explica. Sente-se.

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As laranjas, diz a lenda, eram cultivadas pelas ninfas como veículos da imortalidade. Quem acedesse aos pomos de ouro das laranjas, sublimava a morte e o esquecimento.

Há cidades que encontraram as ninfas, e as suas laranjas, há muito. Provaram e lambuzaram-se com as suas laranjas. Coimbra é Coimbra. As ninfas estarão, com certeza, orgulhosas.


Não se explica, sente-se.

O que se aprendeu, hoje, com a Mariana... - LXXXVI

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No relato de hoje, a Mariana contou com ajuda de outros petizes, as primas L. e C. e de um amigo, o D..

Sala cheia no Dia de Natal. Em todos os ângulos da divisão vislumbravam-se os pacotes, brinquedos e restos de papel de embrulho, rasgados, com ânimo e vigor, num movimento alimentado pela curiosidade das pequenas. Como tão facilmente acontece, o número de presentes das Princesas foi proporcional à sua ansiedade, na fase prévia à sua abertura, e da sua alegria, após um festival de luz e som do papel de embrulho e dos laços pelo atmosfera. Resultado, overdose de brinquedos alimentada pelo anseio dos pais e avós de corresponder àquilo que as Princesas esperavam e de lhes proporcionar alegria e, através das ofertas, veículos para boas sensações. Segundo resultado, atenção dividida por demasiadas coisas e poucos brinquedos verdadeiramente desfrutados. Shame on us.

O D., filho do N. e da A. (a nossa irmã-sem-ter-sido-parida-pela-avó-da-Mariana), chegou estremunhado da viagem de carro e só d…

O que se aprendeu, hoje, com a Mariana... - LXXXV

Que a época natalícia é pródiga na lembrança de (boas) memórias de Natais passados em família.

Que as avós e os avôs são peritos atentos na arte de (des)encaminhar petizes e que conhecem como ninguém as portas travessas da parentalidade.

Que o Menino Jesus, na casa da avó D., se chamará sempre Jesus.

Que é uma fortuna poder passar mais um Natal com a minha família e que a Mariana tem uma colecção de avós, bisavós, tios e primas de qualidade superior.

Que quem não está continua, contudo, a fazer falta. Que, mesmo não estando, tem lugar algures na mesa imaginária, onde o machado não corta nem o pensamento, nem o amor.

O Pai da Mariana teve uma carreira religiosa curta e deixou a prática religiosa após a Primeira Comunhão, para grande tristeza da senhora sua mãe. Foi para a catequese, aquilo que um jogador chamado Porfírio foi para o futebol ou Rick Astley para a música. Uma eterna esperança.

Num dos primeiros Natais que a Princesa já arranhava umas palavras, alguém, que não pode ser ide…

Ensaio sobre a cegueira

Há que ouvir os especialistas. Atender à sua opinião. Aprender com os seus ensinamentos. Valorizar quando as Frentes e as pessoas falam sobre aquilo que sabem. Estes tipos sabem do que falam. Sai um honoris causa em cegueira para a FLA.

O Natal nas Portas da Cidade a Oriente

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Rumo a Oriente @ SATA Dash Q400

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Noite feliz em Angra do Heroísmo, a jóia dos Açores

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O que se aprendeu, hoje, com a Mariana... - LXXXIV

Que a Mariana está atenta ao que se passa à volta dela e que a resposta, quando é rápida de mais, tende a enfermar de grandes lacunas no acerto e no rigor. Até em pequenas Princesas de oito anos.

Que, nalgumas alturas, aquilo que aprendemos com ela é, simplesmente, rir a bandeiras despregadas em conjunto com as pessoas que gostamos.

Que, rir em família, em ambiente de partilha, comunhão e amizade, sabe bem melhor.

Que a família está muito para além de simples laços de sangue e que a Mariana tens umas tias, tios e primos terceirenses à altura.

Que o pai da Princesa faz, mesmo, uns gins do caraças!

Contexto: jantar de Natal de parte da nossa família terceirense, em casa de uma das tias da Mariana, a L..

Como típico jantar de Natal que se preze, houve troca de prendas e tudo a que tivemos direito, até um sacrifício de um pequeno suíno, ali para os lados da Grota do Medo.

À chegada progressiva de tias e tios, a Mariana ia cumprimentando quem ia entrando.

Tia C. - Mariana, a prenda que com…

Já se podem fazer piadas sobre o Marco...

...ou é demasiado cedo?

A minha proposta para o novo logótipo da IURD

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A propósito das recentes notícias vindas a público sobre a Igreja Universal do Reino de Deus e as adopções que promovia de crianças que teria, estranhamente, a seu cargo, achei-me na obrigação de contribuir, pro bono, com um novo logótipo para a referida empresa. A imagem corporativa é um valor de mercado e deve, naturalmente, exprimir a missão da entidade. Aguardo o agradecimento do bispo Macedo.

O que se aprendeu, hoje, com a Mariana... - LXXXIII

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Ao octagésimo segundo relato desta saga* aprendeu-se, novamente, que a Princesa tem poderes.

Que consegue ter um coração gigante que desafia um Oceano. E que lhe ganha por capote, como se dizia antigamente.

Que uma viagem surpresa dos avós, do avô e da bisavó para o seu aniversário, demonstra que o coração está bem desenvolvido e que valeu a pena a Princesa ter comido muito ao longo dos anos. Que quem está longe está bem viva no seu coração.

Que o avô que não veio continua no seu coração, mesmo que sem nunca o ter conhecido. As perguntas recorrentes demonstram-no e a satisfação de receber uma nova foto dele provam-no. Que quem ela nunca conheceu, também cabe num coração enorme que só pode orgulhar.

Que a batalha continua, para sublimar um Oceano.

Que ficámos todos, os de cá e os "lá de fora" mais revigorados nessa luta.


* Mantém-se o objectivo de chegar ao centésimo relato para construir um livro para a Princesa...

É fugir, senhores, é fugir!

Num raríssimo, e irónico, volte-face da história, a senhora da Raríssimas passou a utente da instituição que terá gerido conjuntamente com o herdeiro da parada, com base num paradigma alimentado a gambas e motores germânicos.

É que, pelo que vejo e leio, a senhora só pode ter contraído lepra, varíola ou peste bubónica, entre hoje e ontem, tendo em conta a quantidade de pessoas ilustres que dela fogem como o mafarrico foge da cruz.

O que se aprendeu, hoje, com a Mariana... - LXXXII

Que, nalgumas coisas, ser pai de uma Princesa é mais complexo que ser pai de um Príncipe.

Que, por muito que brinquemos com o assunto, temos medo daquilo que não controlamos. Futuros putos borbulhentos na puberdade entram nessa definição.

Que o medo nos faz antecipar até aquilo que não faz sentido. Nenhum, mesmo.

Que, mais uma vez, em casa de ferreiro não há espetos de ferro, só de pau oco.

Que o M. e o B. são só miúdos e que são muito porreiros, daqueles que dá gosto que façam parte da vida da Princesa.

Um destes dias, a Princesa teve uma demonstração de basquetebol. Como se diz pela Terceira, a Mariana e os colegas foram todos prezados participar numa exibição do seu escalão de formação, no intervalo do jogo de basquetebol dos grandes.

Após o intervalo, a Mariana ia aparecendo e desaparecendo na bancada, enquanto brincava com os amigos.

Chegados a casa, o pai pergunta, naquele modo que os pais têm em que conseguem ser só uns chatos. O Pai da Mariana tem muito momentos desses.

Pai de…