O que se aprendeu, hoje, com a Mariana... - XCI
Nos Açores, numa das Quintas-Feiras anteriores ao Carnaval, comemora-se o Dia das Amigas, pretexto para reuniões de senhoras em jantares e encontros onde, espera-se, se comemora a amizade, ainda que a reboque da obrigatoriedade da tradição plasmada no calendário.
Cá em casa, tem sido sinónimo de jantar da Mariana com o seu pai, dado que a sua mãe, e bem, se reúne com as suas amigas (daquelas que estão lá sempre, seja qual for o dia da cronologia).
Este ano, num sinal de crescimento, a Mariana exigiu ir ao jantar das amigas da mãe, onde estão as suas tias emprestadas. Gente grande, do alto dos seus oito anos de idade.
Chegada à altura do jantar, marcha-atrás. A Princesa regressou ao plano de sempre. Jantar com o pai, exigindo esperar pelo pai na clínica, enquanto se terminavam as consultas do dia. Desenhou-se. Imaginou-se. Fez-se um pai feliz com um desenho.
Hoje aprendeu-se que um simples desenho pode fazer um dia esquisito, num dia muito bom.
Que o Dia das Amigas do pai da Mariana continua, ainda que com prazo de validade, a ser uma garantia de alegria e de amor.
Que nos dias em que nos sentimos menos super, o amor de uma filha garante que coloquemos as coisas em perspectiva.
Que, cá por casa, se tem trabalhado muito naquilo que é a aceitação incondicional daqueles de quem gostamos. Que estamos a fazer um bom trabalho.

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