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A mostrar mensagens de Fevereiro, 2018

A propósito do Dia de São Valentim, uma memória sobre o amor

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Quem me conhece sabe que tenho um gosto particular por dois tipos de construções humanas: pontes e faróis. Falo muito de pontes e ainda mais de faróis. Não consigo resistir a fotografar faróis, até os mais modestos. Aliás, não tendo sido alquimista da alma, acho que seria feliz a engendrar pontes e faróis.

Seria feliz a imaginar estruturas que contêm tanta poesia, que unem, que avisam, que ajudam, que sublimam a aspereza dos elementos e que nos fazem poder ir mais além. Que nos fazem ser maiores, mais corajosos e melhores pessoas. Que estão sempre lá. Não o conseguiria, por muito que quisesse.

Há pessoas que surgem na nossa vida que conseguem ser tudo isso, sem esforço, simplesmente sendo aquilo que são. Conseguem conjugar o ser ponte com o ser farol. Hoje faz anos uma dessas pessoas. Hoje faz anos a Célia. Hoje faz anos a pessoa que me deixa fazer parte da vida dela há, quase, vinte anos.

A Célia é ponte e é farol, como mãe, como mulher e como amiga. Nem sempre as pessoas o percebem, de…

Uma matrioshka de pijama

Estamos velhos quando percebemos que, hoje em dia, as festas de pijama das garotas são uma espécie de boneca russa.

A festa de pijama acontece enquanto as presentes participam numa festa de pijama num jogo online chamado Roblox.

Inspiração para uma vida feliz

Há dias, numa consulta com uma daquelas pessoas fantásticas que a profissão nos permite conhecer, discutia-se a diferença entre inspirar e ajudar a mudar. Num tempo de imediatos, em que na espuma dos dias perdemos a noção da essência, do essencial e a consciência dos nossos limites (que nos humanizam...), é demasiado fácil prostituir a dificuldade da mudança à tentação da inspiração fugaz. Confundir uma espécie de magia permanente no quotidiano  com a necessidade de aceitar que a vida é feita de momentos mágicos que sublimam tantos outros, que lhes dão sentido e perspectiva. Confundir a nossa natureza emocional com uma espécie de empreendedorismo asséptico pateta das emoções. Quem tem o privilégio de diariamente ouvir pessoas, escutar os seus silêncios, empatizar com as suas dores, frustrações e mágoas, lida em primeira mão, com tudo o que isso implica de bom e de mau, com a crueza do ser, com as suas emoções, com aquilo que nos constitui, com o visível que procura mascarar o invisíve…