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A mostrar mensagens de Março, 2018

O que se aprendeu, hoje, com a Mariana... - XCVI*

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Que a boa educação se aprende em casa.
Que, já agora, o bom gosto também se deve aprender por lá.
Que há heranças que não são convertíveis em valores mensuráveis em cifrões.
Que há clubes. E depois há a Académica. 
Que se está a conseguir ensinar aquilo que se aprendeu. 
Férias significa, sem excepção, regressar a Coimbra. Uma fuga para casa vindos de casa, numa dualidade típica de quem vive entre locais onde se sente bem. De quem tem a fortuna de, como os adolescentes, poder fugir de casa para, rapidamente, voltar a casa. 
Em Coimbra, há uma feliz via sacra, aquelas coisas que nunca falham, na impossibilidade de fazer tudo o que queremos e de conseguir manter o contacto com toda a gente. Há locais e hábitos que não falhamos. O jantar com os amigos de sempre, as estadias nas nossas casas, a ida a Cantanhede ver aqueles que resistem ao tempo,...
Passar pelo estádio da Académica é uma das estações desta via sacra que não costuma faltar. Pelas quotas de sócios que há para pagar, pelos b…

O que se aprendeu, hoje, com a Mariana... - XCV

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Diz a sabedoria popular que a vida dá muitas voltas, legitimando a tendência do ser para voltar aonde já esteve, sejam esses lugares, físicos ou interiores, bons ou maus, num movimento circular que se vai fazendo sem que, na maioria das vezes, nos apercebamos.

Na parentalidade, estes círculos, maiores ou menores, também existem.  Na parentalidade é, igualmente, fácil, e enganador, criar uma cisão entre os papéis de pai e de filho. Entre o tempo em que nos sentimos filhos e o tempo em que somos pais. Entre o tempo em que os nossos pais fizeram o melhor que souberam, mesmo nos dias em que os levávamos ao limite da paciência, e o tempo em que esgravatamos o terreno da parentalidade, nos dias em que até a melhor das princesas nos conduz ao beco escuro da frustração.

A realidade, contudo, obriga-nos a preencher o requerimento da acumulação de funções e perceber que somos e fomos filhos e que somos pais. Como os nossos pais foram e são.

Ser um pai (relativamente) jovem, numa geração impregn…

O que se aprendeu, hoje, com a Mariana... - XCIV

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Que, aos oito anos, as princesas têm uma melhor noção das prioridades que a quase totalidade dos adultos.

Que a Mariana percebe que o desporto é uma coisa bonita e que ficar no pódio não é o mais importante.

Que os adultos perdem, facilmente, da sua vista aquilo que é importante.

Que a linguagem da competição selvagem que os chatos dos adultos utilizam, e da qual, por vezes, dependem, não está  aprendida pela Mariana (e ainda bem).

A princesa é, como muitos saberão, uma destemida karateca. Aquilo que, inicialmente, começou por ser uma ocupação de tempo tem passado a ser um modo de vida, em que a Mariana tem incorporado valores e demonstrado esforço, muito bem orientada e integrando um clube que é uma família. Um descanso para qualquer pai e para este pai, em particular.

A pequena tem conseguido conjugar o seu esforço com alguma qualidade enquanto atleta. Vai ganhando umas taças e medalhas e vai passando as finais das provas em que participa, ao nível do campeonato de ilha.

No Sábado h…

O que se aprendeu, hoje, com a Mariana... - XCIII

Que a idealização absoluta dos pais é indirectamente proporcional à idade dos petizes.

Que, felizmente, os nossos miúdos são capazes de nos humanizar.

Que isso não tem que assustar... aliás, permite-nos provar que os pais também se vão tornando mais maduros, à medida que as princesas se fazem gente.

Que quem diz a verdade, nunca merece punição. Diga lá o que disserem as supernannies desta vida.

A Princesa mantém uma intensa vida social. Festas de pijama, aniversários, jantares em casa de amigos ou idas ao cinema. Esta história começa numa ida ao cinema com um grupo de amigos e amigas, a cargo da J., mãe do B. (que é um puto muito porreiro).

No final do filme, houve uma romaria a casa de uma das amigas para que todos pudessem ver o seu aquário, patrocinada pela J..

Na casa da amiga, a Mariana encontrou o D., pai da amiga, que é um atleta à séria. Daqueles que correm mesmo muito e que dão voltas de avanço ao pai da Mariana (que continua em conseguir baixar dos noventa quilos, o que, vá,…