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A mostrar mensagens de Abril, 2018

O que se aprendeu, hoje, com a Mariana... - C

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A Mariana tem a sorte de ter muitos tias e tios. A natureza, e o amor dos seus avós, deu-lhe alguns, a vida multiplicou esse número por vários algarismos.

Aqui pela Terceira, dando sentido ao verdadeiro significado da palavra família, tem encontrado tios e tias de muita qualidade. A A. é uma delas, daquelas que, quase desde o primeiro momento da nossa saga insular, se constituiu como figura de referência, como alicerce, simplesmente sendo quem é. Não é para todos.

Esta história passa-se à saída da casa da A.. Nas imediações da casa está uma placa na parece que homenageia um dos seus familiares, numa iniciativa da Junta de Freguesia.

Mariana - O que é aquilo?

A. - É uma placa sobre o meu tio.

Mariana - Porque é que fizeram isso?

A. - As pessoas gostavam dele. Houve muita gente que ele ajudou e havia muita gente que gostava dele. Por causa disso, fizeram esta homenagem.

Mariana - Há muitas pessoas que fazem coisas boas e não têm nada disso.

Disse-nos, depois a A., que, em tantos adultos…

O que se aprendeu, hoje, com a Mariana... - XCIX

Que uma pequena de oito anos consegue dar lições a grande parte daqueles que nos representam na casa da democracia, mesmo sem saber o que é um subsídio de insularidade, uma ajuda de custo ou a diferença entre "morada habitual" e "morada exclusiva".

Que uma Princesa de oito anos consegue definir conceitos complicados melhor do que muitas pessoas experientes e experimentadas.

Que, no fundo, a Mariana podia ser Presidente do Governo Regional dos Açores uma porrada de anos.

Que uma resposta simples pode conter mais Abril do que um discurso complexo ou uma declaração aos jornalistas de um alto representante da Nação.

Pai de Mariana (farto de ouvir a palavra transparência na rádio e na televisão) - Mariana, o que quer dizer quando dizemos que uma coisa é transparente?

Mariana - Significa que podemos ver através dessa coisa. Ver o que está do outro lado.

Simples. Devia ser simples.

Pena é que, nos últimos tempos, tenhamos percebido que, ao contrário da definição cristalin…

25 de Abril (sempre) na data marcada...

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25 de Abril. Cravos na lapela. Cravos no púlpito. Cravos na mão, cravos na rua. A horas certas, como dizia o José Mário Branco. Assembleia da República engalanada. As datas lembradas são assim. Impõem-se à memória, ganhando vida própria. Precisamos de esquemas automáticos para organizarmos a informação. Automatizamos lembranças, tornando-as menos conscientes ainda que mais presentes. A memória tem limites. Nós temos limites. A liberdade, não os pode ter.

Lembramos a data, pouco lembramos a liberdade. A conquista. O avanço. A saída das trevas. 25 de Abril sempre. Diz-se nesta data lembrada.

Ouço na rádio, enquanto corro hoje, os discursos na Assembleia da República, na sessão comemorativa. Ouço na rádio as palmas que ecoam pelo hemiciclo. Ouço na TSF a jornalista que descreve o que vê, na casa da democracia, "alguns deputados batem palmas, outros olham à volta a perceber se devem bater palmas". 25 de Abril sempre, pela enésima vez, logo a seguir. A realidade é madrasta às uto…

O que se aprendeu, hoje, com a Mariana... - XCVIII

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Que as palavras que ofendem os adultos podem ser bastante elogiosas quando ditas pela boca de quem tem oito anos.

Que os adultos conseguem ser uns chatos, que se tornam ainda mais quando não percebem que precisam de deixar de ser chatos, nem que seja por um bocadinho.

Que, na parentalidade, a criatividade e o pensamento rápido são sempre bons recursos que o bulício do quotidiano e a quadratura da mente adulta nem sempre permitem que apareça.

Que há momentos em que ficamos orgulhosos dos pais que estamos a conseguir ser, mesmo conscientes de erros que cometemos e de dias em que a tal quadratura mental é mais forte que nós.

Um destes dias, a Princesa, a propósito do Dia do Pai, teve que fazer prendas para o seu progenitor, naquele momento anual espectacular em que recebemos coisas feitas para nós que não são compradas, nem feitas num qualquer país oriental. Na prenda da escola, foi pedido à Princesa que retratasse o pai em seis adjectivos, um por cada letra do seu nome. Psilipe tem sete…

O que se aprendeu, hoje, com a Mariana... - XCVII

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Que a piada de algumas coisas tem prazo de validade.

Que a contagem decrescente associada a esse prazo de validade vai-se fazendo. Lentamente para a Princesa. À velocidade da luz, para o senhor seu pai.

Que é difícil de derrotar aquela esperança vã que temos, quando fazemos perguntas com resposta mais do que óbvia, esperando uma resposta diferente daquela que sabemos ser a verdadeira.

Que os pais estão para esta esperança como o Bruno de Carvalho está para o Facebook. Sabemos que não nos devemos agarrar a ela, mas é mais forte do que nós.


A Princesa foi, pela primeira vez, convocada para uma competição de karaté fora da nossa Ilha, uma espécie de corolário para o esforço que tem feito e para a qualidade que tem conseguido atingir. No fundo, foi um bom reforço para uma pequena karateca de oito anos.

Lá foram os pais a acompanhá-la, aproveitando para ajudar a cuidar de uma série de miúdos que foram ao campeonato, num esforço que muito gozo lhes deu. Lidar com miúdos fantásticos, num clu…