O que se aprendeu, hoje, com a Mariana... - LXXXV
Que a época natalícia é pródiga na lembrança de (boas) memórias de Natais passados em família.
Que as avós e os avôs são peritos atentos na arte de (des)encaminhar petizes e que conhecem como ninguém as portas travessas da parentalidade.
Que o Menino Jesus, na casa da avó D., se chamará sempre Jesus.
Que é uma fortuna poder passar mais um Natal com a minha família e que a Mariana tem uma colecção de avós, bisavós, tios e primas de qualidade superior.
Que quem não está continua, contudo, a fazer falta. Que, mesmo não estando, tem lugar algures na mesa imaginária, onde o machado não corta nem o pensamento, nem o amor.
O Pai da Mariana teve uma carreira religiosa curta e deixou a prática religiosa após a Primeira Comunhão, para grande tristeza da senhora sua mãe. Foi para a catequese, aquilo que um jogador chamado Porfírio foi para o futebol ou Rick Astley para a música. Uma eterna esperança.
Num dos primeiros Natais que a Princesa já arranhava umas palavras, alguém, que não pode ser identificado por questões de segurança, ter-lhe-á ensinado que o menino que ora estava deitado, ora estava estendido nas palhas do presépio, se chamada "Menino Toninho". Face a tal, sempre que a Princesa via um presépio dizia, a plenos pulmões, que estava ali o Toninho.
Chegados a Coimbra, para a saborosa passagem da quadra natalícia, eis que a Mariana entra na casa da avó D., vê a sua colecção de presépios...
Mariana - Olha tantos Meninos Toninhos!
Avó D. - Menino quê?!
Mais rápida do que o Dr. House, a Avó D. diagnosticou o autor do ensinamento da Princesa, a quem dirigiu um olhar reprovador daqueles que as avós conseguem fazer, enquanto congeminam a resposta. Sim. Uma avó a sério nunca deixa alguém sem resposta.
Passou um dia e eis que a história de hoje chega ao fim.
Estava o autor destas linhas a chegar, discretamente, perto de uma certa colecção de presépios de uma certa avó, de uma certa Princesa....
Avó D. (com a princesa no seu colo, enquanto apontava para os diferentes presépios) - Mariana, menino Jesus, ouviste? Menino Jesus! Não é Toninho...
Avós 1 - Resto do Mundo 0
Já agora, um bom Natal a todos que por aqui passam. Que seja uma quadra feliz e que festejemos o nascimento de Menino. Jesus ou Toninho, consoante a atenção das avós.
Que as avós e os avôs são peritos atentos na arte de (des)encaminhar petizes e que conhecem como ninguém as portas travessas da parentalidade.
Que o Menino Jesus, na casa da avó D., se chamará sempre Jesus.
Que é uma fortuna poder passar mais um Natal com a minha família e que a Mariana tem uma colecção de avós, bisavós, tios e primas de qualidade superior.
Que quem não está continua, contudo, a fazer falta. Que, mesmo não estando, tem lugar algures na mesa imaginária, onde o machado não corta nem o pensamento, nem o amor.
O Pai da Mariana teve uma carreira religiosa curta e deixou a prática religiosa após a Primeira Comunhão, para grande tristeza da senhora sua mãe. Foi para a catequese, aquilo que um jogador chamado Porfírio foi para o futebol ou Rick Astley para a música. Uma eterna esperança.
Num dos primeiros Natais que a Princesa já arranhava umas palavras, alguém, que não pode ser identificado por questões de segurança, ter-lhe-á ensinado que o menino que ora estava deitado, ora estava estendido nas palhas do presépio, se chamada "Menino Toninho". Face a tal, sempre que a Princesa via um presépio dizia, a plenos pulmões, que estava ali o Toninho.
Chegados a Coimbra, para a saborosa passagem da quadra natalícia, eis que a Mariana entra na casa da avó D., vê a sua colecção de presépios...
Mariana - Olha tantos Meninos Toninhos!
Avó D. - Menino quê?!
Mais rápida do que o Dr. House, a Avó D. diagnosticou o autor do ensinamento da Princesa, a quem dirigiu um olhar reprovador daqueles que as avós conseguem fazer, enquanto congeminam a resposta. Sim. Uma avó a sério nunca deixa alguém sem resposta.
Passou um dia e eis que a história de hoje chega ao fim.
Estava o autor destas linhas a chegar, discretamente, perto de uma certa colecção de presépios de uma certa avó, de uma certa Princesa....
Avó D. (com a princesa no seu colo, enquanto apontava para os diferentes presépios) - Mariana, menino Jesus, ouviste? Menino Jesus! Não é Toninho...
Avós 1 - Resto do Mundo 0
Já agora, um bom Natal a todos que por aqui passam. Que seja uma quadra feliz e que festejemos o nascimento de Menino. Jesus ou Toninho, consoante a atenção das avós.
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